sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
"nas minhas viagens eu mudei". Lindo conto de Kafka
Um ano antes da sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência incomum. Andava pelo parque Steglitz em Berlim e conheceu uma menina que chorava desconsolada, tinha perdido a sua boneca.
Kafka ofereceu-se para ajudar a procurá-la e marcou encontro no dia seguinte no mesmo sítio.
Incapaz de encontrar a boneca escreveu uma carta por ela.
Incapaz de encontrar a boneca escreveu uma carta por ela.
"Por favor, não chores, fui viajar para ver como é o mundo, escrevo para te contar as minhas aventuras...", assim começava a carta.
No dia seguinte, encontram-se e ele lê-lhe a carta descrevendo cuidadosamente as aventuras imaginárias da boneca amada.
No dia seguinte, encontram-se e ele lê-lhe a carta descrevendo cuidadosamente as aventuras imaginárias da boneca amada.
A criança foi sendo consolada por vários dias, quando os encontros chegam ao fim, Kafka dá-lhe uma boneca de presente.
Esta era, obviamente, diferente da original e trazia uma nota em anexo a dizer: "…nas minhas viagens eu mudei."
Esta era, obviamente, diferente da original e trazia uma nota em anexo a dizer: "…nas minhas viagens eu mudei."
Muitos anos depois, a menina cresceu e encontrou uma nota dobrada dentro da boneca.
Resumindo dizia: “…tudo aquilo que amas é provável vires a perder, mas no fim o amor transforma-se numa forma diferente."
Resumindo dizia: “…tudo aquilo que amas é provável vires a perder, mas no fim o amor transforma-se numa forma diferente."
Kafka e a boneca
(via Ana Salta, no FB)
(via Ana Salta, no FB)
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
"45 anos", uma vida. E....
Nem a música e letra do " Smoke Get in your Eyes", em dia de festa lhe dissipou a tristeza e a dúvida.
Cinema é a vida e o que também está para lá dela.
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| "Tédio" de Felix Vallotton, 1890 |
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
gosto de Sequeira, o Domingos, "Adoração dos Reis Magos"
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| Adoração dos Reis Magos de Domingos Sequeira (c. particular) Mas que a sua contribuição pode ajudar a ser um património de todos. Interpretação do quadro AQUI |
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
ontem, pela emoção.... com Sampaio da Nóvoa
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| Teresa Salgueiro, mandatária nacional da campanha de SdaN |
Pela emoção, partilhada com" alma" amiga, a tarde de ontem, dizia-me , Ana, és uma mulher de causas. Boa definição. Sabia-o, mas não não lhe tinha atribuído um nome.
E, também fui professora. Mas que grande "causa" a minha. E outras causas defendi na vida, junto de grupos que me mereciam o desejo e a vontade de contribuir para a melhoria de vida dos meus pequenos cidadãos. E adultos também. Na comunidade educativa, metaforicamente falando, o público alvo quase ía dos 0 aos 80 anos.
Por isso, e pelas causas defendidas por Sampaio da Nóvoa, estive do seu lado , assumidamente , desde o 1º momento.
Uma candidatura de causas, com gente muito boa a sustentá-la.
Deixo aqui o meu comentário de FB. Agora, mãos á obra.
Estive presente e emocionei me com o gabarito dos 40 mandatários escolhidos. Fosse este país formado por pessoas mais bem informadas, menos populistas e mais cultas e teríamos SdaN nosso Presidente. "CREME DE LA CREME". Tenhamos esperança. Façam o vosso trabalho de casa
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
olhando bem no fundo...
há bocas
há infernos
há bocas infernais
há bocas corporais
que se podem tornar celestiais
à noite rezam um padre nosso,
uma avé-maria, seguida de uma salvé rainha
ajoelham-se, benzem-se, pedem perdão
e vivem no reino dos céus
AMC (anamar)
há infernos
há bocas infernais
há bocas corporais
que se podem tornar celestiais
à noite rezam um padre nosso,
uma avé-maria, seguida de uma salvé rainha
ajoelham-se, benzem-se, pedem perdão
e vivem no reino dos céus
AMC (anamar)
domingo, 3 de janeiro de 2016
sábado, 2 de janeiro de 2016
Misturas finas e coisas que só vistas...
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Uma receita de Ano Novo... Bom Ano de 2016
Uma receita de Ano Novo dada pelo poeta Carlos Drummond de Andrade
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Dezembro/1997.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Laurie Anderson, filme
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
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