quarta-feira, 16 de março de 2016

entre águas ," aguaceiros" e notícias tempestuosas vou caminhando...

Só a aprovação do OE2016 pelas esquerdas por enquanto unidas, e às quais não desejo o contrário, pois são as águas por onde me movo , fizeram brilhar os meus olhos. 
Faltou ver o meu neto Gabriel, senão seria brilho com lágrimas...

terça-feira, 15 de março de 2016

Quem não gosta de ser gostado, Nicolau Breyner ? Mas olha que os há.... Tristes. (1940-2016)

Devemos demorar algum tempo a apagar as fotografias que marcam momentos da nossa vida. Algumas, nem deveriam ficar tanto tempo no baú das recordações. Tornam-se esqueletos ou o seu contrario. A imagem pode ser sempre relativizada.
 Em relação a Nicolau Breyner e ao encontro de quinta feira na Casa das Histórias Paula Rego, onde ele participou como convidado do painel, para falar de DEMOCRACIA EM TELEVISÃO  e onde pouco falou,  fui precipitada.  Deletei mais rápido que o normal, segundo a minha natureza. Ora seria uma fotografia de grupo , recente e vivenciada por mim que eu poderia assinalar este momento que nos surpreendeu a todos.
Seria uma forma de o homenagear de perto. de dizer o que pensei e partilhei com quem estava comigo.  Achei-o abatido, não tinha o bom aspecto que por aí tenho ouvido dizer, estava visivelmente abatido e sem muita energia . Talvez estivesse cansado... Era noite.
Na assistência, estava Lili Caneças, que não é a loura burra que se pensa, mas 
que um dia disse :- estar vivo é o contrário de estar morto.
Bem podia ser uma piada de humor do inesquecível artista Nicolau.

 Não fui só eu a sentir NB menos bem. 

"Francisco Pinto Balsemão destacou logo a seguir o papel de Nicolau Breyner como apoiante do “projecto SIC” nos anos 1980. “Era um grande homem, um grande actor – de cinema, de teatro e de televisão, é preciso não esquecer –, um produtor, um criativo.” O fundador do grupo Impresa revelou ter estado com Nicolau Breyner na quinta-feira, tendo-o achado “um pouco triste, um pouco apático”. (Público de ontem)

Ver partir um artista , um criativo, é sempre emprestá-lo aos anjos . Se for um homem bom, como era o caso, ficam os anjos ainda mais ricos e os amigos na indigência afetiva.
E, tinha olhos castanhos....
 

sábado, 12 de março de 2016

sábado (feira) e bom fim de semana




Encontraram-se à entrada do mercado. Não se viam há muito. Olharam-se longamente e sem pestanejar. Quem passava deixava uma moeda. Aí,  ele aproveitava para lhe dizer algo e a fotografar e ela olhava-o dengosamente. ..

Ouvi-o dizer :-de pé ou sentada , a menina bem pode esperar...
O cão não suportou o desleixo do dono, caiu redondo no chão,  e adormeceu.

Quem vai à feira da vida , dá e leva.
 Quem vai à feira de Cascais para comprar as últimas gerberas, paga e traz.
Vida.

quinta-feira, 10 de março de 2016

o porque e o porquê

Pesquisas de trabalho. Deparei-me com estas imagens . E, não me perguntem porquê,  gostei tanto delas que as quero deixar neste meu bric-à-brac  de blogue de gostos e desgostos meus. 
É mais fácil explicar o desgosto do que o gosto. 
Eco, dar-me-ia uma ajuda...

terça-feira, 8 de março de 2016

8 de março de 2016

“O papel da mulher — que, em definitivo, é a mãe do homem — é importante no mundo, muito mais do que o do homem” Mercè Rodoreda (1908-1983), escritora espanhola



segunda-feira, 7 de março de 2016

olhares e sons

                                                       Eu amo tudo quanto vejo 

e não amo mais coisas porque não as vejo

Rui de Carvalho, Torre de Menagem

sexta-feira, 4 de março de 2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

as solidões....

                                      De Ana Vieira, 1973, Espera à Janela

O que nos mata é a solidão povoada.

Jorge de Sena

terça-feira, 1 de março de 2016

“O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela” *


Ana Vieira, artista plástica, partiu. Não tão feliz com o mundo das artes , como deveria ter acontecido, mas o mundo da criação e o que o "rodeia" nem sempre estima e reconhece os seus melhores. 
. Ver AQUI

*Fernando Pessoa

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Et voilá... fim de semana à vossa maneira

... porque quando chove e faz frio as escolhas calorosas são mais ao menos generosas. Algumas, muito a meu jeito....

Cai a Chuva Abandonada

Cai a chuva abandonada 
à minha melancolia, 
a melancolia do nada 
que é tudo o que em nós se cria. 

Memória estranha de outrora 
não a sei e está presente. 
Em mim por si se demora 
e nada em mim a consente 

do que me fala à razão. 
Mas a razão é limite 
do que tem ocasião 

de negar o que me fite 
de onde é a minha mansão 
que é mansão no sem-limite. 
Ao longe e ao alto é que estou 
e só daí é que sou. 

Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 1'