terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Ai Timor....

É uma denúncia muito sentida e de alguém que já sofreu na pele as injustiças que Timor passou a oferecer de bandeja!
Ao escrever e partilhar convosco, é como um continuo alerta para a injustiça por algo que esteve no nosso coração e nos fez comungar numa longa marcha, há uns anos atrás pela"LIBERDADE E INDEPEDÊNCIA DE TIMOR!"
Porque gostava muito dele, deu-me a saudade de João Hogan!

"As paisagens de João Hogan não são fugazes como as luzes nem feitas para marcar o tempo. São feitas de uma árvore que está ali, e a gente sente-lhe o verde que é uma das maneiras por que se conhece uma árvore; de um monte rapado para um aterro, e a gente percebe-lhe o vazio da terra porque a cor que lá está tem o quente sem apropósito das entranhas a nu; de uma casa que pertence a onde está para que a gente saiba da sua vizinhança antiga com a terra, as árvores e o céu.
Fernando Azevedo, 'João Hogan a paisagem e o resto', 1953"
Fernando Azevedo, 'João Hogan a paisagem e o resto', 1953"
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Hoje, Nadir falou!
O que é que a baiana tem?




Sobre o centenário desta MULHER pequenina e muito remexidinha nada
posso acrescentar de novo ao que foi dito durante o fim de semana ... caindo no erro de "fatigar"os meus companheiros e amigos!.Mas achei piada a algo que li. Quando Gago Coutinho a visitou e ao saber que Carmen tinha nascido em Portugal , perguntou-lhe: "Portanto, minha filha, porque é que não canta um fado ou um vira, em vez de sambas? E, em vez de " O que é que a baiana tem?", porque é que não canta "O que é que a menina do Minho tem?" Ideia tão desajustada a dele com tal proposta como irreverente a criatividade da garotinha de Marco de Canavezes! Mas ambos foram bons no que fizeram e as suas marcas ficaram registadas para sempre no Sul e Norte Atlântico !
No Museu do Louvre... em momento de descontração!

No Museu do Louvre
Depois de mais um reunião da UE, alguns Ministros resolvem passar pelo Louvre para "aliviar" o stress e param meditativos perante um excelente quadro de Adão e Eva no Paraíso.
Desabafa Angela Merkel: - Olhem que perfeição de corpos: ela esbelta e esguia, ele com este corpo atlético, os músculos perfilados... São necessariamente estereotipos Alemães.
Imediatamente Sarkosy reagiu: - Não acredito. É evidente o erotismo que se depreende de ambas as figuras... ela tão feminina... ele tão masculino... sabem que em breve chegará a tentação... Só poderiam ser Franceses.
Movendo negativamente a cabeça, o Gordon Brown arrisca: - Of course not! Notem... a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto... Só podem ser Ingleses.
Depois de alguns segundos mais de contemplação, Sócrates exclama: - NÃO CONCORDO. Reparem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm casa, só têm uma maçã para comer... não protestam e ainda pensam que estão no Paraíso... Não tenham a menor dúvida, são Portugueses!
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Em memória de John Updike, poema Açores

"Grandes navios verdes
eis que navegam
ancoradas, para sempre;
sob as águas
enormes raízes de lava
prendem-nas firmes
a meio do Atlântico
ao passado.
Os turistas, pasmando
do convés
proclamam aos guinchos lindas
as encostas malhadas
de casinhas
(confettis) e
doces losangos
de chocolate (terra).
Maravilham-se com
os campos graciosos
e os socalcos
feitos à mão para conter
os modestos frutos
das vinhas e das árvores
importadas pelos
portugueses:
paisagem rural
vindo à deriva
de há séculos;
a distância
amplia-se.
O navio segue.
Outra vez a constante
música alimenta
um vazio à popa,
os Açores sumidos.
O vácuo atrás e o vácuo
à frente são o mesmo.
Traduçâo de Jorge de Sena(pema feito durante uma viagem de barco a caminho dos Est. Unidos)
eis que navegam
ancoradas, para sempre;
sob as águas
enormes raízes de lava
prendem-nas firmes
a meio do Atlântico
ao passado.
Os turistas, pasmando
do convés
proclamam aos guinchos lindas
as encostas malhadas
de casinhas
(confettis) e
doces losangos
de chocolate (terra).
Maravilham-se com
os campos graciosos
e os socalcos
feitos à mão para conter
os modestos frutos
das vinhas e das árvores
importadas pelos
portugueses:
paisagem rural
vindo à deriva
de há séculos;
a distância
amplia-se.
O navio segue.
Outra vez a constante
música alimenta
um vazio à popa,
os Açores sumidos.
O vácuo atrás e o vácuo
à frente são o mesmo.
Traduçâo de Jorge de Sena(pema feito durante uma viagem de barco a caminho dos Est. Unidos)
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Rostos
Bom fim de semana...
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