domingo, 26 de junho de 2011

"Lembrete"





Se procurar bem, você acaba encontrando
não a explicação (duvidosa) da vida,
mas a poesia (inexplicável) da vida.

Carlos Drumond de Andrade, in Corpo, Novos Poemas






Pintura de Mary Cassat, Childreen on the Beach,1884

"austeridade, o sofrimento após a crise"

Lisboa Antiga

Olhares... Bom domingo











































Fotografias expostas em paredes de rua, num tributo
feito por uma moradora da freguesia aos velhos

moradores da "Lisboa de outras eras", até que o tempo, esse escultor, o permita.








































Só toca guitarra quem tem unhas, logo há que afiá-las... Lisboa e as suas memórias, passadas e presentes. Momentos de ouro pelas freguesias da cidade. Hoje, freguesia de S. Cristóvão e S. Lourenço, Mouraria.




(clicar em cima das fotos para aumentar)



sexta-feira, 24 de junho de 2011

Santos Populares (continuação)




(...)
(E) foi então que, para te vingar
E à maneira de santo, os arreliar
Desceste mansamente à terra
Perfeitamente disfarçado
E fizeste entre os homens da razão
Um milagre assinado,
Mas cuja assinatura se erra
Quando em teu dia, S. João do Verão,
Fundaste a Grande Loja de Inglaterra.
Isto agora é que é bom,
Se bem que vagamente rocambolico

Eu a julgar-te até católico,
E tu sais-me maçon.
Bem, aí é que há espaço para tudo,
Para o bem temporal do mundo vario.
Que o teu sorriso doure quanto estudo
E o teu Cordeiro
Me faça sempre justo e verdadeiro,
Pronto a fazer falar o coração
Alto e bom som
Contra todas as fórmulas do mal,
Contra tudo que torna o homem precário.
Se és maçon – eu sou templário.

Esqueço-te santo
Deslembro o teu indefinido encanto.

Meu Irmão , dou-te o abraço fraternal.

Fernando Pessoa

Noite de S. João...

S. João, de Ronaldo Mendes, pintor naif
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Noite de São João

Noite de S. João para além do muro do meu quintal.
Do lado de cá, eu sem noite de S. João.
Porque há S. João onde o festejam.
Para mim há uma sombra de luz de fogueiras na noite,
Um ruído de gargalhadas, os baques dos saltos.
E um grito casual de quem não sabe que eu existo.

Alberto Caeiro

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Hora de calor... dizem


Esculturas de Duane Hanson (1925-1996)

Poeminha (Bem) Moderato

Hora de beber; parcimonia,
Hora de falar; discrição,
Hora de comer; continência
Hora de amar - (muita) atenção.


De Millôr Fernanndes - Poemas -

quarta-feira, 22 de junho de 2011

"Sob o signo da denúncia"





Georges Grosz




Circe e Caféhouse, 1927




Passar por aqui, ver e não perder.. Exp. CCC (clicar)







Coisas do solstício ou dos homens...








Notre Dame du Sablon



Fiquei satisfeita com o resultado de ver uma mulher bonita e inteligente a presidir a nossa AR . Não fico normalmente frente à T.V. a ver escurtínios, sobretudo se forem deprimentes e pouco "nobres"... mas ontem, porque aconteceu, deixei-me ficar.



Dizem que as mulheres ficam bonitas quando bem amadas e desejadas. E, assim aconteceu ontem com Assunção Esteves. Um desejo coletivo, uma escolha acertiva que para mim "branqueou" a anterior e elevou a luta das mulheres.



E, a um tempo passado e comum, no "pays plat", um prazer nos era habitual ... o velho Sablon, as esplanadas ensolaradas quando era caso disso, com o chocolate ou a velha Leffe tanto do meu agrado.





Coisas do solstício que dão mais brilho à vida.