domingo, 15 de julho de 2012

Leituras breves ... Sempre bem- vindas



A história da moral

Você tem-me cavalgado,
seu safado!
Você tem-me cavalgado,
...
mas nem por isso me pôs
a pensar como você.

Que uma coisa pensa o cavalo;
outra quem está a montá-lo.

Alexandre O´Neill/Paul Kuczynski
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In, Andante Associação Artistica

Momentos de ouro para "OUVER"...

sábado, 14 de julho de 2012

Monocromias de Pedro Casqueiro


São estas, e muitas mais, obras anómalas no corpo de trabalho do artista - feitas de forma intermitente, ao sabor das circunstâncias, com grande espontaneidade e elevado grau de improvisação - que estão atualmente em exibição na Culturgest (Porto). A exposição “escreve direito por linhas tortas”, proporcionando um encontro, ou reencontro, improvável com o trabalho de Pedro Casqueiro.


Até 2 de Setembro

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Bom fim de semana... Cool Jazz

Que espécie de lobo sois? Malvados há que pululam por aí... e sabemos quem são.


Uma "historinha" para meditar:
O pastor estava na Serra com o seu neto. O neto perguntou-lhe porque havia gente feliz e gente infeliz!
O avô pastor disse ao neto:
- É tudo um problema dos “lobos” que existem dentro de nós!
O neto ficou surpreso com a resposta!
... - Dentro de nós vivem dois “lobos”. Um é malvado, ressentido, arrogante, avarento, falso e triste. O outro “lobo” é bondoso, sereno, humilde, benevolente, generoso e divertido.
Pergunta o neto: - Diz-me avô: Qual é o mais forte?
Responde o avô pastor: Aquele que TU “alimentares” melhor…

In Novos Rurais, FB.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Figueirenses na pintura (5)




                               Composição surrealista de Cândido Costa Pinto, 1962

Na rota dos pintores figueirenses, hoje é o dia de Cândido Costa Pinto (aqui),  já aqui falado por ser conterrâneo e pela integração de quadros seus numa exposição dedicada ao surrealismo.
Só já mulherzinha tive conhecimento da existência de CCP, sem saber que uma das boas vizinhanças aqui na Figueira, na mesma rua onde eu morava, quase em frente à minha casa, a velhinha simpática que de lenço branco na cabeça sacudia o pano do pó à janela e comigo metia conversa, era a sua mãe,  e o amigão Costa Pinto, ourives na mesma rua, era  seu irmão. Nessa altura, falávamos de berliques e berloques de  prata e não de pintura e pintores , o  que,  só mais tarde , veio a fazer parte da minha vida. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Pela noite dentro, ouvindo...

Leituras breves...


Entretanto
e justamente quando
já não eram precisos
apareceram os poetas à procura
e a querer multiplicar tudo por dez
... má raça que eles têm
ou muito inteligentes ou muito estúpidos
pois uma e outra coisa eles são
Jesus Aristóteles Platão
abrem o mapa:
dói aqui
dói acolá

Mário Cesariny/
 Pintura de Francesco Chiacchio

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O país das "luvas"... ou o país de luvas?


Em Portugal, as mulheres não têm muito a magia de usar luvas...
Não há a "finesse" de uma luva de pelica, macia, confortável , colorida que confere um aspeto especial a quem a usa. Também são caras. E perder uma luva é uma dor de cabeça...
Já alguns homens, com ajuda de outros homens, usam" luvas" ..., mas não destas. Parece ser uma moda instalada entre eles e não carece de estação de ano especial para as pôr ou tirar.

  • Luva, vestimenta utilizada para cobrir mãos.
  • Luvas (economia), o nome que se dá para um devido montante pago a uma pessoa, inquilino, empresário, locador entre outros; que esteja interessado de uma tal maneira e que a certeza de seus rendimentos são tão intensas que é de praxe um pagamento adiantado para garantir o vínculo ou locação. Originalmente luvas derivou do ramo imobiliário, porém hoje em dia é comum ouvirmos falar de luvas nos meios esportivos, pois em vez do imóvel, o que está em jogo é a valorização do serviço do atleta
  • In Wikipédia.
  • Fotografia tirada em Bruxelas, nas Galerias do Rei e da Rainha

sábado, 7 de julho de 2012

Figueirenses na pintura (4)


                                                 António Viana, dois inéditos de 2012


António Viana (aqui),  pelo muito que dele conheço, sempre viveu a ambiguidade da sua naturalidade... Da Figueira ou de Coimbra?
Bom, nem sempre a naturalidade oficial, a do BI, corresponde ao lugar onde se viveu uma parte da vida . Em situações mais complicadas as mães iam ter os seus filhos a Coimbra. Assim aconteceu com o António. Mas, logo que a senhora sua mãe  teve alta, regressou a sua casa, na Figueira da Foz, com o seu rebento que bem cedo começou a mostrar os dotes de um artista de características compulsivas no ato de desenhar, pintar, sistemático, perfecionista, e, sobretudo, com o tempo, muito lúdico.
Fez a sua primeira exposição aos 18 anos, no Casino , integrado numa coletiva de jovens pintores figueirenses.
Partiu cedo para Lisboa onde as portas da arte se abriam de uma forma diferente. Tinha que ser assim se se queria vencer no mundo da arte. E, fez-se grande.
Sumidade em conceções museulógicas, no país e fora dele, acontecem as mais belas exposições da sua autoria técnica e não só.
Ficará na história da arte contemporânea e na minha estória de vida pelo filho que tivemos em conjunto. O nosso "pequeno" António Viana.
Mas,  melhor do que eu, que tão pequenina sou para avaliar talentos , eis algo que o seu grande amigo Fernando Azevedo escreveu, aquando da mega exposição retrospetiva, no CAE da Figueira da Foz, em 2008.


"Fica-lhes, a essas formas, o possível grito - mordazmente dado - ,
a eterna procura da liberdade de existir. A utopia, enfim.
*De momento há uma exposição da sua autoria, no Pátio da Galé, Terreiro do Paço, O Fado no Cinema.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Leituras breves

Pensamentos estivais ou sonho de uma noite de verão...

"Guerra intestina do homem entre a razão e as paixões.
Se houvesse apenas razões sem paixões...
Se houvesse apenas paixões sem razão..."

Pascal