quinta-feira, 2 de abril de 2009

Um dia, talvez...


Sim, talvez...Com uns sapatinhos pretos e com o par certo, eu venha a dançar o Tango!
A esperança é a última a morrer!

Memórias... da Argentina


Quando se presta uma homenagem a alguém que partiu e que fez história com três verbos, de forma a ficar para a vida da memoria de quem o amou e odiou,« com democracia se come, se educa , se cura », é um epíteto que não se aplica , a qualquer um...
Raúl Alfonsin , não era novo (1927-2009) , mas sempre desejou e sonhou uma Argentina mais igualitária.
«Todas as democracias que sobreviveram às ditaduras da América Latina tiveram os seus lideres de transição. Alfonsin foi o da nova Argentina, que restabeleceu das cinzas de um dos regimes mais sanguináreos que a região já teve – sem ideologia ,sem projecto, sem fins, só uma sanha anticomunista doentia, só raiva, só crueldade-,que no fim, e segundo as contas das organizações de direitos humanos, terá morto cerca de 30mil pessoas.
Mas ontem simpatizantes e adversários dedicaram-lhe outra homenagem, e esta mais rara entre a classe política no país:
chegou ao fim da vida sem enriquecer; ao contrário dos seus sucessores, nunca foi chamado à justiça para prestar contas sobre dinheiros mal ganhos…», e mais não comento... tenho medo de para onde o pensamento mee possa levar...

Que mais trará o Abril??

Apreensão... dúvidas... dívidas... dádivas... saudades... saudades das saudades...?
Já não se canta o Abril em Portugal.!Mas outro Abril se cantará! ...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Abril , Abril...

Abril, (do latim Aprilis), que significa ,abrir, numa referência à germinação das culturas. Outra hipótese sugere que Abril seja derivado de Aprus, o nome etrusco de Vénus, deusa do amor e da paixão. É por esta razão que surgiu a crença de que os amores nascidos em Abril são para sempre.
Tenho muita pena que seja só uma crença... a ser verdade era tão bom...

Mar e vida de traição!

Homenagem às pessoas mortas na costa da Líbia e aos demais em demanda de melhor vida!

Paris, Paris... e a Torre Eiffel,fez ontem 120 anos!

Parabéns! Bon anniversaire ! Happy birthday...

terça-feira, 31 de março de 2009

Era uma vez um pinheiro!

Verde , que te queria verde...
Verde , que deixei de ter !
Azul, nunca me faltou!
Mas agora sem a copa
do pinheiro que alguém cortou!...
Dizem que a bem do cuidado público.
Mas custa ver partir o que tinha sido um pinheirinho, e que agora era uma árvore frondosa,
onde pela manhã ,da minha janela os meus olhos poisavam e os pássaros se divertiam..

Paz á natureza!







Nª 1 da Revista Playboy portuguesa....


Não resisti á sua publicação depois da sua chegada via email.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Ainda uma questão posta a Ferreira Gullar sobre poesia e poetas...


Bravo: O senso comum costuma apregoar que poetas nascem poetas. Poesia é destino?

Ferreira Gullar: Prefiro dizer que é vocação. O poeta traz do berço um modo próprio de lidar com a palavra. Não se trata porém de um presente dos deuses, de uma concessão divina, como se pregava em outras épocas.
Trata-se de um fenómeno genético, biológico, sei lá. Há quem nasça com talento para pintar, jogar futebol ou roubar. E há quem nasça com talento para fazer poemas. Sem a vocação, o sujeito não vai longe. Pode virar um excelente leitor ou crítico de poesia, mas nunca se transformará num poeta respeitável .Quando um jovem me mostra originais , percebo de cara se é ou não do ramo, leio dois ou três poemas e concluo de imediato. Por outro lado, caso o sujeito tenha vocação e não trabalhe duro, dificilmente produzirá um verso que preste. Se não estudar, se não batalhar pelo domínio da linguagem, acabará por desperdiçar o talento. “Nasci poeta vou ser poeta”. Não funciona assim. Converter a vocação em expressão demanda um esforço imenso. Tudo vai depender do equilíbrio entre o acaso e a necessidade. Compreende a diferença?
No fundo, a vida não passa de uma constante tensão entre acaso e necessidade.

