André Gide

Ontem, era um mar de gente, abraços, beijos e abreijos.
Pintura de S. Dali" O que nos tranquiliza no sono é que se sai dele, e que se sai sem quaquer mudança, pois que uma extravagante interdição nos impede de trazer connosco o resíduo exacto dos nossos sonhos. O que nos tranquiliza também é que ele cura a fadiga, mas cura-nos temporáriamente, pelo mais radical dos processos, arranjandpo as coisas de maneira que deixamos de existir. Nisso , como como noutras coisas, o prazer e a arte consiste em nos abandonarmos conscientemente a esta bem - aventurada inconsciência, consentirmos em ser subtilmente mais fracos, mais pesados, mais leves e mais confusos que nós mesmos."
Em , Memórias de Adriano, de M.yourcenar
Versátil a alma? Sim, mas também versátil o vinho: as cores do arco-íris, aromas de rosas, frutos, mel, especiarias. Os melhores nunca nos
Camões e grande mal amado Camões:
"Mudan-se os tempos, muda-se
as vontades. Muda-se o ser, muda-se a
confiança: Todo o mundo é composto
de mudança. Tomando sempre novas
qualidades.Continuamente vemos
novidades. Diferentes em tudo da
esperança: Do mal ficam as mágoas
da lembrança. E do bem (se algum
houve) as saudades"
Assim o vinho, que é um suplemento
da alma. Dos maus, fica-nos uma
lembrança triste. Dos bons, a
lembrança boa e o desejo de a eles
voltarmos, sempre que a ocasião se
proporcione.



Para contrapor o meu desencanto com o post anterior, sobre a arquitectura que por aí se vai praticando, uma boa informação sobre a arquitectura humanística, no J Expresso, deu-me a conhecer um pouco o arquitecto chileno Alejandro Aravena, que é bonito, jovem, inteligente e sensato. Aravena, também faz parte do júri que atribui o prémio Pritzker , o nobel da arquitectura.
Passeio-me ao longo do paredão nesta bela manhã de fim de verão.
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As marés vivas chegaram antes do tempo...Pobre país revolto tal como o encontro deste rio, o Douro, com o mar.
São marés, senhores, mas o cheiro é a maresia.
" A damisela passeia
no país da alcateia,
tão exterior a si mesma
que não é senão fome
com que este país come.
***
País do eufemismo, à morte dia a dia
pergunta mesureiro:- Como vai a vida?
***
País dos gigantones que passeiam
a importância e o papelão,
inaugurando esguichos no engonço
do gesto e do chavão
E ainda há quem os ouça, quem os leia,
lhes agradeça a fontanária ideia!"
Excerto do poema O PAÍS RELATIVO, de A. O Neill
Bom fim de semana!


Solta, livre, liberta, graciosa. Agir com o quem não se leva muito a sério é a suprema expressão da responsabilidade. É saber antigo que "todas as coisas têm o seu tempo e todas elas passam debaixo do céu, segundo o termo a que cada uma foi ordenado" .
De Mário Cesariny