terça-feira, 13 de julho de 2010

Música para recordar....com mar à vista


E aqui acaba a visita pelo Espaço de Memória do Teatro Experimental de Cascais.

O figurino aqui ao lado faz parte de uma cenografia de José de Almada Negreiros para uma peça relacionada com o mar de que agora não me lembro...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Sala Jean Genet no TEC- espaço memória-






















Cascais e os seus momentos de ouro....








Hoje, no Teatro Experimnetal de Cascais, razões várias para alguma emoção....
O espaço em si que alberga o espólio do teatro ao longo da sua imensa vida, um pequeno museu ,que vai alterando os seus cenário ao longo do tempo....
Uma pequena exposição dedicada à Sr. Dona Amélia Rey Colaço, a evocar os 20anos passados da sua morte acompanhada de uma entrvista inédita que a todos emocionou.... pertença dos arquivos da RTP Memória.

E, uma bela exposição de fotografia ," De Volta dos Teatros", que mostra os teatros que foram construídos ou recuperados no âmbito do programa "Rede Nacional de Teatros e Cine-Teatros".
Durante estes dias deixarei por aqui algumas imagens deste espaço de memória que se puderem não deixem de visitar.
( Na fotografia temos o grande actor Joõa Vasco que fez a apresentação da exposição... João com Carlos Avillez, são as almas nobres deste espaço e do Teatro Mirita Casimiro.)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Lembrar Matilde Rosa Araújo... 1921-2010


“Lembrar a infância para quê? Porquê? Que sonho nos acorda neste lembrar? É sempre, ou quase sempre, uma pungência de sentidos desperta, uma ligação com a madre que ganha o sinal das suas profundezas, a verificação de que crescer foi o entender da finitude da vida: esse acabar de deslumbramentos perante as coisas vistas pela primeira vez sem o sentido do acabar por qualquer morte.
Lembrar a infância será ter saudade do que se foi, com o peso do já ter vivido: será, recrear uma apetência insatisfeita para uma vida vivida com objectivos ideais, apetência ligada com a origem mas com a frustração do uso.”
…..
Este o excerto do prefácio de um livro de cabeceira de Matilde Rosa Araújo, INFÂNCIA LEMBRADA, que tenho usado ao longo do tempo neste espaço, quando quero pôr um dos nossos poetas a falar da sua infância, pois este livro é uma recolha de poemas sobre a infância de todos os grandes poetas portugueses...


FICOU DA INFÂNCIA A FEBRE

Ficou da infância a febre
De correr parado
Pelas estradas

Podes chamar-lhe versos
São viagens

Ficou na infância a fisga
De arremessar ao vento

Podes chamar-lhe versos
São pedradas

DE Daniel Filipe , o poema
Ilustração de Maria Keill

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Água, para refrescar...


O calor seca as palavras...
Também nem sempre são precisas.

Só a título de informação. Esta fotografia é o regresso de uma procissão de mar , no dia de S. Pedro, na praia de Buarcos.

domingo, 4 de julho de 2010

Momentos -3-

Momentos...-2-

Momentos de ouro.... -1-




Eles são a São e o Nuno....
São grandes, muito grandes....Têm um coração do tamanho do mundo para todos os que com eles privam. Amigos , família e todos os que mais venham....
Viveram uma união de facto de muitos anos que ontem resolveram registar na festa de dois amantes, que contagiam pelo amor ,a mais bonita festa de casamento que até hoje assisti.... Eu que não gosto de casórios....
Tudo muito intimista , pleno de maturidade e sensibilidade que só a sabedoria, e a idade permitem vivenciar.
Houve brincadeira, muita...
A querida noiva, aqui com um véu às três pancadas, surgido na hora de cortar o bolo, mas cheio de carga simbólica, pois foi o véu usado por Raul Solnado, no filme "As Noivas de Santo Anónio", uma metáfora ali recriada para o noivo , um devoto e grande colecionador de S. António ( com um grande OBRIGADA ao amigo João Vasco do TEC).
No momento de poesia, trancrevo uma escolha feita pelo Nuno de um pequeno fragmento.... , A Invenção do Amor, de Daniel Filipe, dedicado a`querida São....
Que a sua felicidade se eternize e viva nos nossos corações....

"Como pinho selvagem, te recebo
e amo no chão de areia ensolarado:
ingénuo efebo
deslumbrado."