Um CRISTO negro visitou
a terra
braços abertos
sorriso calmo
alma lavada
e a cruz à sua espera
roubaram-lhe
vida conforto
dias de luta desejada
o pôr do sol austral
(só não lhe roubaram liberdade)
e ainda veio a tempo
(sobrou-lhe idade)
para acender na escuridão o seu sinal
para viver os seus amores, tantos
e deixar o seu olhar sereno
num terno abraço à humanidade
quem dera que tenha adormecido
a sonhar com anjos de todas as cores
Poema comentário ao post anterior vindo da boa amiga ERA UMA VEZ... que connosco conversou em dia de inspiração pelos motivos óbvios.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Será mesmo para entender?
Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras.
Clarice Lispector
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Por aqui, só as leituras breves me animam. É tudo tão cansativo...
Nos teus olhos altamente perigosos
vigora ainda o mais rigoroso amor
Alexandre O`Neill, em um Adeus Português
vigora ainda o mais rigoroso amor
Alexandre O`Neill, em um Adeus Português
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
sábado, 30 de novembro de 2013
Hoje apeteceu-me passar por aqui... Leituras breves.
Adriano foi vítima de todo o tipo de intrigas palacianas típicas de quem se move nos meandros do poder, agindo de forma pragmática e eficaz na resolução de conflitos, e, em termos do vasto império que ia desde a Inglaterra até à Pérsia, a prolongar a pax romana recorrendo o mínimo possível à força, com negociações e compromissos inteligentes próprios de um homem de Estado que, pelo relato, é porventura um exemplo até para o seu equivalente nos políticos dos dias de hoje.
(li há pouco que PPC, detestava ACS, quse que se lia, odiva. Disse-o Medereiros Ferreira)
Bom fim de semana...
Há muito tempo que não saio de casa
Se soubesses a vontade que tenho de passear
no interior da tua orelha
De Jorge Sousa Braga, in Mississipi
Se soubesses a vontade que tenho de passear
no interior da tua orelha
De Jorge Sousa Braga, in Mississipi
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Um recato ou um recanto? Mas, encanto, há!
Pudesse eu ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Pra poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes.
POESIA, Sophia de M. Breyner
As minhas fotos. Sintra
Ó vida de mil faces transbordantes
Pra poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes.
POESIA, Sophia de M. Breyner
As minhas fotos. Sintra
terça-feira, 26 de novembro de 2013
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres e não só...
Aprovado oficialmente nas escolas da Irlanda …” e logo na introdução diz António Botto:
“ Maltratar com violência uma criança obrigando-a a derramar algumas lágrimas é lançar no seu espírito a ira, a tristeza, a inveja, a vingança, a hipocrisia. Com esse choro, com essa expansão dolorosa, de soluços e gemidos, desaparece para sempre a visão encantada, risonha e ingénua da vida; e pouco a pouco há-de extinguir-se aquela secreta e inefável comunhão espiritual que deve existir entre os que nos trouxeram a este mundo, - e nós que viemos para continuar amorosamente os seus desejos, os seus princípios e as suas ideias."
Este livro encontra-se, desde essa data de publicação, (1931) traduzido para irlandês, espanhol, alemão, inglês e italiano.
Eugénio de Andrade disse que foi a obra poética de António Botto que o fez afastar-se da escola e aconchegar-se cada vez mais na poesia. Pintura de Sarah Affonso, "A Procissão"
“ Maltratar com violência uma criança obrigando-a a derramar algumas lágrimas é lançar no seu espírito a ira, a tristeza, a inveja, a vingança, a hipocrisia. Com esse choro, com essa expansão dolorosa, de soluços e gemidos, desaparece para sempre a visão encantada, risonha e ingénua da vida; e pouco a pouco há-de extinguir-se aquela secreta e inefável comunhão espiritual que deve existir entre os que nos trouxeram a este mundo, - e nós que viemos para continuar amorosamente os seus desejos, os seus princípios e as suas ideias."
Este livro encontra-se, desde essa data de publicação, (1931) traduzido para irlandês, espanhol, alemão, inglês e italiano.
Eugénio de Andrade disse que foi a obra poética de António Botto que o fez afastar-se da escola e aconchegar-se cada vez mais na poesia. Pintura de Sarah Affonso, "A Procissão"
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Pudesse eu levar-te sempre flores
àquele lugar enfeitado de saudade
onde adormeces
companheira de eternidade
de minha irmã levada antes do tempo
Lugar que parece só eu conheço
alguns seixos e conchas de mar enfeitam a tua pedra nua
ouvi dizer que te vão levar dali
e outros poderão levar flores também
(nada mais justo)
porém... cada vez que eu subir essa colina e ficar por ali a meditar
junto daquele moinho arruinado
vou recear
que ela se sinta mais sozinha
e já não digam poemas ao luar