sábado, 12 de março de 2011
Estórias de amor no mundo da arte
Também Suze Rotolo partiu... Poderia ficar na estória só pelo seu valor mas é mais "rasteirinho" associar o seu CV ao grande amor que viveu com Bob Dylan e que deu origem à famosa canção " Suze", como se fossem os homens que tenham que celebrar e perpetuar as mulheres que amaram.
Também ela o deixou definitivamente depois de ter lido a vida de Picass0 com Francoise Gilot. E achou-os semelhantes até na traiçâo.... com Joan Baez.
Vidas.

Deabulando pelo mundo dos" afetos" , neste fim de semana, mais um post sobre os amores. Li num semanário que a Tate Modern exibe de momento o quadro que se considera dos mais caros no mundo da arte, de Picasso, que se intitula " Nu au plateau du sculpteur". Ele representa , segundo a notícia o grande amor "secreto" de Pablo, Marie-Thérése....
Pelo que sei , não foi asim tão secreto... mas era uma mulher muito bonita e submissa, como quase todas as do artista e muito doente... vindo a morrer jovem.
Penso que Marie-Thérèse foi das mulheres que Picasso mais pintou sem lhe deformar ou crispar o rosto.
Há amores assim... e com Pablo foram pucos os bem sucedidos.
Sou fã incondicional de Picasso. A Espanha ainda dou uns saltinhos... a Londres, logo se verá. Há momentos de sorte.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Bom fim de semana...
quinta-feira, 10 de março de 2011
Os nossos pintores
Do pintor figueirense, Mário Augusto, um dos seus quadros mais conhecidos, " O latoeiro", 1932 (aqui)
No acervo da Casa Anastácio Gonçalves, em Lisboa podem ser vistos alguns quadros deste pintor. Eram amigos pessoais.
quarta-feira, 9 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Mulheres de quem eu gosto...

Hoje partilho aqui convosco, neste dia que se propôs ser o da MULHER, mulheres da minha vida.
A minha mãe opinando o bordado e a tia Arminda , de braço ao peito, que está agora dependente de nós e que no dia 5 fez 85 anos.
É das mulheres mais festejadas que conheço.
Não casou, não tem filhos, mas sobrinhos como filhos, reune ou é solicitada a reunir amiúde com os seus alunos (as) de um ex colégio situado na Beira Alta, onde foi diretora e a "terrível" professora de fìsica-química, mas a amiga , confidente e responsável por jovens cujos pais os deixaram à sua responsabilidade e muitas vezes, a maioria emigrados, logo daí o afeto.
No dia 5, num belo restaurante entre Coimbra e Figueira, lá se juntaram mais de 50 pessoas para a festejar.
E, estar com as minhas "velhinhas" é sempre viver num espaço de memória , risada e relembrar de estórias... E, desta vez, fica a dica de algumas que contarei quando relembrámos o Professor Dr. Elísio de Moura (aqui), o maior cientista da sua época na área da Psiquiatria, que vivia em Coimbra e que tive ainda o prazer de conhecer. Morreu em 1977, um mês antes de fazer 100 anos e... só bebia água quente... Brincam, dizendo que daí advem a sua longevidade...
Lá está ainda a sua Casa da Infância das Meninas Desvalidas à qual se dedicou toda a vida e que é sempre lembrada , para mim, na altura da Queima das Fitas, quando se faz o peditório para a Instituição, vendendo pequenas pastas com fitas.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Momentos de ouro

Como aqui, no Mar à Vista, de preferência com vista de mar, se pode falar de tudo ou de nada, há sempre uma primeira vez para qualquer coisa...
Restauração, em Coimbra, para os que como eu e para os adeptos, fizeram a sua vida estudantil por aqui.
Antiga Associação Académica (futebol clube) transformada num muito original restaurante, o STILL IS.
E mais não digo, apareçam.
Depois para um deserto, que fica aqui tão perto... uma saltada à Figueira da Foz, mas não a "mascarada".
domingo, 6 de março de 2011
Os nossos poetas

