sexta-feira, 13 de julho de 2012

Que espécie de lobo sois? Malvados há que pululam por aí... e sabemos quem são.


Uma "historinha" para meditar:
O pastor estava na Serra com o seu neto. O neto perguntou-lhe porque havia gente feliz e gente infeliz!
O avô pastor disse ao neto:
- É tudo um problema dos “lobos” que existem dentro de nós!
O neto ficou surpreso com a resposta!
... - Dentro de nós vivem dois “lobos”. Um é malvado, ressentido, arrogante, avarento, falso e triste. O outro “lobo” é bondoso, sereno, humilde, benevolente, generoso e divertido.
Pergunta o neto: - Diz-me avô: Qual é o mais forte?
Responde o avô pastor: Aquele que TU “alimentares” melhor…

In Novos Rurais, FB.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Figueirenses na pintura (5)




                               Composição surrealista de Cândido Costa Pinto, 1962

Na rota dos pintores figueirenses, hoje é o dia de Cândido Costa Pinto (aqui),  já aqui falado por ser conterrâneo e pela integração de quadros seus numa exposição dedicada ao surrealismo.
Só já mulherzinha tive conhecimento da existência de CCP, sem saber que uma das boas vizinhanças aqui na Figueira, na mesma rua onde eu morava, quase em frente à minha casa, a velhinha simpática que de lenço branco na cabeça sacudia o pano do pó à janela e comigo metia conversa, era a sua mãe,  e o amigão Costa Pinto, ourives na mesma rua, era  seu irmão. Nessa altura, falávamos de berliques e berloques de  prata e não de pintura e pintores , o  que,  só mais tarde , veio a fazer parte da minha vida. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Pela noite dentro, ouvindo...

Leituras breves...


Entretanto
e justamente quando
já não eram precisos
apareceram os poetas à procura
e a querer multiplicar tudo por dez
... má raça que eles têm
ou muito inteligentes ou muito estúpidos
pois uma e outra coisa eles são
Jesus Aristóteles Platão
abrem o mapa:
dói aqui
dói acolá

Mário Cesariny/
 Pintura de Francesco Chiacchio

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O país das "luvas"... ou o país de luvas?


Em Portugal, as mulheres não têm muito a magia de usar luvas...
Não há a "finesse" de uma luva de pelica, macia, confortável , colorida que confere um aspeto especial a quem a usa. Também são caras. E perder uma luva é uma dor de cabeça...
Já alguns homens, com ajuda de outros homens, usam" luvas" ..., mas não destas. Parece ser uma moda instalada entre eles e não carece de estação de ano especial para as pôr ou tirar.

  • Luva, vestimenta utilizada para cobrir mãos.
  • Luvas (economia), o nome que se dá para um devido montante pago a uma pessoa, inquilino, empresário, locador entre outros; que esteja interessado de uma tal maneira e que a certeza de seus rendimentos são tão intensas que é de praxe um pagamento adiantado para garantir o vínculo ou locação. Originalmente luvas derivou do ramo imobiliário, porém hoje em dia é comum ouvirmos falar de luvas nos meios esportivos, pois em vez do imóvel, o que está em jogo é a valorização do serviço do atleta
  • In Wikipédia.
  • Fotografia tirada em Bruxelas, nas Galerias do Rei e da Rainha

sábado, 7 de julho de 2012

Figueirenses na pintura (4)


                                                 António Viana, dois inéditos de 2012


António Viana (aqui),  pelo muito que dele conheço, sempre viveu a ambiguidade da sua naturalidade... Da Figueira ou de Coimbra?
Bom, nem sempre a naturalidade oficial, a do BI, corresponde ao lugar onde se viveu uma parte da vida . Em situações mais complicadas as mães iam ter os seus filhos a Coimbra. Assim aconteceu com o António. Mas, logo que a senhora sua mãe  teve alta, regressou a sua casa, na Figueira da Foz, com o seu rebento que bem cedo começou a mostrar os dotes de um artista de características compulsivas no ato de desenhar, pintar, sistemático, perfecionista, e, sobretudo, com o tempo, muito lúdico.
Fez a sua primeira exposição aos 18 anos, no Casino , integrado numa coletiva de jovens pintores figueirenses.
Partiu cedo para Lisboa onde as portas da arte se abriam de uma forma diferente. Tinha que ser assim se se queria vencer no mundo da arte. E, fez-se grande.
Sumidade em conceções museulógicas, no país e fora dele, acontecem as mais belas exposições da sua autoria técnica e não só.
Ficará na história da arte contemporânea e na minha estória de vida pelo filho que tivemos em conjunto. O nosso "pequeno" António Viana.
Mas,  melhor do que eu, que tão pequenina sou para avaliar talentos , eis algo que o seu grande amigo Fernando Azevedo escreveu, aquando da mega exposição retrospetiva, no CAE da Figueira da Foz, em 2008.


"Fica-lhes, a essas formas, o possível grito - mordazmente dado - ,
a eterna procura da liberdade de existir. A utopia, enfim.
*De momento há uma exposição da sua autoria, no Pátio da Galé, Terreiro do Paço, O Fado no Cinema.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Leituras breves

Pensamentos estivais ou sonho de uma noite de verão...

"Guerra intestina do homem entre a razão e as paixões.
Se houvesse apenas razões sem paixões...
Se houvesse apenas paixões sem razão..."

Pascal

Pintores figueirenses (3)


Conheço desde a  minha adolescência o pintor Mário Silva. (AQUI). Comecei desde cedo a apreciar-lhe o traço assim como o seu esbelto corpo,  que ele durante anos , muitos, fazia questão de exibir, mesmo em plenos passeios de Picadeiro ( zona do Casino e Esplanada ). E era belo...
Hoje , com 83 anos, continua a exibir uma ótima forma.
Nasceu em Bencanta, Coimbra, filho do emérito Professor Doutor Mário Silva, cientista e homem perseguido pelo regime salazarento (ver aqui), Mário Silva cedo se instalou na Figueira da Foz completamente seduzido pelas gentes e pelo mar ou também não fosse a cidade apeliddada de COIMBRA B. . Por isso,  o podemos com toda a propriedade, considerar um pintor figueirense. 
Coimbra, também está imortalizada na sua obra. 
Que ainda viva muitos e bons anos... É o que lhe desejo.
Atenção! Ele está pelo FB. Pelo que se podem ir sabendo notícias suas por esta via.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Leituras...


"... e eu pensei que tanto faz ele como outro e depois pedi-lhe com os olhos para pedir outra vez sim e depois ele pediu-me se eu queria sim dizer sim minha flor da montanha e primeiro pus os braços à volta dele sim e puxei-o para baixo para mim para que pudesse sentir os meus seios todos perfume sim e o coração batia-lhe como louco e sim eu disse sim eu quero Sim.”

James Joyce, Ulisses
Ilust. Nuno Saraiva
Associação Artística Andante

Figueirenses na pintura (2)



Zé Penicheiro está com 93 anos. Já não na melhor forma, antes pelo contrário... 
Ficará sempre como um pintor que passou à tela os hábitos e o património da região centro sem estar de costas para outras regiões do país.
Fazia parte da minha vida de afetos . Há muito que o não vejo. Aqui a minha pequena homenagem.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Figueirenses na pintura (1)


                                   O Latoeiro, de Mário Augusto, ver AQUI
                                     e  estudo do mesmo quadro. Data não disponível mas breve o saberei.