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| e uma folha não apanhou, do seu amor não se lembrou |
domingo, 6 de março de 2016
sexta-feira, 4 de março de 2016
quarta-feira, 2 de março de 2016
terça-feira, 1 de março de 2016
“O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela” *
Ana Vieira, artista plástica, partiu. Não tão feliz com o mundo das artes , como deveria ter acontecido, mas o mundo da criação e o que o "rodeia" nem sempre estima e reconhece os seus melhores.
. Ver AQUI
*Fernando Pessoa
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Et voilá... fim de semana à vossa maneira
Cai a Chuva Abandonada
Cai a chuva abandonada
à minha melancolia,
a melancolia do nada
que é tudo o que em nós se cria.
Memória estranha de outrora
não a sei e está presente.
Em mim por si se demora
e nada em mim a consente
do que me fala à razão.
Mas a razão é limite
do que tem ocasião
de negar o que me fite
de onde é a minha mansão
que é mansão no sem-limite.
Ao longe e ao alto é que estou
e só daí é que sou.
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 1'
à minha melancolia,
a melancolia do nada
que é tudo o que em nós se cria.
Memória estranha de outrora
não a sei e está presente.
Em mim por si se demora
e nada em mim a consente
do que me fala à razão.
Mas a razão é limite
do que tem ocasião
de negar o que me fite
de onde é a minha mansão
que é mansão no sem-limite.
Ao longe e ao alto é que estou
e só daí é que sou.
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 1'
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
um verso e um quadro, o resto virá por acréscimo, ou não
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
cheguei ao fim do livro...
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| Merz Schwitters, composição amontoada, 1947 |
É que Maia ainda é ingénua, enquanto, a mim, a idade tornou-me sábio. E se sabes que és um perdedor, o único consolo é pensar que todos. à tua volta, são uns vencidos, mesmo os vencedores.
....
Maia, restitui-me a paz, a confiança em mim mesmo, ou, pelo menos, a calma desconfiança no mundo que me rodeia. A vida é suportável, basta conformarmo-nos. Amanhã ( como dizia Scarlett O'Hara - outra citação, e sei, mas renunciei a falar na primeira pessoa e deixo só falar os outros) é outro dia.
A ilha de San Giulio voltará a brilhar ao sol.
in, Número Zero, de Umberto Eco, pag, 162, 163
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
domingo, 21 de fevereiro de 2016
"a Escrita"... bom domingo
A Dúvida, a Solidão, logo... a Escrita
Na vida, chega um momento - e penso que ele é fatal - ao qual não é possível escapar, em que tudo é posto em causa: o casamento, os amigos, sobretudo os amigos do casal. Tudo menos a criança. A criança nunca é posta em dúvida. E essa dúvida cresce à sua volta. Essa dúvida, está só, é a da solidão. Nasce dela, da solidão. Podemos já nomear a palavra. Creio que há muita gente que não poderia suportar o que aqui digo, que fugiria. Talvez seja por essa razão que nem todos os homens são escritores. Sim. Essa é a diferença. Essa é a verdade. Mais nada. A dúvida é escrever. É, portanto, também, o escritor. E com o escritor todo o mundo escreve. É algo que sempre se soube.
Creio também que sem esta dúvida primeira do gesto em direcção à escrita não existe solidão. Nunca ninguém escreveu a duas vozes. Foi possível cantar a duas vozes, ou fazer música também, e jogar ténis, mas escrever, não. Nunca. Marguerite Duras, in "Escrever"
Creio também que sem esta dúvida primeira do gesto em direcção à escrita não existe solidão. Nunca ninguém escreveu a duas vozes. Foi possível cantar a duas vozes, ou fazer música também, e jogar ténis, mas escrever, não. Nunca. Marguerite Duras, in "Escrever"
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| Desenho de Maria Helena Vieira da Silva, 1949 |
sábado, 20 de fevereiro de 2016
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