Pintura de Félix Vallotton, 1885-1925quarta-feira, 9 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Quando a música e o cérebro se misturam...

segunda-feira, 7 de junho de 2010
Momentos...
domingo, 6 de junho de 2010
"O amor abre os olhos para o coração e para a beleza"....

E, quando apreciamos a beleza de uma paisagem ou de uma obra de arte sozinhos, temos uma experiência que se assemelha ao êxtase. Nesse instante, é como se caíssem as barreiras que nos isolam do mundo e a essência do objecto irrompe, apodera-se de nós. É como no amor: quando entramos em contacto directo com a natureza profunda do outro, captamos-lhe a incrível e assombrosa singularidade.
Não devemos maravilhar-nos por o amor nos levar a ver a beleza. Abre os olhos, escancara o coração, põe-nos em contacto directo com a realidade. Dá-se o oposto se estivermos fechados sobre nós mesmos, tristes, cheios de raiva e desconfiados porque, quando o nosso coração está fechado, os nossos olhos também o estão. E até podemos passar em frente das mais belas maravilhas naturais, das mais sublimes obras de arte sem as ver nem sentir. "
Sociólogo e jornalista
sábado, 5 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Da Figueira com carinho e... com quase mar à vista....
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Pensamentos com brilho...
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Ainda o premiado...
Ferreira Gullar, prémio Camões 2010

Fagner canta poema de Ferreira Gullar
BRAVO!: O senso comum costuma apregoar que poetas nascem poetas. Poesia é destino?
F. Gullar: Prefiro dizer que é vocação. O poeta traz do berço um modo próprio de lidar com as palavras. Não se trata, porém, de um presente dos deuses, de uma concessão divina, como se pregava em outras épocas. Trata-se de um fenómeno genético, biológico, sei lá. Há quem nasça com talento para pintar, jogar futebol ou roubar. E há quem nasça com talento para fazer poemas. Sem a vocação, o sujeito não vai longe. Pode virar um excelente leitor ou crítico de poesia, mas nunca se transformará num poeta respeitável….
…. Se não estudar, se não batalhar pelo domínio da linguagem, acabará desperdiçando o talento. “Nasci poeta, vou ser poeta”. Não, não funciona assim. Converter a vocação em expressão demandada um esforço imenso. Tudo vai depender do equilíbrio entre o acaso e a necessidade. A vocação é o acaso. A expressão é a necessidade. No fundo, a vida não passa de uma constante tensão entre acaso e necessidade.
(pequeno excerto de uma entrevista dada à revista brasileira BRAVO! em Março de 2009)
terça-feira, 1 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Adeus ao Maio de que tanto gosto...
Papoilas, de Claude MonetPreservação
Fiéis, as minhas flores,
Azáleas, rododendros, pionais,
Quiseram que estes dias
De treva e paixão
Fossem alegres como a natureza.
De maneira discreta,
Abriram na tristeza do meu coração
Com tal beleza,
Que a pura gratidão
Manda o poeta
Preservá-las assim,
Festivais
E votivas,
num mais perene e mágico jardim.
Miguel Torga, Coimbra, abril de 1988





