
sábado, 20 de junho de 2009
Poema - Véspera

Seríamos dois faunos sobre a praia
Batidos pelo vento e pelo sal,
Tendo por manto apenas a cambraia
Da espuma
e, por fronteira,
o areal
Gémeos de corpo e alma,
ver um era ver o outro:
a mesma voz,
a mesma transparência,
a mesma calma
de búzio, intacto, em cada um de nós!
Felicidade?
Não.
Inconsciência!
E as nossas mãos brincavam com o lume
à beira da impaciência
e do ciúme..
Batidos pelo vento e pelo sal,
Tendo por manto apenas a cambraia
Da espuma
e, por fronteira,
o areal
Gémeos de corpo e alma,
ver um era ver o outro:
a mesma voz,
a mesma transparência,
a mesma calma
de búzio, intacto, em cada um de nós!
Felicidade?
Não.
Inconsciência!
E as nossas mãos brincavam com o lume
à beira da impaciência
e do ciúme..
De Pedro Homem de Melo
,in O Rapaz da Camisola Verde
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Poema - O começo de um livro é precioso
quinta-feira, 18 de junho de 2009
As artes e as manhas....do político JS
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Subterrâneos do Porto
Praça dos Aliados, 1943, por Nadir AfonsoAcaso conhecem o que existe debaixo do solo da cidade do Porto...? Então vejam estas 66 fotos... Para quem julga que conhece a Cidade do Porto...http://amen5.no.sapo.pt/Album-Subterraneos%20do%20Porto/index.htmlReparem que a obra foi autorizada por Filipe I (Filipe II de Espanha) e a construção durou 90 anos...! Curioso, não é...?
Ricardo Rangel, 1924-2009, o fotojornalista que partiu ao som de Charlie Parker!
terça-feira, 16 de junho de 2009
Fujamos ao calor!!
Por cá, as cabeças escaldam e os corações aceleram com os 40 GRAUS.... da surpresa... ou por excesso de emoção...paraece que não é assim por todo o país. logo fico mais tranquila!
Para refrescar, deixo aqui duas fotografias tiradas no mar do Norte , Dinamarca, a partir de uma plataforma de petróleo! Obrigada Pedro, pelo presente!
Ou este blogue não se chame Mar à Vista... Mar, sempre! (pode aumentar a fotog.)


Para refrescar, deixo aqui duas fotografias tiradas no mar do Norte , Dinamarca, a partir de uma plataforma de petróleo! Obrigada Pedro, pelo presente!
Ou este blogue não se chame Mar à Vista... Mar, sempre! (pode aumentar a fotog.)


Poema - Ao rosto vulgar dos dias

Ao rosto vulgar dos dias,
À vida cada vez mais corrente,
As imagens regressam já experimentadas,
Quotidianas, razoáveis, surpreendentes.
Imaginar, primeiro, é ver.
Imaginar é conhecer, portanto agir.
Alexandre O`Neill ,Poesias Completas
segunda-feira, 15 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
Os gatos voadores de Dali

Tem-se falado de peixe e não há peixe sem um gato a rondar!… ou serão as memórias afectivas a funcionar? Será que os amados gatinhos hoje ainda comerão peixe ou lambiscam comidinha enlatada ? O que quer que seja é prazeiroso falar dos bichanos porque momento de prazer é do que estamos a precisar…
Então resolvi retomar mais uma estória, , do livro AMADOS GATOS, de JJLetria.
Então resolvi retomar mais uma estória, , do livro AMADOS GATOS, de JJLetria.
DALI E OS GATOS VOADORES
Dali tinha o desesperante costume de projectar gatos no ar para depois os poder fotografar, em pose surreal, ou seja, sem terem qualquer hipótese de chegar inteiros ao chão. …Ao contrário de Picasso, Dali não gostava de gatos, e fazia gala nisso. E Gala também, essa que já fora mulher e musa de Éluard ,poeta que gostava de gatos e de cantar a liberdade como se cantasse a mais esplendorosa das amantes.
Sabe-se que um dos gatos, lançado no ar como um projéctil de uma guerra a fingir, se viu subitamente apetrechado com um belo par de asas que lhe permitiram esvoaçar, triunfal, sobre a cabeça de Dali….
Agachando-se junto do pintor, sem público que pudesse provocar ou insultar, o gato pediu a Dali que lhe desse um nome….. E o pintor satisfez-lhe o desejo:
- De hoje em diante, chamar-te.às Dali, apenas Dali.
- E se eu quiser chamar-me Frederico Garcia Lorca?
O pintor respondeu à pergunta como se responde a uma provocação, ignorou o gato e beijou Gala nos lábios empalidecidos por uma enfermidade sem nome.
O certo é que o gato passou a ser tratado, desse dia em diante, pelo nome de Dali, tendo um pêlo tão luzidio e negro como os bigodes do legítimo utilizador do nome…
(Excerto do livro Amados Gatos, de José Jorge Letria)
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