domingo, 3 de novembro de 2013

Ontem, escrito na pedra... Bom domingo


"Em Portugal, as pessoas são imbecis ou por vocação, ou por coação, ou por devoção"...


Miguel Torga  , jornal Público de 2/11/2013

sábado, 2 de novembro de 2013

2 de novembro...

                                      Kandinsky, Wassily - Allerheiligen (todos os santos) (1911)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Como gostei deste "Paraíso". Segue-se o "Inferno"...

A não  perder, se possível e gostar.
Vim muito bem disposta.
Disposição torna-se pouco vulgar nos dias de hoje. E logo hoje...

"O culto dos mortos como uma poética da ausência"

... a progressão da campa individual, do jazigo, do 
epitáfio, da estátua e, por fim, da fotografia (relembre-se que a descoberta 
da fotografia — essa nova ilusão da paragem oval e sépia do tempo — é 
contemporânea da revolução cemiterial romântica) deve ser vista como 
uma consequência iconográfica dos novos imaginários, quer estes apontem 
para fins escatológicos, quer se cinjam à memória dos vivos. E, para que a 
simbólica do cemitério (a localização) lhes correspondesse, a materialização 
dos signos exigiu a fixação do cadáver (isto é, um monumento), de modo a 
ser nítida e inequívoca a evocação (a imagem, o símbolo, o epitáfio narrativos) 
e a identificação do ausente (a epigrafia onomástica)(47). Recorde-se que 
a antroponímia é uma forma de controlo social da alteridade do sujeito. 
Não surpreende, assim, que todo o dever de memória tenha de passar pela 
invocação (ou restituição) dos nomes próprios: a nomeação faz sair do 
esquecimento o evocado, renovando-lhe o rosto e a identidade...

Em http://www.artcultura.inhis.ufu.br/PDF20/f_catroga_20.pdf (clicar) , de Fernando Catroga

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

mês findo...

                                     
                                        A uma oliveira

Muito antes de Os Lusíadas diz-se que já aqui estavas.

Pré-camoniana,
sazão a sazão,
foste varejada séculos a fio.

O pinho viajou.
Tu ficaste.

Ao som bárbaro de um rádio de pilhas,
desdobram toalhas
na tua sombra rala.

De Alexandre O' Neill, em A saca das Orelhas, editora Sá da Costa

Bom dia...


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

hoje também, José, dia admirável, mas... se soubesses que 1 em cada 10 portugueses são muito pobres em pleno séc. XXI, o que dirias?


30 de Outubro de 1965
Albarraque. dia admirável em que não apetece pensar nem sentir... Mas apenas dourar a preguiça ao sol.
José Gomes Ferreira, em Passos Efémeros

30 de outubro de 2013
Também eu ,pensando no admirável dia de hoje , pelo tempo que faz e porque há momentos de ouro, plenos de boas memórias, mesmo numa cozinha, com vista de serra, dei comigo a adoçar a vida . Tempo de marmelos e marmelada.



(tardiamente emendei o verbo do título, que estava no passado... Desculpem lá... Presente e mais do que presente do indicativo.)

terça-feira, 29 de outubro de 2013

contra ventos e marés... caminha-se

Este caminho
Ninguém já o percorre,
Salvo o crepúsculo.

De que árvore florida
Chega? Não sei.
Mas é seu perfume.

Poema Haiku Japonês

domingo, 27 de outubro de 2013

Lou Reed, entre o aqui e o que foi...

 Filme realizado por Lou Reed e que teve estreia em 2010 no Festival Estoril Film com a sua presença.
Conversa a dois absolutamente deliciosa...
Presença de Lou Reed em 2010 no Estoril, festival de cinema e a sua exposição de fotografia de efeitos especiais.