domingo, 3 de outubro de 2010

O fado na República (2)

Coleção de António Pedro Vicente


Mas , enquanto faço outras pesquisas, não posso deixar os meua amigos sem música, com letras da época (1910-1913).
Foram encontradas aqui e vale a pena visitar...
Até amanhã e bom domingo .

O fado na República (1)

O mais português dos quadros a óleo


Não abandone a sua rebeca porque creio, mais
que nunca, que é a arte que muitas vezes nos
suaviza esta vida tão cheia de contrariedades.

Jose Malhoa,16 de Abril de 1900

Durante o Verão esteve patente uma belíssima exposição sobre O Fado e a Répública, na SNAB, cientificamente orientada por Ruy Vieira Nery e conceção plástica do pintor António Viana.
Ela passou despercebida e findou antes do tempo tal como a que ocorreu no Museu da Eletricidade, " O POVO".
Em plenos festejos do centenário, as exposições mais didáticas e menos maçudas para uma camada estudantil jovem, findaram....
A república continua a servir mal os seus cidadãos...
Qualquer destas exposições deixaram-nos óptimos catálogos que vale a pena procurar.
A partir de hoje, iniciarei aqui algo , que por puro deleite, vai dar umas dicas para esta forma de arte que seria tão portuguesa se não tivesse vindo do Norte de Africa e Brasil, segundo o nosso grande estudioso Ruy V. Nery.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

De ficar com os olhos em bico...


Pintura chinesa que retrata as carruagens celestes que desciam do céu para encontrar os homens. Note-se que elas expeliam fumo ao se movimentar.


Com o correr dos tempos as "fumaças" são outras. Ler aqui.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O sol brilha, mas não para todos da mesma maneira...


Nem sempre se acorda com o sorriso que o elogio da vida merece...

A vida para a maioria dos portugueses que neste país vivem, mesmo à beira-mar plantado, e bem, sofre os atropelos de uma governação completamente desgovernada.

O sol que teima em nos aquecer, neste outono do nosso descontentamento, não chegará para aquecer as almas que vão gelar ainda mais lá para o inverno .

Ouço o debate quinzenal na assembleia da república (letra menor propositadamente). Mas vou sair rápidamente deste espetáculo de mentira socratiana que ajudou a provocar um tsunami na jovem e triste democracia portuguesa.

O ideal no princípio da República, era o de "ter ou não ter trabalho, era ter ou não ter pão para os filhos"....

Em pleno séc.XXI, o ideal da república continua ser o mesmo, porque o pão e o trabalho continuam a faltar e casa aonde não há pão todos ralham e ninguém tem razão.

É ao que estamos a assistir.


O meu pintor naif de eleição, Ronaldo Mendes, enviou-me este gato , que com o seu ar tristonho, eu adotei, para mostrar os nossos estados de alma...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Le Plat Pays - Jacques Brel

Vamos lá a entendê-los, a nós e aos outros...


Vá lá a gente entendê-los.
Acho que se pode resumir tudo numa frase: na Bélgica há três vezes mais tachos do que em Portugal. Sem contar com o rei e respetivos filhos, netos, irmãos, primos, sobrinhos e compadres...
Cá, como lá, o dia é de luta promissora.







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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Para o momento, música e pintura...

Pintura de Mário Cesariny

exercício espiritual

É preciso dizer rosa em vez de dizer ideia
é preciso dizer azul em vez de dizer pantera
é preciso dizer febre em vez de dizer inocência
é preciso dizer o mundo em vez de dizer um homem


É preciso dizer candelabro em vez de dizer arcano
é preciso dizer Para sempre em vez de dizer Agora
é preciso dizer O Dia em vez de dizer Um Ano
é preciso dizer Maria em vez de dizer aurora


Poema de Mário Cesariny, in Manual de Prestidigitação

domingo, 26 de setembro de 2010