Sei os teus seios.
Sei-os de cor.
Para a frente, para cima,
Despontam, alegres, os teus seios.
Vitoriosos já,
Mas não ainda triunfais.
Quem comparou os seios que são teus
(Banal imagem) a colinas!
Com donaire avançam os teus seios,
Ó minha embarcação!
Porque não há
Padarias que em vez de pão nos dêem seios
Logo p'la manhã?
Quantas vezes
Interrogastes, ao espelho, os seios?
Tão tolos os teus seios! Toda a noite
Com inveja um do outro, toda a santa
Noite!
Quantos seios ficaram por amar?
Seios pasmados, seios lorpas, seios
Como barrigas de glutões!
Seios decrépitos e no entanto belos
Como o que já viveu e fez viver!
Seios inacessíveis e tão altos
Como um orgulho que há-de rebentar
Em deseperadas, quarentonas lágrimas...
Seios fortes como os da Liberdade
-Delacroix-guiando o Povo.
Seios que vão à escola p'ra de lá saírem
Direitinhos p'ra casa...
Seios que deram o bom leite da vida
A vorazes filhos alheios!
Diz-se rijo dum seio que, vencido,
Acaba por vencer...
O amor excessivo dum poeta:
"E hei-de mandar fazer um almanaque
da pele encadernado do teu seio"
Retirar-me para uns seios que me esperam
Há tantos anos, fielmente, na província!
Arrulho de pequenos seios
No peitoril de uma janela
Aberta sobre a vida.
Botas, botirrafas
Pisando tudo, até os seios
Em que o amor se exalta e robustece!
Seios adivinhados, entrevistos,
Jamais possuídos, sempre desejados!
"Oculta, pois, oculta esses objectos
Altares onde fazem sacrifícios
Quantos os vêem com olhos indiscretos"
Raimundo Lúlio, a mulher casada
Que cortejastes, que perseguistes
Até entrares, a cavalo, p'la igreja
Onde fora rezar,
Mudou-te a vida quando te mostrou
("É isto que amas?")
De repente a podridão do seio.
Raparigas dos limões a oferecerem
Fruta mais atrevida: inesperados seios...
Uma roda de velhos seios despeitados,
Rabujando,
A pretexto de chá...
Engolfo-me num seio até perder
Memória de quem sou...
Quantos seios devorou a guerra, quantos,
Depressa ou devagar, roubou à vida,
À alegria, ao amor e às gulosas
Bocas dos miúdos!
Pouso a cabeça no teu seio
E nenhum desejo me estremece a carne.
Vejo os teus seios, absortos
Sobre um pequeno ser
Poema de Alexandre O`Neill
Pintura de Henri Matisse
sexta-feira, 4 de março de 2011
Com tantos e bons filmes para ver, bom fim de semana
Paulo de Carvalho, o nosso Sinatra português...
O que ficou por dizer...

Pois a tarde a que nos propusemos querida Gigi…. Ultrapassou as expetativas na torrente das palavras que viajaram pelo deserto do Saara e caíram como as cascatas de Vitória. Cobriste-me de areia com o deserto para mim desconhecido e salpicaste-me com as cataratas por visitar. Um dia hei-de ir, hei-de ir sempre a qualquer lado. Só não sei quando… Viajámos no tempo.
E a nossa conversa que tinha começado com o cinema e uma saudade de 40 anos.... Mas vou voltar ao principio. Vai ver o filme coreano “Poesia”, “Shi” em coreano.
Já tinha falado dele aqui em Novembro quando tive a felicidade de o ver no Estoril Film.
Trata de problemas mentais, da luta contra o Alzheimer de uma sexagenária, que lentamente se desvincula da realidade, que se vê confrontada com problemas familiares. Tudo é lícito para fugir à falta de memória. Escolhe o aprender a poemar de forma a transformar o poema que tem que escrever “ em 2he 20m de beleza e cicatrizes, num cinema perto de si. Um poema da condição humana escrito com palavras tão improváveis como Karaoke, badminton ou viagra.”
Para teu prazer e de quem aqui passar , agarrem este filme como ele se agarrou a mim .
Bom fim de semana.
E a nossa conversa que tinha começado com o cinema e uma saudade de 40 anos.... Mas vou voltar ao principio. Vai ver o filme coreano “Poesia”, “Shi” em coreano.
Já tinha falado dele aqui em Novembro quando tive a felicidade de o ver no Estoril Film.
Trata de problemas mentais, da luta contra o Alzheimer de uma sexagenária, que lentamente se desvincula da realidade, que se vê confrontada com problemas familiares. Tudo é lícito para fugir à falta de memória. Escolhe o aprender a poemar de forma a transformar o poema que tem que escrever “ em 2he 20m de beleza e cicatrizes, num cinema perto de si. Um poema da condição humana escrito com palavras tão improváveis como Karaoke, badminton ou viagra.”
Para teu prazer e de quem aqui passar , agarrem este filme como ele se agarrou a mim .
Bom fim de semana.
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