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A mostrar mensagens com a etiqueta ... As minhas fotos. Poesia

Erros meus doces virtudes...

Erros Meus a que Chamarei Virtude
Erros meus a que chamarei virtude, 
Por bem vos quero, e morro despedido 
Sem amor, sem saúde, o chão perdido, 
Erros meus a que chamarei virtude. 

A terra cultivei, amargo e rude, 
No sonho de melhor a ter servido; 
Para ilusão de um palmo de comprido, 
A terra cultivei, amargo e rude. 

E o amor? A saúde? Eis os dois Lagos 
Onde os olhos me ficam debruçados 
— Azul e roxo, rasos de água os Lagos. 

Mas direis, erros meus, ainda amores? 
— São bonitos os dias acabados 
Quando ao poente o Sol desfolha flores. 

Afonso Duarte, in "Sibila

Viagem de comboio, direção, Coimbra. Campos de arroz, e ao longe Ereira, Montemor-o-Velho. terra natal do poeta Afonso Duarte.

Acho uma moral ruim...

        CINCO QUADRAS DO ANTÓNIO ALEIXO

     Acho uma moral ruim
     trazer o vulgo enganado:
     mandarem fazer assim
     e eles fazerem assado.


  Sou um dos membros malditos
  dessa falsa sociedade

  que, baseada nos mitos,
  pode roubar à vontade.


  Esses por quem não te interessas
  produzem quanto consomes:
  vivem das tuas promessas

  ganhando o pão que tu comes.

 Não me dêem mais desgostos

  porque sei raciocinar...
  Só os burros estão dispostos
  a sofrer sem protestar!


Esta mascarada enorme
 com que o mundo nos aldraba,
 dura enquanto o povo dorme,
 quando ele acordar, acaba.


 Quem trabalha e mata a fome
  Nâo come o pão de ninguém
  Quem não ganha o pão que come
  Come sempre o pão de alguém

   Sei que pareço um ladrão
   Mas há muitos que conheço
   Que sem parecer o que são
 São aquilo que pareço

António Aleixo

Fotografia em Magueija durante um passeio todo o terreno...

«Não procuremos a felecidade, porque a felicidade é fumo...»

Que é fumo a felicidade...
-Quanta houver tu ma darás!-
Fumo de grande cidade
Que paira - e não se desfaz...

In SOMBRA DE FUMO, de AUGUSTO GIL

(Título, provérbio malaio)