segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Os génios que nos deixam de boca aberta ...

Considerada esta sexta-feira a “Criança do Ano” pela revista Time, o trabalho desta jovem de 15 anos é o casamento perfeito entre ciência e humanidade: inventou ferramentas para garantir água potável, diagnosticar casos de vício por opioides e detetar o cyberbullying. Agora quer acabar com a depressão nos adolescentes.

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Os seus pais são ambos engenheiros e os seus “heróis”. “Tenho tido um grande apoio e encorajamento da parte deles à medida que vou desenvolvendo os meus projetos. O meu pai introduz-me a novas tecnologias ou envia-me recursos se ler sobre algo novo. Às vezes simplifica os conceitos de tal forma que se torna fácil para mim entendê-los”, explicou à Rookie. E se o pai lhe alimenta a capacidade científica, a mãe ofereceu-lhe a sensibilidade social, ao mostrar-lhe “notícias diárias que têm impacto nas pessoas”, garante.

Quando foi questionada sobre as desigualdades salariais entre homens e mulheres, na conferência europeia “Makers”, Gitanjali foi clara, sensata, adulta: “É muito estranho para mim que duas pessoas façam o mesmo trabalho e uma seja paga menos 21 cêntimos por cada dólar que a outra faz. Parece-me injusto. (...) Acho que deves sentir que tens liberdade para falar com o teu empregador sobre o teu salário e o salário dos teus colegas - e como solucionar [o problema] se não forem iguais”. E mais do que se juntar às batalhas de hoje, é capaz de aplaudir as lutas que outros travaram antes dela: “Admiro todas as mulheres ativistas que fazem a diferença por outras mulheres, desde as sufragistas que nos ajudaram a conseguir o direito ao voto até às mulheres de agora que lutam por igualdade na ciência, uma causa que me é muito próxima”. Gitanjali ainda está na escola mas quer ingressar na universidade para estudar genética e… epidemiologia.

Em 2018 “não tinha a certeza” sobre qual seria o seu próximo projeto. Mas continuava a pensar em grande: “Possivelmente atacar o problema da depressão em adolescentes. Sonho com o dia em que a felicidade possa ser medida numa escala e diagnosticar a depressão seja apenas parte de uma consulta normal do médico. Tenho estado a investigar este tema nos últimos três anos mas ainda não lhe dediquei todo o meu tempo. Chamo a este projeto o meu ‘Detetor de Felicidade’.


Fonte, Expresso Diário de hoje

 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Passando…. Saúdo-vos.


 “A vida é em parte aquilo que nós fazemos dela, e em parte aquilo que é feito pelos amigos que escolhemos”

 Tennessee Williams (1911-1983)

Pintura de Auguste Renoir, 1866, "O convívio dos Barqueiros"

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Hoje, encontrei-me com Herberto Hélder ...

  Fui a Cascais, à feira da quarta- feira. Passei-lhe à porta. E, lembrei-me que Herberto teria feito anos este mês, como fariam Picasso, Álvaro Cunhal , José Saramago , estes três a 16 . . .  Herberto teria feito 90 anos dia 23.  Os astros lá sabem o porquê de tanta bênção . 

   O terror possui luz própria. Pensa-se com o terror. É inteligente, cuidadoso, hábil. O terror ensina-se a si mesmo, conduz a sua luz como uma tecedeira faz sair dos dedos a peça tecida. assim chega ele ao alçapão e levanta-o. Um último arremesso do corpo despenha-o sobre o linho. E então o homem descansa um pouco e põe-se a rolar sobre si próprio, para envolver-se completamente no linho.  Vai buscar ao medo a força de se envolver uma segunda e uma terceira vez, e ainda uma quarta vez, nas ramas de linho. Fica todo embrulhado no linho, menos a cabeça e os braços. 


