segunda-feira, 14 de junho de 2010
Aconteceu há cinco anos....

13 de Junho de 2005.
Bruxelas e quase na hora de fazer as malas para o meu regresso definitivo a Portugal.
Sei que nesse dia a minha vida parou em frente ao televisor a assistir com emoção e muitas lágrimas por todo o sentir que aquele quadrado me transmitiu aliada à saudade da distância de tudo e de todos.
A vida é para acabar ... mas há vidas que não têm fim, ficam sempre com estória e para a História... Assim foi a de Álvaro Cunhal.
domingo, 13 de junho de 2010
Santo António, poema

Nasci exactamente no teu dia -
Treze de Junho, quente de alegria,
Citadino, bucólico e humano,
Onde até esse cravos de papel
que têm uma bandeira em pé quebrado
Sabem rir...
santo dia profano
Cuja luz sabe a mel
Sobre o chão do bom vinho derramado!
Santo António , és portanto
O meu santo,
Se bem que nunca me pegasses
Teu franciscano sentir,
Católico, apostólico e romano.
Sê sempre assim, nosso pagão encanto,
Sê sempre assim!
Deixa lá Roma entregue à intriga e ao latim,
Esquece a doutrina e os sermões.
De mal, nem tu nem nós mereciamos tanto.
Foste Fernando de Bulhões,
Foste Frei António -
Issosim.
Porque demónio
É que foram pregar contigo em santo?
De Fernando Pessoa," Os Santos Populares"
(Os mangericos chegam mais tarde....)
Treze de Junho, quente de alegria,
Citadino, bucólico e humano,
Onde até esse cravos de papel
que têm uma bandeira em pé quebrado
Sabem rir...
santo dia profano
Cuja luz sabe a mel
Sobre o chão do bom vinho derramado!
Santo António , és portanto
O meu santo,
Se bem que nunca me pegasses
Teu franciscano sentir,
Católico, apostólico e romano.
Sê sempre assim, nosso pagão encanto,
Sê sempre assim!
Deixa lá Roma entregue à intriga e ao latim,
Esquece a doutrina e os sermões.
De mal, nem tu nem nós mereciamos tanto.
Foste Fernando de Bulhões,
Foste Frei António -
Issosim.
Porque demónio
É que foram pregar contigo em santo?
De Fernando Pessoa," Os Santos Populares"
(Os mangericos chegam mais tarde....)
quinta-feira, 10 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Quando a música e o cérebro se misturam...

Oliver Sacks explora o lugar que a música ocupa no cérebro e como é que ela afecta a condição humana. Em Musicofilia , o autor apresenta uma variedade daquilo que designa por “desalinhamentos musicais”. Entre eles: um homem atingido por um relâmpago que subitamente deseja ser pianista aos 42 e dois anos; ou um grupo de crianças com síndrome de Williams, que desde a nascença são hiper-musicais; pessoas com “amusia”, para quem uma sinfonia soa a ruído de panelas; e um homem cuja memória dura apenas sete segundos excepto quando se trata de música.
Um livro a não perder...
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Momentos...
domingo, 6 de junho de 2010
"O amor abre os olhos para o coração e para a beleza"....

"Mas o amor também nos permite ver a beleza do mundo que nos rodeia. Há quem diga que é uma ilusão, que quando estamos apaixonados projectamos no mundo as nossas fantasias, mas eu penso que, pelo contrário, potenciamos as nossas capacidades para ver e ouvir. A mãe que brinca feliz com o filho vê com maior intensidade as cores dos brinquedos, ouve o chilrear dos passarinhos. E quando fazemos uma viagem com a pessoa por quem estamos apaixonados percebemos, qual revelação, a deslumbrante beleza das casas da cidade que visitamos, o encanto dos recifes que se precipitam no mar, o brilho de um pôr do Sol, a sublime poesia de uma catedral ou mosteiro que nunca tínhamos visto. E tudo se multiplica quando comentamos, quando partilhamos esses pensamentos e emoções com o ser amado.
E, quando apreciamos a beleza de uma paisagem ou de uma obra de arte sozinhos, temos uma experiência que se assemelha ao êxtase. Nesse instante, é como se caíssem as barreiras que nos isolam do mundo e a essência do objecto irrompe, apodera-se de nós. É como no amor: quando entramos em contacto directo com a natureza profunda do outro, captamos-lhe a incrível e assombrosa singularidade.
Não devemos maravilhar-nos por o amor nos levar a ver a beleza. Abre os olhos, escancara o coração, põe-nos em contacto directo com a realidade. Dá-se o oposto se estivermos fechados sobre nós mesmos, tristes, cheios de raiva e desconfiados porque, quando o nosso coração está fechado, os nossos olhos também o estão. E até podemos passar em frente das mais belas maravilhas naturais, das mais sublimes obras de arte sem as ver nem sentir. "
E, quando apreciamos a beleza de uma paisagem ou de uma obra de arte sozinhos, temos uma experiência que se assemelha ao êxtase. Nesse instante, é como se caíssem as barreiras que nos isolam do mundo e a essência do objecto irrompe, apodera-se de nós. É como no amor: quando entramos em contacto directo com a natureza profunda do outro, captamos-lhe a incrível e assombrosa singularidade.
Não devemos maravilhar-nos por o amor nos levar a ver a beleza. Abre os olhos, escancara o coração, põe-nos em contacto directo com a realidade. Dá-se o oposto se estivermos fechados sobre nós mesmos, tristes, cheios de raiva e desconfiados porque, quando o nosso coração está fechado, os nossos olhos também o estão. E até podemos passar em frente das mais belas maravilhas naturais, das mais sublimes obras de arte sem as ver nem sentir. "
Alberoni
Sociólogo e jornalista
Sociólogo e jornalista
Pintura fauvista de Raphel Medeiros
sábado, 5 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Da Figueira com carinho e... com quase mar à vista....
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