sábado, 7 de maio de 2011

Dia da festa dedicada à criança - muro da Paz






Apesar dos dislates que a imprensa me deu a conhecer sobre a evolução na continuidade do irreverente senhor Jardim... (mais um campo de golfe com dinheiros de impresas públicas falidas ), ele não merece este nome, podia ser Silva ou Pereira, pois "jardim", único, é este da festa que não nos deixa indiferentes... Mas, "malgré tout" , encontro uma Madeira moderna e com gentes simpáticas que desfizeram a impressão menos boa, mas já diluída no tempo, dos vinte e muitos anos que passaram quando estive aqui pela pimeira vez...


Espero não vos maçar com tanta flor... o acervo é grande e a dificuldade de escolha enorme...


Obrigada aos que de boa vontade e prazer aqui passam, sem espírito de curiosodade adulterado como amiúde acontece...






























Presentinho...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Viagens na minha terra...porque voar é preciso



“Porque, enfim, para quê o viajar? Todos os filósofos e todos os donos de hotéis são unânimes em dizer que se viaja para ver o que há de interessante no Mundo. Ora, no Mundo, só há de interessante, verdadeiramente, o Homem e a vida. Mas para gozar a vida duma sociedade é necessário fazer parte dela e ser um actor no seu drama: de outro modo , uma sociedade não é mais do que uma sucessão de figuras sem significação que nos passa diante dos olhos.”

A correspondência de Fradique Mendes

Por isso aqui vou eu…não de comboio mas apanhar já o avião porque voar é preciso…
Vou rechear a minha mala “Mary Poppins”com os bens essenciais de entretenimento e um destes dias apareço…

domingo, 1 de maio de 2011

Mães e filhos ...

Pintura de Ederick Richardson



"... A vida das crianças reforma os meses que sonham os meses. Elas entram nos meses. Elas entram nos meses e envenenam-lhes o espírito de meses. E os meses rolam, cantadores, para dentro de uma terrível eternidade.

As crianças alimentam a solidão da terra.

A existência das crianças cresce contra roseiras azuis, e toma o seu azul, e fala depois esse obscuro idioma do azul.

As crianças param no meio das folhas. Destroem o jardim numérico.

As crianças ultrapassam a idade que as ultrapassa a elas.

As crianças são o instante onde as liras e os dedos são uma única rosa."


Herberto Hélder, in Poesia



Assim penso as crianças que são os nossos filhos.

Saúdo as Mães que podem festejar este dia...

Gosto da associação deste dia ao dia do trabalhador...

Há coincidências felizes, pois as mães foram e são "obreiras"incansáveis e nem sempre reconhcidas, pelo que a luta deve sempre continuar.





E, já em Maio... com música

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Campo Grande... tudo pode acontecer, e aconteceu...





Não, por Lisboa não acontecem só trombas de água e quedas de granizo, mas coisas muito melhores, que em vez de desarranjos e prejuízos causam emoção e
aquecem a alma .
Amanhã a exposição do espólio da poetisa Sophia de Mello Breyner, que se encontra na Biblioteca Nacional, terá o seu último dia e hoje foi explicada, passo a passo pela sua filha Maria, também poeta. Emoção, porque partilhámos a intimidade e a personalidade de Sophia pelo elo familiar. Coisas simples e belas.
Reproduzo aqui um escrito solto, que estava num mural e que apesar de ser dos anos 60 o considero atual. Aqui vai.

Aos pobres de Portugal é costume dizer: "Tenham paciência". Mas na verdade devemos dizer:" Não tenham paciência:"
Devemos pedir ao povo português que procure o caminho de uma "impaciência pacífica", que se exprima e combata sem violência, mas com teimosia e firmeza.

Pintura de Renat Ferrari, Comppaixão


Bom fim de semana.

(ainda não percebi, porque de quando em quando , fica este espaço enorme em branco no post.
Se alguém souber, agradeço ajuda. :)) )



























Há 37 anos...
















Revolução


Como casa limpa

Como chão varrido

Como porta aberta



Como puro início

Como tempo novo

Sem mancha num início



Como página em branco

Onde o poema emerge


Como arquitectura eterna

Do homem que ergue sua habitação.


Poema de Sophia Melo Breyner, escrito a 27 de Abril de 1974