segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Momentos...





"o suporte da música pode ser a relação 
entre um homem e uma mulher"


Vasco Graça Moura/Joyce Hesselberth

domingo, 27 de janeiro de 2013

Mozart, nasceu a 27 de Janeiro de 1756


As paixões sejam elas violentas ou não nunca se  devem  expressar quando chegam a um ponto desagradável; a Música, mesmo nas piores situações, nunca deve agredir aos ouvidos, mas sim cativá-los e continuar sempre Música.
Mozart, citação

Mar, sim...

"Portugal é um mar de oportunidades", disse PPC.
Mar, sim. Oportunidades, também podia ter.
Pescadores à linha, uni-vos...

(quando tiver comigo o meu PC de eleição, as fotos sairão de outra forma. Os PCs de fraca memória  são como as pessoas que sofrem do mesmo mal, redutoras..)


sábado, 26 de janeiro de 2013

Tréguas à chuva... Bom domingo


Hoje houve sol, amanhã haverá missa e na segunda logo se vê...
E.. para sorrir, a partilha de um comentador (a) "anonymus" ...
Por este Mar, passa gente boa, muito boa e outros que o gostariam de o  ser...

Esta é a minha visita, pela primeira vez aqui. Eu encontrei tantas coisas interessantes no seu blog especialmente a discussão sua. Do toneladas de comentários em seus artigos, eu acho que não sou o único a ter todo o prazer aqui! manter o bom trabalho. 

Pintura de Leonid Afremov

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Olhares...

                                       
                                                Fotografia de Cristiana Ceppas

Paro, escuto, mas não te olho.
Paro, olho, mas não te escuto.
Olho, escuto, mas não paro...

domingo, 20 de janeiro de 2013

E a nós até onde nos levará a nossa cultura?

" A nossa luta é baseada na nossa cultura, porque a cultura é fruto da história e ela é uma força"
AC - 1924-1973 (clicar)

Amilcar Cabral queria ter as mulheres ao seu lado na luta. Sempre.
Combatentes na frente de guerra, como Carmen Pereira, ou dirigentes do partido em Conacri, como Lilica Boal, foram decisivas para a causa da libertação. As camponesas eram como anjos-da-guarda que protegiam os guerrilheiros.
PÚBLICO de 20de janeiro de 2013



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Bom fim de semana... e, umas leituras breves...

Augusto e os seus companheiros conseguiram reproduzir diariamente o drama da iniciação e do martírio.
Mergulhadas em círculos concêntricos de sombra, ali 
se erguiam filas e filas de rostos, atalhados aqui e além por lugares vagos que o projector lambia ávido  como língua em busca de um dente perdido. Os músicos , submersos em poeira e brilhos de magnésio, agarravam-se aos instrumentos como se alucinados, seus corpos juntos ondulando no jogo bruxuleante de sombra e claridade. Sempre ao rufar surdo do tambor o contorcionista enrolava, sempre o volteador se fazia anunciar por uma fanfarra de trombetas. Augusto , porém, umas vezes era o silvo agudo de um violino, noutras as notas trocistas de um clarinete qe o acompanhavam durante o cabriolar das suas palhaçadas. Mas chegado o momento de cair em transe, os músicos, subitamente, subitamente inspirados, perseguiam-no entre as suas espirais de êxtase como corcéis colados à plataforma de um carrossel dominado de loucura.
Todas as noites ao aplicar a maquilhagem, Augusto debatia-se com os seus botões  As focas, não importa o que fossem obrigadas a fazer, manter-se-iam sempre focas. O cavalo, um cavalo; a mesa uma mesa.  Augusto, embora sendo um homem, era forçado a tornar-se em algo mais: tinha de adoptar os poderes de um ser excepcional dotado de um excepcional talento. Tinha de fazer rir as pessoas. Não era difícil fazê-las chorar, tão pouco fazê-las rir; descobrira isso há muito tempo, antes mesmo de sequer ter sonhado entrar para o circo . Mais altas contudo eram as suas ambições - ambicionava dotar os espectadores de uma alegria que se revelasse perpétua . Foi esta obsessão que no início o levou a sentar-se aos pés da escada e simular o êxtase.

(...)
Excerto do livro de Henry Miller, O SORRISO AOS PÉS DA ESCADA. Um livro para mim , que bem cedo o li, de uma ternura infinita.

Pintura de Picasso, " Os Saltimbancos".

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Olhares...




Passeando pela cidade branca em dia cinzento, uma chamada de atenção. O elevador da antiga casa Ramiro Leão, no Chiado, hoje Benetton.
Merecia outro trato...

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

CARTAS DE CASANOVA SOBRE LISBOA DE 1755



Apenas a minha vontade de em tudo vos agradar, nunca esquecendo a temporada, aliás desafortunadamente curta, que juntos vivemos na minha querida cidade natal de Veneza, e o favor e mercês com que me haveis acolhido em Paris, nos primeiros meses deste ano, me poderia levar a pegar na pena para vos descrever as peripécias que levaram à minha inesperada viagem a esta desgraçada cidade de Lisboa, varrida por um atroz terramoto há cerca de dois anos. Asseguro-vos, Excelência, que, por muitos desconcertos da Natureza que me tenha sido dado ver, ou que ainda verei, nenhum me parece de mais incompreensível extensão ou gravidade. De tal forma que, não fosse acreditar nas obscuras justificações derivadas da vontade divina – que, a manifestar-se assim, seria de maior malevolência que os castigos de Sodoma e Gomorra –, seria tentado a admitir que apenas os muitos pecados e desmandos de um povo podem explicar a desgraça que sobre o seu destino se abateu. Aliás, os jesuítas e o povo miúdo acreditam nesta explicação e, ignorantes das causas naturais que a recta ratio é capaz de identificar, espalham aos quatro ventos a notícia de outras calamidades que a persistência do governo temível do ministro do Rei, Sebastião de Carvalho, não deixará de provocar.»
[in Cartas de Casanova - Lisboa 1757, de António Mega Ferreira, Sextante, 2013]

Texto tirado do blogue O BIBLIOTECÁRIO DE BABEL

Imagem Google

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013