Porque a cabeça e os braços estão intactos. E os braços servem para abrir a porta da arrecadação. A cabeça serve para o medo pensar. Arrima-se â parede, abre a porta e escorrega para fora. A noite não tem fundo.

   E então ele arrasta-se sobre a poeira fria. Uma ave grita em parte nenhuma, um vento fino passa nos arrozais, as pedras brilham sombriamente com o orvalho. É um túnel, a noite,  um túnel que ele conquista a sangue, a metro, pequenamente. O medo pensa: Tenho de chegar à primeira casa. É a casa do sacristão. Durante horas, que esse medo escoa muito devagar, o linho cobre-se de lama e sangue. Quando alcança a casa, o homem desmaia. Fica de bruços: esgotado, sangrento, aberto. O terror já não pensa.


Excerto de conto, AQUELE QUE DÁ A VIDA do livro  Herberto Helder Os Passos em Volta

"Retrato de Herberto Hélder", por Frederico Penteado

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

José Augusto França - Liberdade Cor de Homem, imperdível.


José Augusto França - Liberdade Cor de Homem: Assinado por Ricardo Clara Couto e Nuno CostaSantos (autores de documentários sobre personalidades como Cláudio Torres, Ruy d´Athouguia e João Archer

Boa viagem, se for caso disso. 
Passou na RTP2 na passada quarta feira.
Boa semana a quem passa.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Deixou-nos o querido arquitecto paisagista , Gonçalo Ribeiro Telles. 1922-2020



 Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, um homem que admirei.


CENTRO INTERPRETATIVO GONÇALO RIBEIRO TELLES , GULBENKIAN
"O Centro Interpretativo do Jardim Gulbenkian é um espaço multimédia que recebeu o nome de Gonçalo Ribeiro Telles, em homenagem ao arquiteto paisagista que concebeu o Jardim, em conjunto com António Viana Barreto, falecido em 2012.
O centro permite ao público perceber como foi pensado o Jardim, evidenciando, por intermédio de meios audiovisuais, aspetos que normalmente são pouco visíveis. Os seus visitantes podem experimentar vários ambientes em vídeo-hall numa proposta que se inspira nos “10 Mandamentos” que Ribeiro Telles define para a criação de um Jardim.

Olhares de Outono


 

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

olhares...


 Arthur Garfield Dove era um artista americano. Um dos primeiros modernistas americanos, ele é frequentemente considerado o primeiro pintor abstrato americano.

1880-1946

Charles Bukowski, poeta e romancista, nasceu na Alemanha, mas aos 3 anos foi para a América onde morreu aos 90 e poucos anos.
Aqui deixo algo dele, pena que a tradução seja em português do Brasil.

"O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece."

*Plenamente de acordo. Há tanta gente interessante por aí....


domingo, 25 de outubro de 2020

Uma sugestão de ...

Ricardo Araújo Pereira,  no programa "Governo Sombra".

Haverá outros "Elogios"que aqui vos deixarei.

Boa semana a quem passa.


 O pensamento lento é um pensamento pesado, uma vez que carrega consigo o peso da memória, o peso da duvida e o peso da incerteza do raciocínio. Nos últimos anos, somos forçados a um dinamismo cada vez mais frenético, repleto de compromissos ou anulações de compromissos, enquanto a tecnologia produz instrumentos que visam a rapidez e a velocidade, tornando os dispositivos digitais constantemente desatualizados, tal é a rapidez com que evoluem. Enquanto o telemóvel toca sem parar, os emails exigem uma resposta rápida e estamos constantemente ligados. Neste estado doentio de hiperatividade, Lamberto Maffei questiona o mito da velocidade a qualquer preço e recorda-nos de que o cérebro sempre permitiu reações rápidas e automáticas, facilitando-nos a sobrevivência, porém, a verdade é que constitui também um mecanismo sofisticado, capaz de produzir reflexões que, para serem verdadeiramente elaboradas, exigem um processo mental lento, hoje como no passado.