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domingo, 20 de novembro de 2016

Olhar o tempo...

Eu não Quero o Presente, Quero a Realidade

Vive, dizes, no presente, 
Vive só no presente. 

Mas eu não quero o presente, quero a realidade; 
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede. 

O que é o presente? 
É uma cousa relativa ao passado e ao futuro. 
É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem. 
Eu quero só a realidade, as cousas sem presente. 

Não quero incluir o tempo no meu esquema. 
Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas 
                         como cousas. 

Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes. 

Eu nem por reais as devia tratar. 
Eu não as devia tratar por nada. 

Eu devia vê-las, apenas vê-las; 
Vê-las até não poder pensar nelas, 
Vê-las sem tempo, nem espaço, 
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê. 
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma. 

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
 
Fotografia de Mário Branquinho, via FB

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Olhares

Visitei mosteiros,  igrejas, mas esta foi a única  revelação a que de verdade assisti.  Aconteceu  em Santa  Luzia, Viana do Castelo.

domingo, 25 de janeiro de 2015

olhares.... bom domingo


.... no silêncio das ruas da parte velha da cidade. Coimbra.
Muros há que são verdadeiros muros de lamentações...
O meu olhar ao descer o Quebra Costas...

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

com a cabeça no ar...


Gosto mais de olhar o céu do que a terra.  É uma descoberta permanente.

Isto vai meus amigos, isto vai (?)

José Ary dos Santos

As minhas fotografias em Miranda do Douro

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Ao meu amor...

Quadras ao gosto popular
Fernando Pessoa

Cantigas de portugueses
São como barcos no mar —
Vão de uma alma para outra
Com riscos de naufragar.

A caixa que não tem tampa
Fica sempre destapada
Dá-me um sorriso dos teus
Porque não quero mais nada.

No baile em que dançam todos
Alguém fica sem dançar.
Melhor é não ir ao baile
Do que estar lá sem estar.

Vale a pena ser discreto?
Não sei bem se vale a pena.
O melhor é estar quieto
E ter a cara serena.

Tenho um relógio parado
Por onde sempre me guio.
O relógio é emprestado
E tem as horas a fio.

Aquela senhora velha
Que fala com tão bom modo
Parece ser uma abelha
Que nos diz: "Não incomodo".

Não digas mal de ninguém,
Que é de ti que dizes mal.
Quando dizes mal de alguém
Tudo no mundo é igual.

Quando vieste da festa,
Vinhas cansada e contente.
A minha pergunta é esta:
Foi da festa ou foi da gente?

Tenho uma pena que escreve
Aquilo que eu sempre sinta.
Se é mentira, escreve leve.
Se é verdade, não tem tinta.

Deixaste cair a liga
Porque não estava apertada...
Por muito que a gente diga
A gente nunca diz nada.

Não há verdade na vida
Que se não diga a mentir.
Há quem apresse a subida
Para descer a sorrir.

Santo Antônio de Lisboa
Era um grande pregador
Mas é por ser Santo Antônio
Que as moças lhe têm amor.

Tem um decote pequeno,
Um ar modesto e tranqüilo;
Mas vá-se lá descobrir
Coisa pior do que aquilo!

Aquela loura de preto
Com uma flor branca no peito,
É o retrato completo
De como alguém é perfeito.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Um olhar e um verso


Livrai-me, Senhor,
De tudo o que for
Vazio de amor.

Carlos Queiroz, Libera Me

terça-feira, 3 de junho de 2014

Olhares...Fotografia

fotografia de Bruce Landon Davidson

...e podeis continuar a olhar por aqui este fotógrafo "vintage"....


terça-feira, 22 de abril de 2014

procurando um outro tempo...

 Remexo nos jornais encadernados desde o no 1 , de junho de 1966, o MAR ALTO, até 1971, uma criação que acompanhei com carinho e muita curiosidade e do melhor que se fazia em jornalimo,  na região, a minha Figueira... Há muito que os não visitava, adormecidos estavam . 
Vergonha tenho de os pedir a minha Mãe. São um património que lhe pertence...
Não vou ficar por aqui, mas hoje deixo este poema inédito de AP, saído na página juvenil do jornal que era dirigida por José Matos-Cruz e a imagem de dois figueirenses, de um nº de Abril de 1970. João de Barros, pedagogo e o grande filósofo e pensador , Professor Doutor Joaquim de Carvalho. (aqui)

domingo, 23 de março de 2014

Desta janela de ar e ansiedade

 podemos ver compor-se a primavera
lentamente por cima das casas

Gastão Cruz, Sustenido-2
As minhas fotos, Belém

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Aconteceu... Olhares

Fotografia surripiada ao Grupo Amigos de Lisboa, no FB.
Foi tirada ontem, no bairro Alto, na procissão de S. Roque, cujas relíquias vão sob o pálio.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Olhares...

        Escultura patente na estação de metro de Cais do Sodré, Lisboa