sábado, 2 de novembro de 2013
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Como gostei deste "Paraíso". Segue-se o "Inferno"...
Vim muito bem disposta.
Disposição torna-se pouco vulgar nos dias de hoje. E logo hoje...
"O culto dos mortos como uma poética da ausência"
... a progressão da campa individual, do jazigo, do
epitáfio, da estátua e, por fim, da fotografia (relembre-se que a descoberta
da fotografia — essa nova ilusão da paragem oval e sépia do tempo — é
contemporânea da revolução cemiterial romântica) deve ser vista como
uma consequência iconográfica dos novos imaginários, quer estes apontem
para fins escatológicos, quer se cinjam à memória dos vivos. E, para que a
simbólica do cemitério (a localização) lhes correspondesse, a materialização
dos signos exigiu a fixação do cadáver (isto é, um monumento), de modo a
ser nítida e inequívoca a evocação (a imagem, o símbolo, o epitáfio narrativos)
e a identificação do ausente (a epigrafia onomástica)(47). Recorde-se que
a antroponímia é uma forma de controlo social da alteridade do sujeito.
Não surpreende, assim, que todo o dever de memória tenha de passar pela
invocação (ou restituição) dos nomes próprios: a nomeação faz sair do
esquecimento o evocado, renovando-lhe o rosto e a identidade...
Em http://www.artcultura.inhis.ufu.br/PDF20/f_catroga_20.pdf (clicar) , de Fernando Catroga
epitáfio, da estátua e, por fim, da fotografia (relembre-se que a descoberta
da fotografia — essa nova ilusão da paragem oval e sépia do tempo — é
contemporânea da revolução cemiterial romântica) deve ser vista como
uma consequência iconográfica dos novos imaginários, quer estes apontem
para fins escatológicos, quer se cinjam à memória dos vivos. E, para que a
simbólica do cemitério (a localização) lhes correspondesse, a materialização
dos signos exigiu a fixação do cadáver (isto é, um monumento), de modo a
ser nítida e inequívoca a evocação (a imagem, o símbolo, o epitáfio narrativos)
e a identificação do ausente (a epigrafia onomástica)(47). Recorde-se que
a antroponímia é uma forma de controlo social da alteridade do sujeito.
Não surpreende, assim, que todo o dever de memória tenha de passar pela
invocação (ou restituição) dos nomes próprios: a nomeação faz sair do
esquecimento o evocado, renovando-lhe o rosto e a identidade...
Em http://www.artcultura.inhis.ufu.br/PDF20/f_catroga_20.pdf (clicar) , de Fernando Catroga
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
mês findo...
A uma oliveira
Muito antes de Os Lusíadas diz-se que já aqui estavas.
Pré-camoniana,
sazão a sazão,
foste varejada séculos a fio.
O pinho viajou.
Tu ficaste.
Ao som bárbaro de um rádio de pilhas,
desdobram toalhas
na tua sombra rala.
De Alexandre O' Neill, em A saca das Orelhas, editora Sá da Costa
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
hoje também, José, dia admirável, mas... se soubesses que 1 em cada 10 portugueses são muito pobres em pleno séc. XXI, o que dirias?
30 de Outubro de 1965
Albarraque. dia admirável em que não apetece pensar nem sentir... Mas apenas dourar a preguiça ao sol.
José Gomes Ferreira, em Passos Efémeros
30 de outubro de 2013
Também eu ,pensando no admirável dia de hoje , pelo tempo que faz e porque há momentos de ouro, plenos de boas memórias, mesmo numa cozinha, com vista de serra, dei comigo a adoçar a vida . Tempo de marmelos e marmelada.
(tardiamente emendei o verbo do título, que estava no passado... Desculpem lá... Presente e mais do que presente do indicativo.)
terça-feira, 29 de outubro de 2013
contra ventos e marés... caminha-se
Este caminho
Ninguém já o percorre,
Salvo o crepúsculo.
De que árvore florida
Chega? Não sei.
Mas é seu perfume.
Poema Haiku Japonês
domingo, 27 de outubro de 2013
Lou Reed, entre o aqui e o que foi...
Conversa a dois absolutamente deliciosa...
Presença de Lou Reed em 2010 no Estoril, festival de cinema e a sua exposição de fotografia de efeitos especiais.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
leituras breves no dia de hoje...
"Tenho muitas vezes a sensação de não pertença. Percebo de que de facto só pertenço aos meus pensamentos.
Pertencemos aos nossos pensamentos. Para escaparmos do que somos temos de pensar de outra maneira, mas não temos controle em muito do que pensamos. Estamos condenados ao que somos capazes de pensar.
E só não digo que somos os nossos pensamentos porque também existe o corpo. O corpo também nos individualiza. E parece existir de forma independente do pensamento. Autónomo. É misteriosa a forma como corpo e pensamento se entendem ou desentendem, como convivem ou negoceiam. Também pertencemos ao nosso corpo. "
Excerto de conto de Dulce Maria Cardoso, EM BUSCA D´EUS DESCONHECIDOS, in revista Granta, nº1, pág. 18
A Sesta, de Van gogh
Pertencemos aos nossos pensamentos. Para escaparmos do que somos temos de pensar de outra maneira, mas não temos controle em muito do que pensamos. Estamos condenados ao que somos capazes de pensar.
E só não digo que somos os nossos pensamentos porque também existe o corpo. O corpo também nos individualiza. E parece existir de forma independente do pensamento. Autónomo. É misteriosa a forma como corpo e pensamento se entendem ou desentendem, como convivem ou negoceiam. Também pertencemos ao nosso corpo. "
Excerto de conto de Dulce Maria Cardoso, EM BUSCA D´EUS DESCONHECIDOS, in revista Granta, nº1, pág. 18
A Sesta, de Van gogh
terça-feira, 22 de outubro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Leituras breves... «Os Josés»...
21 de outubro de 1965
Na República 17 de Outubro o Alberto e eu éramos alternadamente eleitos Presidentes... Numa das ocasiões em que eu chefiava o o Estado, aproveitei a ausência do Alberto em férias e zás, proclamei-me Ditador... Até mandei cunhar moedas especiais: os «Josés»!!!
O poder, mesmo teórico, apodrece as almas e as convicções! (Nessa altura eu era romanticamente republicano à Victor Hugo.)
Os «Josés»... Coro de vergonha atrasada.
José Gomes Ferreira, em Dias Comuns-1
Na República 17 de Outubro o Alberto e eu éramos alternadamente eleitos Presidentes... Numa das ocasiões em que eu chefiava o o Estado, aproveitei a ausência do Alberto em férias e zás, proclamei-me Ditador... Até mandei cunhar moedas especiais: os «Josés»!!!
O poder, mesmo teórico, apodrece as almas e as convicções! (Nessa altura eu era romanticamente republicano à Victor Hugo.)
Os «Josés»... Coro de vergonha atrasada.
José Gomes Ferreira, em Dias Comuns-1
domingo, 20 de outubro de 2013
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