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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Prémio de fotografia
Uma fotografia da cidade de Lisboa foi a grande vencedora do Grande Prémio Global do Metro Photo Challenge 2015. fotógrafo russo , Eduard Goodeev
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
As lágrimas de Portugal...
Esta foto foi classificada pela National Geographic como a
“foto do dia” (5/12/13).
Foi tirada na Foz do Douro. (podia ter sido do João Viana.... mas ele não sai da Figueira....)
domingo, 19 de maio de 2013
Nem tudo é mau...
Museu da Batalha acaba de ganhar prémio Europeu, Kenneth Hudson , . (aqui)
Concepção museológica do artista plástico António Viana.
Há quanto tempo não passa por lá?
As auto estradas fizeram perder o encanto desta paisagem arquitetónica, uma das mais bonitas do país.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Requiem por Muitos Maios...
Requiem por Muitos MaiosConheci tipos que viveram muito. Estão
mortos, quase todos: de suicídio, de cansaço.
de álcool, da obrigação de viver
que os consumia. Que ficou das suas vidas? Que
mulheres os lembram com a nostalgia
de um abraço? Que amigos falam ainda, por vezes,
para o lado, como se eles estivessem à sua
beira?
No entanto, invejo-os. Acompanhei-os
em noites de bares e insónia até ao fundo
da madrugada; despejei o fundo dos seus copos,
onde só os restos de vinho manchavam
o vidro; respirei o fumo dessas salas onde as suas
vozes se amontoavam como cadeiras num fim
de festa. Vi-os partir, um a um, na secura
das despedidas.
E ouvi os queixumes dessas a quem
roubaram a vida. Recolhi as suas palavras em versos
feitos de lágrimas e silêncios. Encostei-me
à palidez dos seus rostos, perguntando por eles - os
amantes luminosos da noite. O sol limpava-lhes
as olheiras; uma saudade marítima caía-lhes
dos ombros nus. Amei-as sem nada lhes dizer - nem do amor,
nem do destino desses que elas amaram.
Conheci tipos que viveram muito - os
que nunca souberam nada da própria vida.
Nuno Júdice, in "Teoria Geral do Sentimento"
mortos, quase todos: de suicídio, de cansaço.
de álcool, da obrigação de viver
que os consumia. Que ficou das suas vidas? Que
mulheres os lembram com a nostalgia
de um abraço? Que amigos falam ainda, por vezes,
para o lado, como se eles estivessem à sua
beira?
No entanto, invejo-os. Acompanhei-os
em noites de bares e insónia até ao fundo
da madrugada; despejei o fundo dos seus copos,
onde só os restos de vinho manchavam
o vidro; respirei o fumo dessas salas onde as suas
vozes se amontoavam como cadeiras num fim
de festa. Vi-os partir, um a um, na secura
das despedidas.
E ouvi os queixumes dessas a quem
roubaram a vida. Recolhi as suas palavras em versos
feitos de lágrimas e silêncios. Encostei-me
à palidez dos seus rostos, perguntando por eles - os
amantes luminosos da noite. O sol limpava-lhes
as olheiras; uma saudade marítima caía-lhes
dos ombros nus. Amei-as sem nada lhes dizer - nem do amor,
nem do destino desses que elas amaram.
Conheci tipos que viveram muito - os
que nunca souberam nada da própria vida.
Nuno Júdice, in "Teoria Geral do Sentimento"
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Maria, Maria... e Maria Teresa Horta....
DESPERTA-ME DE NOITE
O TEU DESEJO
NA VAGA DOS TEUS DEDOS
COM QUE VERGAS
O SONO EM QUE ME DEITO É REDE A TUA LINGUA
EM SUA TEIA
É VICIO AS PALAVRAS
COM QUE FALAS
A TRÉGUA
A ENTREGA
O DISFARCE
E LEMBRAS OS MEUS OMBROS
DOCEMENTE
NA DOBRA DO LENÇOL QUE DESFAZES
DESPERTA-ME DE NOITE
COM O TEU CORPO
TIRAS-ME DO SONO
ONDE RESVALO
E EU POUCO A POUCO
VOU REPELINDO A NOITE
E TU DENTRO DE MIM
VAI DESCOBRINDO VALES.
Poema de Maria Teresa Horta
Pintura de Picasso, 1915
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