quarta-feira, 1 de maio de 2013
Alegorias ao mês de Maio que hoje chegou....
Hoje, ao procurar um tema para festejar o mês de Maio, de que sempre gostei, muito antes de saber o que ele representava, encontrei este blogue , dedicado à cultura popular. Muito interessante e de elevado conhecimento. Logo, ao lê-lo sairemos mais ricos, onde nos dias que correm, a palavra "ricos", tende a desaparecer, ou então gritamos, "eles são sempre os mesmos."
Por curiosidade. A minha mãe ligou-me cedo para saber se já estaria acordada. Tradição figueirense... Levantar cedo para deixar entra o Maio. Os foguetes e fanfarras também não nos deixavam dormir. Essas, as bandas, pelas quais tenho verdadeira paixão, faziam logo saltar da cama e "ouve-las" passar.
Outros tempos.
Hoje, são tempos de luta.
Um dia grande a todos os amigos ou" menos" amigos que por aqui passam.
terça-feira, 30 de abril de 2013
Olhares...
A solidão escolhida é saudável...
Adoro estas pequenas aves cujo nome me esquece sempre.
Muitas saudades da minha máquina fotográfica de qualidade superior à que uso atualmente...
A Troika diz... que não posso ter outra....
segunda-feira, 29 de abril de 2013
A vida... A minha e a vossa...

sábado, 27 de abril de 2013
Para "OUVER"
DOMINGO EM QUE NÃO HAJA PECADO... (leia-se missa)
SEGUNDA QUEM NÃO TENHA TRABALHO... (será preguiça?)
TERÇA....( logo veremos ...)
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Bom fim de semana ...
Uma proposta aliciante para começar o fim de semana e ir entrando no Maio....
Acontece amanhã no Pátio da Galé, Terreiro do Paço. (ver)
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Sempre...
A minha fotografia , com um pedido de desculpas...
Hoje e sempre... Revoltai-vos...
(adenda)
quarta-feira, 24 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
Hoje, Dia Mundial do Livro, este foi o meu presente... A VIOLÊNCIA E O ESCÁRNIO
Em todo o homem que não for um crápula subsiste a nostalgia duma revolução triunfante.
ALBERT COSSERY
A violência e o escárnio são aqui duas faces discrepantes da oposição ao pode político vigente. A primeira consubstancia-se na atitude heróica, em que o militante, levando a sério os políticos de Estado, se sacrifica pela causa; a segunda assenta num absoluto desprezo pelas instituições estatais e seus dirigentes, encarando estes últimos como os títeres dum mundo grotesco e aviltante.

Irónica reflexão sobre o poder, A VIOLÊNCIA E O ESCÁRNIO exprime a par
adoxal e salutar perspectiva de Cossery, que às nevróticas gesticulações dos homens opõe o desprendimento e a contemplação - sempre assente na rejeição do sacrifício.
- Sei apenas duas coisas muito simples, disse Heikal.
- São talvez as que eu próprio sei.
- Sem dúvida. è por isso que aqui estou, e é por isso que podemos falar com toda a franqueza.
- Diz-me então a primeira dessas coisas. Sou todo ouvidos.
- A primeira é que o mundo onde vivemos é regido pela mais ignóbil quadrilha de tratantes que alguma vez pisou o chão deste planeta.
- Subscrevo por inteiro essa afirmação. E a segunda? A segunda é esta: acima de tudo, convém não os levarmos a sério; é isso que eles querem, que os levemos a sério.
Do capítulo V
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Educação e instrução, com caráter de urgência...
Wladyslaw Slevinski, Marinha, 1910
Entre nós, a mentira é um hábito público. Mente o homem, a política, a ciência, o orçamento, a imprensa, os versos, os sermões, a arte, e o país é todo ele uma grande consciência falsa. Vem tudo da educação.
In Uma Campanha Alegre, Eça de Queirós
Entre nós, a mentira é um hábito público. Mente o homem, a política, a ciência, o orçamento, a imprensa, os versos, os sermões, a arte, e o país é todo ele uma grande consciência falsa. Vem tudo da educação.
In Uma Campanha Alegre, Eça de Queirós
domingo, 21 de abril de 2013
sexta-feira, 19 de abril de 2013
O Requiem para as Vítimas do Fascismo em Portugal e o pulsar religioso de Fernando Lopes- Graça. Aconteceu na nosssa tertúlia....
Ontem a Tertúlia de que faço parte aqui no meu Monte, "Às quintas no Monte", teve um orador de gabarito,José Maria Pedrosa Cardoso (clicar). Deixo-vos todo o tempo do mundo para dele saberdes mais... O tema foi o citado no título deste post.
Paixão e mestria de de Pedrosa Cardoso abriu-nos os olhos, os ouvidos e o coração.
Lopes-Graça pensou desde os anos 50, em conversa pessoal com João Freitas Branco,escrever um Requiem às vítimas do fascismo.
A confissão religiosa do seu Requiem
Paixão e mestria de de Pedrosa Cardoso abriu-nos os olhos, os ouvidos e o coração.
Lopes-Graça pensou desde os anos 50, em conversa pessoal com João Freitas Branco,escrever um Requiem às vítimas do fascismo.
A confissão religiosa do seu Requiem
O convite oficial para uma obra, no seguimento da Revolução dos Cravos, motivou-o para escrever um Requiem dedicado ás vítimas do fascismo. Não deixa de haver uma subtileza religiosa na simples evocação e na homenagem aos mortos do fascismo: não tem a religião no culto dos mortos uma das suas primordiais e mais espontâneas manifestações? Mas pode-se homenagear os mortos sem escrever um Requiem. É certo que o texto litúrgico da Igreja Católica é uma excelente fonte de inspiração, ele próprio o confessa. Mas de que se trata em primeiro lugar: lembrar aqueles mortos ou musicar o texto católico? Fazer isto, não parece o mais adequado a quem tanto invectivou a Igreja e o catolicismo; aliás, Brhams, Scumann, Kurt Weil e tantos outros.
Também nas suas conversas com Mário Vieira de Carvalho, a respeito desta "confissão", diz:
«Que poderá haver de religião no meu Requiem? - pergunta você. Eu não faço grande distinção
entre música «profana», como a não fizeram tantos dos compositores mais ilustres da História da Música. Eu não sou religioso (em que medida o eram um Monteverdi, um Mozart, um Beethoven, um Berlioz, um Verdi?), mas posso aceitar um texto religioso(e, sobretudo, religioso dramático, como é o Requiem) desde que ele estimule as minhas capacidades criadoras (grandes ou pequenas, não importa agora.) Não sou religioso, (repito), mas posso situar-me, como artista, numa posição religiosa ("o poeta é um fingidor"), logo que ele me não vincule a um determinado credo, a uma determinada ortodoxia, a uma determinada Igreja. Profana ou religiosa, a música do meu Requiem foi escrita com a sinceridade que ponho em tudo o que me sai da mão - e do espírito - e tanto mais quanto a obra é dedicada às "vítimas do fascismo em Portugal", coisa que não briga, ao que julgo, com a minha militância comunista»
Aconteceu ontem, dia 18 de Abril, no Monte Estoril.
Daqui a um mês, haverá mais...
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