Nem todas as rosas são perfumadas...



O EXEMPLO DAS ROSAS

Uma mulher queixava-se do silêncio do amante:
- Já não gosta de mim, pois não encontras
palavras para me louvar!
Então ele, apontando-lhe a rosa que lhe morria no
seio:
- Não será insensato pedir a esta rosa que fale?
Não vês que ela se dá toda no seu perfume?
Poema de Manuel Bandeira

domingo, 29 de março de 2009

A minha infância perdida...(1)

Perdi a infância e as grandes horas
e procuro numa árvore não sei que intimidade
como se um sol para as mãos nascesse deste olhar mas a inocência é rápida como o brilho
silenciosa
e existe em si mesma.

Uma forma, sim, sempre silenciosa
um dia nascida da surpresa e constância
dia a dia nascida da inocência, mas
como fugir a esta inútil presença?



Monólogo, de Ramos Rosa, in Não posso adiar o coração







sábado, 28 de março de 2009

Se não fosse o vento... que dia de praia !






Carta de Mitsou a Marilyn...




Tinha-me esquecido de retomar por aqui a saga de “Amados Gatos” de José J. Letria , quando esta semana fui lembrada por uma engraçada crónica de MEC , no Público desta semana ,sobre a sua mudança de casa e o conservadorismo extremo dos seus gatos à casa antiga e os desacatos provocados pela mudança… “ Eles odeiam mudar de casa. Nem é preciso a casa : odeiam mudar. Gostam dos donos (ou” escravos”, na gíria deles) mas não suportam o nomadismo berbere que nos perpassa as almas….”

Lembrei-me então de algumas passagens da carta que , MITSOU, o gato de Marilyn , lhe escreveu .
Querida Marilyn,

Dificilmente poderá ser descrita a mágoa que sinto por te ver partir tão jovem, tão bela e tão amargurada. Tu tinhas o mundo na mão e esbanjaste esse tesouro porque nunca conseguiste ser tão livre e tão rebelde como eu fui, o teu querido Mitsou, o gato persa branco que agora deixas em verdadeiro estado de orfandade, apesar da promessa feita por Joe Di Maggio de que cuidará de mim até eu desaparecer.
Tu bem sabes ,Marilyn , que tentei afastar-te do abismo em que dia a dia te afundavas, bebendo de mais , tomando comprimidos em excesso e entregando-te sem reservas e sem condições aos homens que não podiam nem queriam amar-te como tu esperavas e merecias. Fosse eu homem e não gato, e ter-te-ia dado tudo aquilo de que tu necessitavas para ser feliz.
A tua ligação a Arthur Miller nunca podia ter resultado, porque ele queria paz e sossego para escrever e tu atraíste para ele os projectores de uma fama que ajudava a vender livros e a encher as salas de teatro , mas que o intimidava e deixava tenso, apreensivo e inseguro….
… Di Maggio, esse ídolo da América popular, amou-te cegamente e tu foste o único campeonato que ele não conseguiu vencer…
….Depois tiveste a ilusão de que os dois Kennedy te poderiam fazer feliz…. Nunca trocariam as suas carreiras pelo teu amor pelo fogo da tua entrega física…
O que resta de ti, agora querida Marilyn, beleza estonteante de um tempo apressado e frívolo?... Como eu lamento a tua amarga sorte!
Ainda te sugeri que partíssemos os dois para a Europa, talvez para a Veneza dos gatos, para ficarmos longe de tudo o que te atormentavae, sobretudo daqueles que, por amares de forma excessiva e insensata, te passaram a ver como um fardo e como uma ameaça.

Só de uma coisa tenho a certeza: tu foste a minha deusa e o grande amor da minha vida , e ainda hoje, quando te vejo no ecrã ,tenho pena que os gatos não estejam treinados para chorar , pois havia de verter por ti as lágrimas mais desesperadas que alguém verteu por um ser amado.
…Até sempre , querida Marilyn.
O teu
Mitsou