segunda-feira, 18 de abril de 2011

Décima Sinfonia - Mahler

Quem diria que foi em Lisboa que Alma Mahler "degustou" os trunfos da sua vida?Há "almas" insaciáveis....



Da última sinfonia de Mahler apenas este Adagio 1º andamento, ficou práticamente terminado. No seu último ano de vida os problemas entre ele e Alma agravaram-se, o que dificultava e o levava a interromper a escrita. Os manuscritos e equissos que deixou estão recheados de comentários e desabafos relativos aos conflitos conjugais.

Em 1924. Alma (clicar) publicou os fac simile com os esquissos e partituras desta sinfonia.

Um lied que se ouve neste andamento - quando tocado num violino, pode ultrapassar os limites vocais, como a necessidade de respiração (que num cantor teria ou a amplitude vocal, podendo desenvolver a expressão dos sentimentos.

Assim foi, ontem, na Festa da Música, com a Orquestra de Bron, sob a direção musical do maestro mais emotivo que tenho visto nos últimos tempos, Leos Svárovký.

As palavras dos outros...

(por falta de galinha... há galo)
Não deixem de ler blogue O Jumento , "Semanada" e uma deliciosa estoria de um comentador, "A broa, a galinha e o Nando". Imperdível.

sábado, 16 de abril de 2011

E a festa continua... tema , DA EUROPA AO NOVO MUNDO 1883-1945


.... Tal como Dovorák tinha anunciado nos últimos anos do séc. XIX, emergem novas expressões musicais que ganham corpo sobretudo nos Estados Unidos, recorrendo às tradições afro-americanas: é a era dos blues e do jazz e de uma primeira estética de fusão, que dará origem a Copland e a Gershwin. A reação desses novos sons dá-se na Europa do 1º pós guerra (depois de 1918), com compositores como Ravel e Kurt weill, mas o movimento acentua-se depois da ascensão ao poder do nacional-socialismo em 1933, que leva ao êxodo de compositores e intérpretes, na sua maioria para a América....
Kurt Weill, Sinfonia

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Bom fim de semana... sem azares...

Acabo de receber, por mão amiga, a música que tocava quando o Titanic se afundou... e, veio-me à memória que lá em casa da nossa família, nós libertos de superstições, ouvíamos "A Ramona" em disco de 78 rotações. Obrigada João. Por acaso, a minha amiga Zé, que veio de Bruxelas defender a sua bela tese, sobre nacional-cancenotismo /cantores e cantautores, que certamente vamos ver um dia publicado com toda a propriedade e talento, não ouviu " A Ramona",contudo, ontem, foi roubada, cartão , sem código, conseguiu que lhe levassem o dinheiro todo, espera neste momento, deseperada , que a sua gestora de conta lhe explique como. Levou o carro à revisão a um lugar afastado de casa, pediu boleia a duas senhoras... que a olharam e se excusaram... E olhem que a Zé é uma bela senhora, uma das caras mais bonitas que a RTP2 teve nos anos 70. E, quase em lágrimas, dizia-me : - quero-me ir embora para BRX quanto antes, hoje, se fosse possível..., este país é uma.... E eu bem que ía com ela....

De 14 para 15 de abril de 1912, aconteceu...






Diziam os antigos, os nossos avós , que não se podia nem devia tocar a música que se estava a ouvir quando o Titanic se afundou, pois era agoirenta....

Fatos eram narrados, que tinham acontecido quando a música tocava. Sempre trágicos.

.'Titanic' Theme Song.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ontem, aconteceu. "Estados de Guerra..."

Estados de Guerra – Todos contra Todos (continuação) No ciclo de conferências das terças-feiras, comissariadas por Rui Trindade, na Culturgest, ontem foi o dia em que António Granado, antigo jornalista do Público e agora editor multimédia da RTP, nos contemplou com clareza e conhecimento de causa “Os media em estado de guerra”. O que eu suspeitava, foi ali clarificado e deixou-me um pouco aterrada com a manipulação que se vive cada dia, cada hora e cada minuto com os media em particular, no que diz respeito ao nosso torrãozinho… e em geral, pois o problema é global e antigo, Granado falou-nos dos vários tipos de guerra que se vive e que os dividiu em três partes: -1ª Uma guerra civil porque começa no seu próprio interior….constrangimentos vários têm vindo a domesticar os media, que há muito, perderam o seu papel tradicional de quarto poder. 2ª Uma guerra preventiva, que os media travam com todos aqueles que, segundo a sua visão antiquada, prejudicam o negócio, a começar pelo Google ou pelos próprios leitores, que não estão dispostos a pagar pelos conteúdos com cada vez menor qualidade 3ª – Há uma guerra de guerrilha que os media têm muitas dificuldades em travar: a guerra com os inúmeros produtores de informação que a Internet tornou possível. Para este crescimento de produtores independentes contribuiu em muito o declínio do jornalismo nos últimos anos, plasmado em intermediários como o Wikileaks, que vieram substituir os velhos gateKeepers de uma imprensa desacreditada. No suporte multimédia apresentado, foi interessante, deveras surpreendente, mostrar um exemplo com a primeira página do DN de domingo, que mostrava Sócrates numa fotografia exemplar, durante o Congresso. Não era de nenhum fotojornalista credenciado, mas assinada por um adjunto do primeiro ministro cujo nome não lembro, ou seja, feita com a “prata” da sua/nossa casa… com retoques, arranjos ao jeito do narcisismo desta “abecerragem”. Para a semana há mais...