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A mostrar mensagens de Dezembro 2, 2015

A Herberto Helder , em jeito de homenagem. Será.

Morreu Herberto Helder, poeta avesso a homenagens, que de si e do mundo só falou, muitas vezes cripticamente, através da sua produção poética. Por isso, para aqui o recordar, cita-se um excerto do texto que o poeta, ensaísta e professor Manuel Gusmão permitiu que fosse incluído no número 10 (Maio, 2005) da extinta revista Boca do Inferno em que se homenageiam os dois poetas portugueses que muitos consideram ser os maiores do nosso tempo: Carlos de Oliveira e Herberto Helder. Nesse brilhante ensaio, intitulado Carlos de Oliveira e Herberto Helder ao encontro do encontro, escreve Manuel Gusmão:
«Em Herberto Helder, a poesia é a da palavra que participa celebratória e nocturnamente das "metamorfoses da carne no esquema orgânico da matéria" (Helder, 1985, p. 7), a palavra suscitadora e augural que fragmenta e caotiza o corpo, o mundo e as suas imagens. Fala Herberto daquela "inteligência que aparelha o caos em relações sensíveis de elementos" (ibidem). Depois da tentativ…

o 1º de dezembro, festa da Restauração, que por aqui só passou a 2... Sempre a tempo e com espaço

...
A festa, por sua vez, evoca o passado e liga-o ao presente, simulando
o futuro, segundo Mona Ozouf(". Nomeadamente a festa de aniversário
pressupõe a repetição na qual se escora a esperança, projectando-se nela
o desejo ou necessidade de imortalidade e de indestrutibilidade.
O significado da comemoração das festas nacionais deve também
ser apreendido à luz da história das mentalidades, na interacção entre
informação e educação, permitindo a dilucidação de um universo psicológico, intelectual e moral através dos gestos, fórmulas e insígnia^'^'.

0' Fernando Catroga, Meriiórin, Histórin c' Historiogrnfin, Coimbra, Quarleto
Editora, 2001, pp. 21-23.
O 1" DE DEZEMBRO - MEMÓRIA E LITURGIA CÍVICA
NA 2' METADE DE OITOCENTOS**, de Maria da Conceição Meireles Pereira, na Revista de História das Ideias, nº28 de 2007