quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Fragile....

Manifestação de estudantes fragiliza Miguel Relvas...

Dois terços da pensão de Jardim Gonçalves escapam a imposto especial. Também deve estar muito fragilizado com a outra parte que lhe levaram.

O que direi eu e os demais pensionistas altamente assaltados no vencimento que hoje nos foi depositado.
Tanta minucia na carta que a CGA nos enviou, expondo onde roubou aqui e ali.  Além de frágil, deixa-me (nos) à beira de um ataque de nervos. 





segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Boa semana...


O TEMPO FAZ CARETAS

Visto que não há regresso
E o tempo está de mau cariz,
Viremos o dia do avesso
Para ver como é, primeiro.

A carranca dum velho ou o traseiro
Prazenteiro dum petiz?

Alexandre O' Neill
(Poesias Completas)

Pintura de Marc Chagall

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A vida dos outros... em "episódios de rádio"...



Amigos, este "post", anda a ser adiado há muito.  É triste, mas ao mesmo tempo mostra-vos uma força da natureza que é bom dar a conhecer. É um" post" consentido pelo pai da "Silvina". 
"Silvina" é um nome fictício de uma senhora" menina" de 30 anos, que conheço de pequenina,  filha de um grande amigo, que há 3 anos, desde que foi fazer o doutoramento para a Sorbonne na  área da Biologia, foi confrontada com um câncer do qual sabe há muito que se não vai safar. 
"Silvina" tem sido acompanhada desde sempre  em Paris por  médicos de eleição e serviços hospitalares com a  eficiência necessária à perversidade da doença e rapidez com que se propaga. 17 operações. Vai partir para a 18ª operação.. Seu pai vai a caminho e não sabe como volta.
"Silvina" é a pessoa mais estranha que conheci até hoje numa circunstância como a dela pela sua auto suficiência e determinação. 
De cada operação sai reforçada para uma viagem , pois sempre andou de mochila às costas. . 
Em Maio, depois de uma intervenção, o seu querido médico mandou-a fazer uma viagem grande.
Escolheu Moçambique. Quis conhecer a terra onde o pai nasceu. Foram dias de cumplicidades infinitas.
Mas verdadeiramente da "Silvina" vão saber e conhecer no blogue que escreve , quando pode,  em casa ou no hospital.
Basta clicar em EPISÓDIOS DE RÁDIO  e deixar-se contagiar .
"Silvina" quer continuar no anonimato.

Cansaço ou mal do tempo...

Não, não é Cansaço...Não, não é cansaço... 
É uma quantidade de desilusão 
Que se me entranha na espécie de pensar, 
E um domingo às avessas 
Do sentimento, 
Um feriado passado no abismo... 

Não, cansaço não é... 
É eu estar existindo 
E também o mundo, 
Com tudo aquilo que contém, 
Como tudo aquilo que nele se desdobra 
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais. 

Não. Cansaço por quê? 
É uma sensação abstrata 
Da vida concreta — 
Qualquer coisa como um grito 
Por dar, 
Qualquer coisa como uma angústia 
Por sofrer, 
Ou por sofrer completamente, 
Ou por sofrer como... 
Sim, ou por sofrer como... 
Isso mesmo, como... 

Como quê?... 
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço. 

(Ai, cegos que cantam na rua, 
Que formidável realejo 
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!) 

Porque oiço, vejo. 
Confesso: é cansaço!... 

Álvaro de Campos
Pintura de DEGAS

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Porque hoje é quinta feira...

O amor continua muito alto,
Muito acima, muito fora
Da vida, muito raro
E difícil: maravilhoso
Quando devia ser fiel,
Fiel em cada dia,
Paciente e natural em cada dia,
Profundo e ao mesmo tempo aéreo,
Verde e simples,
Como uma árvore!

Alexandre O´Neill/Kim Rosen

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Momentos de ouro.... De um ano para o outro cumpriram-se os anos , 85...


ERA UMA VEZ

A loisa negra em que o menino escreve
aquilo
que a razão,
por qualquer voz,
lhe ensinou.

E a esponja lava o que o menino escreve

O menino,
a esponja,
a loisa,
são tal e qual o que eu sou.

  Poema de Álvaro Feijó


Uma viagem ao mundo do artista António Viana



ANTÓNIO VIANA, artista plástico, com um original site onde pode ser feita uma viagem interessantíssima através do seu portefólio e biografia. (aqui)

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Bom fim de semana...

                                                                   

Passo por aqui para vos deixar algumas cores que são de tal forma reparadoras de estados de alma, que espero que produzam o mesmo efeito junto de vós, se for caso disso. 
Aos amigos com casinhas virtuais onde costumo ir buscar o néctar do vosso sentir, digo:
- Não desapareci.... Somente, ando cansada . 

   Pintura de Vik Muniz 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

E, pelo mundo dos livros vamos continuando... Hoje, veio-me este à memória...

Memória, História e HistoriografiaCoimbra, Quarteto, 2001.

"O historiador só não se enrederá na sedução consensualizadora da memória e da legitimação da 'história dos vencedores' se tiver a ousadia de também perguntar: que versão do passado domina e quem é que a pretende preservar? E por quê? E o que é que, consciente ou inconscientemente, ficou esquecido?" (Da contra-capa)

Coimbra, Quarteto Editora, 2001

E, para saber mais da bibliografia  do Professor Fernando Catroga e  de outras  conversas, se estiver no FB, pesquise o mural com o nome AMIGOS E ADMIRADORES DO PROFESSOR DOUTOR FERNANDO CATROGA e associe-se.
É uma mais valia...

Pintura de Pedro Pascoinho, 2012


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

"Agora, livro meu, vai, vai para onde o acaso te leve."


Bairro Alto, subindo a Rua do Norte,deparamo-nos com relíquias... Alfarrabistas.
Livros intemporais e muito pó..

."Os leitores servem-se dos livros como os cidadãos dos homens. Não vivemos com todos os nossos contemporâneos, escolhemos alguns amigos."

Voltaire



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Olhares... especiais



Fotografias de LucienClergue, de 1978.
O grande fotógrafo acaba de ser nomeado Membro Superior da Academia de Belas Artes, em Paris.

É o primeiro fotógrafo a ocupar este cargo.
Clergue tem 78 anos e prepara um livro de fotografia sobre Oscar Niemeyer e Brasília.
Aos 18 anos encontrou Picasso depois de uma corrida. Segundo Clergue, diz que tudo deve a Picasso.
Mantiveram uma sã relação de amizade, até ao fim da vida do pintor.