How can u just leave me standing? Alone in a world so cold, world so cold Maybe I`m just 2 demanding Maybe I`m just like my father 2 bold Maybe you`re just like my mother She`s never satisfied Why do we scream at each other This is what it sounds like when doves cry
Como você pode me deixar esperando Sozinho em um mundo que é tão frio? Talvez eu seja exigente demais Talvez eu seja igual ao meu pai, ousado demais Talvez você seja como minha mãe Ela nunca está satisfeita Por que nós brigamos tanto um com o outro Este é o som que faz quando os pombos choram. Prince
A pianista Maria João Pires venceu um dos Óscares da música clássica. A artista vai receber o prémio Gramophone, da categoria "Concerto", numa cerimónia que está marcada para o próximo dia 17, em Londres, Inglaterra. O prémio foi atribuído à pianista portuguesa pela interpretação de concertos de Bethoven, gravados com a orquestra sinfónica da Rádio Sueca e o maestro inglês Daniel Harding. A obra teve a participação da editora britânica Onyx Classics.
Para além da artista, o coro Gulbenkian também foi nomeado para os prémios Gramophone, na categoria de "Ópera".
Os galardões da revista Gramophone são considerados os Óscares da música clássica, premiando os melhores do género a nível mundial, desde 1977.
Crème Eclipse, l'ouvrir est un jeu d'enfant, le meilleur cirage dans la meilleure boîte à clé
Tôle emboutie en relief autour de 1920, 49,5 cm x 35 cm
publicité Eclipse signée Edouard Bernard
... ou as palavras , as escritas, são também como as cerejas, mas as emoções desmedidas. Não sabia como descrever a emoção que foi para mim a descoberta da Lua, quase cheia, pelo meu neto Gabriel, ontem, ao entardecer, ou já quase noite, sempre estávamos perto das 20h, hora de relax, mar e céu como vista de varanda, música, Carmina Burana.
Para ele era só mais uma bola suspensa , tão parecida com aquela com que costumamos brincar. Coisa estranha para ele, mas que o encantou.
Os dedos do Gabriel são uma perdição para mim, mas o dedo indicador põe-me "louca".... O dedo da descoberta, o dedo do empurra disto e daquilo, mas sobretudo das bolinhas que fazem parte dos seus jogos didácticos, quase de precisão.
Treze meses. Gabriel, nome de anjo anunciador.
Treze meses, em que cada mês a palavra Amor toma uma outra dimensão. Um novo amor anunciado.
Sinto a explosão desse Amor à dimensão de enorme "pleine lune".
E, ontem, perante a alegria da descoberta, da beleza e olhar do bebé, aquele dedo indicador, as suas gargalhadas, o olhar cúmplice, as festinhas, eu jurei a mim mesma, que a palavra Amor, por vezes tão mal usada e empregue, tão imerecida por quem por vezes o dedicamos, jamais será usada em vão. A idade pode tornar-nos mais sábios. Pode...
Eu não acreditava que ser avó, era assim.
(O mote para a minha conversa veio desta leitura, aqui, a propósito da inauguração da exposição de Amadeo de Souza Cardoso, hoje em Paris e de uma outra que lhe está associada.
A caixa , pouco ortodoxa, anúncio de cigarros, serviu de mote à minha emoção)
Hoje é o Dia do Desenhador, celebrando 564 anos desde o nascimento de Leonardo da Vinci, e o DN quis assinalá-lo com a ajuda de alguns ativos urban sketchers, homens e mulheres de profissões variadas e com este prazer em comum: desenhar. Dir-se-ia, à primeira vista, que é mais um dia internacional, hoje uma ideia banalizada - ainda agora passou o Dia do Beijo (13 de abril), já aí vem o do sorriso (28 de abril), depois o do whisky (21 de maio) e, felizmente, o da preguiça (15 de outubro). Mas o desenho é outra coisa. Podemos maravilhar-nos com a inteligência e a beleza do traço do genial Da Vinci ou com os esboços de arquitetura de Álvaro Siza Vieira, "....
“Um dia, à meia-noite, ele viu-a. Era a estrela mais gira do céu, muito viva, e a essa hora passava mesmo por cima da torre. Como é que a não tinham roubado? Ele próprio, Pedro, que era um miúdo, se a quisesse empalmar, era só deitar-lhe a mão. Na realidade, não sabia bem para quê. Era bonita, no céu preto, gostava de a ter. Talvez depois a pusesse no quarto, talvez a trouxesse ao peito. E daí, se calhar, talvez a viesse a dar à mãe para enfeitar o cabelo… Devia-lhe ficar bem, no cabelo. De modo que, nessa noite, não aguentou. Meteu-se na cama como todos os dias, a mãe levou a luz, mas ele não dormiu. Foi difícil, porque o sono tinha muita força. Teve mesmo de se sentar na cama, sacudir a cabeça muitas vezes a dizer-lhe que não. E quando calculou que o pai e a mãe já dormiam, abriu a janela devagar e saltou para a rua. A janela era baixa. Mas mesmo que não fosse. Com sete anos, ele estava treinado a subir às oliveiras quando era o tempo dos ninhos, para ver os ovos ou aqueles bichos pelados, bem feios, com o bico enorme, muito aberto. E se não era o tempo dos ninhos, andava à solta pela serra, saltava os barrancos e jogava mesmo, quando preciso, à porrada como um homem. Assim que se viu na rua, desatou a correr pela aldeia fora até à torre, porque o medo vinha a correr também atrás dele. Mas como ia descalço, ele corria mais. A igreja ficava no cimo da aldeia e a aldeia ficava no cimo de um monte. De modo que era tudo a subir. Mas conseguiu – e agora estava ali. Olhou a estrela para ganhar coragem, ela brilhava, muito quieta, como se estivesse à sua espera….”
In, Vergílio Ferreira, A Estrela.
Tirado da revista online iSleep, dirigida pela médica do sono, Dr.ª Teresa Paiva
Pintura de V. Van Gogoh, "A Noite Estrelada", feita aos 37 anos enquanto estava num hospício.
Pinturas dos anos 40 de Morris Graves, pintor americano(1910-2001)
"flores e pássaros, ou a natureza das coisas".
E, para os amantes de arte, aquela que nos salva e nos põe a recato das maleitas do mundo, acentuo mais uma vez essa ideia nas palavras de Joana Carneiro, a propósito da ópera que estreia amanhã, e espero ver na sexta-feira, "A Flowering Tree", de Jonh Adams, "Não tenho dúvidas de que a arte ajuda a tornar momentos muito difíceis e assustadores em momentos com alguma beleza" (Expresso de 2 de Abril)