sábado, 14 de junho de 2014
Em alerta vermelho e a chegar às 50 000 visualizações....
.... num blogue que existe desde novembro de 2008.
Entre os que gostam deste Mar à Vista quase sempre com vista de mar, há os que passam por acaso e ficam "clientes" e há os curiosos , feitos de curiosidade fininha e enfernizadinha. Há os que passam por gosto e os que partem com "desgosto", que isto de blogues, nem sempre é para levar a sério ,contudo eles reflectem a personalidade de quem o faz(em).
O blogue pode ser e é um acto de amor rotineiro e prazeroso , mas pode ser um espaço de mal entendidos e blasfémia e acreditar nela não fica bem a ninguém , é tipo, dormir com inimigo...
Diz, quem conhece a patroa, sim tenho carta de "patrão", ser boa mulher, mas também quero acreditar que de boas mulheres e homens está o inferno cheio.
50 000 cliques em Portugal.
Milhares no Brasil.
Alguns milhares nos EUA... Sorrio. E, como dizem que os americanos são uns "cuscos", à s vezes penso que alguns cliques poderão vir da famosa CIA... Eu, "anamar", mulher tranquila e respeitadora da vida alheia. .
Vida de quem se expõe... E ao mesmo tempo vida de quem não quer ser exposta.
E estamos em ALERTA VERMELHO..., Mas onde estou, não dá para delirar com o calor, tão somente para conversar, e isto, porque reparei que daqui a nada chregará aos 50 000 cliques em Portugal Continental, Açores e Madeira.
Fiquem bem e bom fim de semana.
Adenda. Penso ter sido o poeta amigo do blogue Mar Arável, (aqui) que fez o 50 000 imo clique.
Estou abençoada. :)
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Ao meu amor...
Quadras ao gosto popular
Fernando Pessoa
Cantigas de portugueses
São como barcos no mar —
Vão de uma alma para outra
Com riscos de naufragar.
A caixa que não tem tampa
Fica sempre destapada
Dá-me um sorriso dos teus
Porque não quero mais nada.
No baile em que dançam todos
Alguém fica sem dançar.
Melhor é não ir ao baile
Do que estar lá sem estar.
Vale a pena ser discreto?
Não sei bem se vale a pena.
O melhor é estar quieto
E ter a cara serena.
Tenho um relógio parado
Por onde sempre me guio.
O relógio é emprestado
E tem as horas a fio.
Aquela senhora velha
Que fala com tão bom modo
Parece ser uma abelha
Que nos diz: "Não incomodo".
Não digas mal de ninguém,
Que é de ti que dizes mal.
Quando dizes mal de alguém
Tudo no mundo é igual.
Quando vieste da festa,
Vinhas cansada e contente.
A minha pergunta é esta:
Foi da festa ou foi da gente?
Tenho uma pena que escreve
Aquilo que eu sempre sinta.
Se é mentira, escreve leve.
Se é verdade, não tem tinta.
Deixaste cair a liga
Porque não estava apertada...
Por muito que a gente diga
A gente nunca diz nada.
Não há verdade na vida
Que se não diga a mentir.
Há quem apresse a subida
Para descer a sorrir.
Santo Antônio de Lisboa
Era um grande pregador
Mas é por ser Santo Antônio
Que as moças lhe têm amor.
Tem um decote pequeno,
Um ar modesto e tranqüilo;
Mas vá-se lá descobrir
Coisa pior do que aquilo!
Aquela loura de preto
Com uma flor branca no peito,
É o retrato completo
De como alguém é perfeito.
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Gosto do que estou a ler . Uma forma de escrever, Alentejo
Na confusão do mundo, um rapaz sobe a rua. O interior é igual em toda a parte.
Mas hoje vai mudar. Ele traz um segredo terrível no bolso do kispo.
Faz calor na província dos suicidas. Dá vontade de rir, uma cidade em que até o coveiro se mata... São estatísticas, tudo em números.
Na Internet, há sexo e doidos japoneses e americanos para conversar em directo. No campo, granadas e ervas venenosas. No prédio, um jovem assassino toca órgão.
O space-shuttle leva cortiça do Alentejo para o Espaço. O Bispo viu o maior massacre da guerra de África e calou-se.
Mas hoje vai responder. Os factos verdadeiros são os piores.
O amor do rapaz rebentou.
Que responsabilidade temos quando nada fazemos?
Em que fado parámos, onde fica Portugal?
Do livro " E se eu gostasse muito de morrer", de Rui Cardoso Martins, editora D. Quixote
quarta-feira, 11 de junho de 2014
terça-feira, 10 de junho de 2014
"quando não te vejo perco o siso".... Camões e os nossos amores
sábado, 7 de junho de 2014
O bom da vida. Viver a poesia ... Bom domingo
A Festa do SilêncioEscuto na palavra a festa do silêncio.
Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se.
As coisas vacilam tão próximas de si mesmas.
Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas.
É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma.
Uma criança brinca nas dunas, o tempo acaricia,
o ar prolonga. A brancura é o caminho.
Surpresa e não surpresa: a simples respiração.
Relações, variações, nada mais. Nada se cria.
Vamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça.
Nada é inacessível no silêncio ou no poema.
É aqui a abóbada transparente, o vento principia.
No centro do dia há uma fonte de água clara.
Se digo árvore a árvore em mim respira.
Vivo na delícia nua da inocência aberta.
António Ramos Rosa, in "Volante Verde"As minhas fotografias, Alentejo
Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se.
As coisas vacilam tão próximas de si mesmas.
Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas.
É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma.
Uma criança brinca nas dunas, o tempo acaricia,
o ar prolonga. A brancura é o caminho.
Surpresa e não surpresa: a simples respiração.
Relações, variações, nada mais. Nada se cria.
Vamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça.
Nada é inacessível no silêncio ou no poema.
É aqui a abóbada transparente, o vento principia.
No centro do dia há uma fonte de água clara.
Se digo árvore a árvore em mim respira.
Vivo na delícia nua da inocência aberta.
António Ramos Rosa, in "Volante Verde"As minhas fotografias, Alentejo
sexta-feira, 6 de junho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Junho proverbial...
![]() |
Madame Monet and child, de Monet, 1886 |
Chuva de Junho, peçonha do mundo.
Dezembro com Junho ao desafio, traz Janeiro frio.
Feno alto ou baixo, em Junho é cegado.
Junho calmoso, ano formoso.
Junho floreiro, paraíso verdadeiro.
Junho, dorme-se sobre o punho.
Junho, foice em punho.
Maio frio e Junho quente: bom pão, vinho valente.
Para Junho guarda um toco e uma pinha, e a velha que o dizia guardados os tinha.
Sol de Junho, madruga muito.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Olhares...Fotografia
![]() |
fotografia de Bruce Landon Davidson ...e podeis continuar a olhar por aqui este fotógrafo "vintage".... |
domingo, 1 de junho de 2014
Crianças...

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexactas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioactiva
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atómica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
![]() | |
Trabalhos de Sarah Affonso |
sábado, 31 de maio de 2014
Os enxofrados Dupont & Dupont...
Os enxofrados e estafados da política portuguesa no seu melhor e pior tal como os" Dupont & Dupont " desta vida . A vidinha portuguesa.
Bom fim de semana. Sejam felizes na medida de cada um.
Bom fim de semana. Sejam felizes na medida de cada um.
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