Entro aqui quase
sambando Oiço “quem te viu e
que te vê”. Continuo em festa pá… , e de
que maneira... Sabias querido Chico,
que continuo a parabenizar-te e com alegria e partilha do Livro que um dia
deste à septuagenária senhora minha Mãe, tua vizinha do 8º , lá no prédio mais
alto do Alto Leblon, onde depois da partida do meu pai passava temporadas? Hoje está com 86 anos
e tu com 70. Sempre são 16 anos de diferença. Sei que vocês os dois
saíam à mesma hora para a passeata no
calçadão. Cruzaram-se, olharam-se e tu na tua timidez meteste conversa com a “portuguesa
com certeza” como tu lhe chamaste. Ela não era garota de Ipanema, mas era e é
muito bonita. Um dia atrapalhaste-me
a Mãe. Telefonou-me aflita e meio envergonhada, à socapa da tia Lúcia, a verdadeira vizinha, com carácter de permanência
até ao seu último dia de vida. Quando me começou a
contar o presente que de ti tinha recebido, antes de chegar ao fim , fiquei com
medo que a tivesses paqueirado… e eu a ficar roída de pena (?) …
Serenidade não é indiferença...