domingo, 1 de maio de 2011

Mães e filhos ...

Pintura de Ederick Richardson



"... A vida das crianças reforma os meses que sonham os meses. Elas entram nos meses. Elas entram nos meses e envenenam-lhes o espírito de meses. E os meses rolam, cantadores, para dentro de uma terrível eternidade.

As crianças alimentam a solidão da terra.

A existência das crianças cresce contra roseiras azuis, e toma o seu azul, e fala depois esse obscuro idioma do azul.

As crianças param no meio das folhas. Destroem o jardim numérico.

As crianças ultrapassam a idade que as ultrapassa a elas.

As crianças são o instante onde as liras e os dedos são uma única rosa."


Herberto Hélder, in Poesia



Assim penso as crianças que são os nossos filhos.

Saúdo as Mães que podem festejar este dia...

Gosto da associação deste dia ao dia do trabalhador...

Há coincidências felizes, pois as mães foram e são "obreiras"incansáveis e nem sempre reconhcidas, pelo que a luta deve sempre continuar.





E, já em Maio... com música

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Campo Grande... tudo pode acontecer, e aconteceu...





Não, por Lisboa não acontecem só trombas de água e quedas de granizo, mas coisas muito melhores, que em vez de desarranjos e prejuízos causam emoção e
aquecem a alma .
Amanhã a exposição do espólio da poetisa Sophia de Mello Breyner, que se encontra na Biblioteca Nacional, terá o seu último dia e hoje foi explicada, passo a passo pela sua filha Maria, também poeta. Emoção, porque partilhámos a intimidade e a personalidade de Sophia pelo elo familiar. Coisas simples e belas.
Reproduzo aqui um escrito solto, que estava num mural e que apesar de ser dos anos 60 o considero atual. Aqui vai.

Aos pobres de Portugal é costume dizer: "Tenham paciência". Mas na verdade devemos dizer:" Não tenham paciência:"
Devemos pedir ao povo português que procure o caminho de uma "impaciência pacífica", que se exprima e combata sem violência, mas com teimosia e firmeza.

Pintura de Renat Ferrari, Comppaixão


Bom fim de semana.

(ainda não percebi, porque de quando em quando , fica este espaço enorme em branco no post.
Se alguém souber, agradeço ajuda. :)) )



























Há 37 anos...
















Revolução


Como casa limpa

Como chão varrido

Como porta aberta



Como puro início

Como tempo novo

Sem mancha num início



Como página em branco

Onde o poema emerge


Como arquitectura eterna

Do homem que ergue sua habitação.


Poema de Sophia Melo Breyner, escrito a 27 de Abril de 1974

Ballet: Dancers - Para este dia Mundial da Dança...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

São crianças, senhores...

Leio hoje no Público, " Mais de 16 por cento das crianças portuguesas estão em risco de pobreza."


E, veio-me à memória , que não foi há tantos anos assim que também eramos o país com maior índice de mortalidade infantil, nesta querida Europa.


Ilustração de F. Richardson, Mother Goose , 1915

"Lixo Extraordinário", a não perder...

No lixo, com lixo, pelo lixo, com arte. E assim nos vamos salvando... (aqui)

Viagem ao Tarrafal seguido de um momento de ternura...



Depois do que vi e ouvi só posso pedir o sentir do Professor . Palavras roubadas. Murcon (aqui)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Pina , de Wim Wenders, em 3D. Sonho com ele...




Da mesma forma que é difícil classificar o trabalho da bailarina e coreógrafa Pina Baush (1940-2009), não há definições que abarque Pina , o novo filme do alemão W. W, - um tributo à artista conterrânea, que explorava nos palcos as ambivalências da natureza humana....
Após a morte da artista, em 2009, dias antes do início das gravações, Wenders, pensou em desistir, mas recuou quando os bailarinos disseram que iriam executar os espetáculos selecionados pelos dois.
Informação revista Bravo !

Esperemos pois... com o mesmo encanto como esperávamos Pina na nossa/sua querida Lisboa.

terça-feira, 26 de abril de 2011