terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Lou Reed and Luciano Pavarotti Perfect Day 2001

O olhar dos outros... Não são influências da conjuntura mas descobertas minhas...



                                                                  Sense of Space, 1962 e Miss Mao, de Gao-Brothers



A complicada abundância da nossa civilização material, as nossas máqinas, os nossos telefones, a nossa luz elétrica, tem-nos tornado intoleravelmente pedantes: estamos prontos a declarar desprezível uma ralça, desde que ela não saiba frabicar pianos Erard; e se algures um povo que não possua, como nós, o talento de compôr óperas cómicas consideramo-lo ipso facto votado para sempre à escravidão...

Eça de Queirós


Cartas de Inglaterra

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O olhar dos outros...





A arte oferece-nos a única possibilidade de realizar o mais legítimo desejo da vida - que é não ser apagada de todo pela morte. Agora que o espírito, tendo uma consciência mais segura do universo, se recusa a crer na capciosa promessa das religiões de que ele não acabará inteiramente, e irá ainda, em regiões de azul ou de fogo, continuar a sua existência pelo êxtase ou pela dor - a única esperança que nos resta de não morrermos absolutamente como as couves é a fama, essa imortalidade relativa que só dá a arte.


Eca de Queirós

Fotografias de Aleix Plademunt, fotógrafo catalão


Estudante de Direito processa Facebook ...



Cuidem-se...

sábado, 7 de janeiro de 2012

As comadres e as in - verdades...

De repente, não sei porque razão, todos os senhores começaram a assumir a sua pertença às diferentes lojas maçónicas...
Dei comigo , ontem, numa situação de social, onde fui apresentada a pessoas, que , espontâneamente e entre conversas curtas se assumiram como maçons como se fosse um "status"...
Pergunto-me e aceito respostas...
Porque não se fala nos senhores que pertencem à Opus Dei?

Filhos de um" deus "maior...








Samuel, no seu "Cantigueiro", recordou-me esta senhora da música portuguesa...





Letra e música de Pedro Osório.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Bom fim de semana... neste país a beira-mar plantado e com um sol que nem todos merecem...



Como Pedro Osório disse, " como último trabalho que farei, não saberia fazer melhor..."
Com ele tocam seus filhos Luís e André e a nora Inês.

Aconteceu o que se esperava... Pedro Osório partiu...



Parafraseando Rui Vieira Nery, citando Lopes Graça, "os mortos irão ao nosso lado"... E assim será...
Pedro Osório, sendo desde sempre nosso conhecido, veio até mim através de um dos seus grandes amores e mãe do seu filho Luís, a Zé.
A Zé, foi a ex-companheira que com ele partilhou os últimos momentos que lhe foram possíveis, nos últimos dois anos ,devido à sua atividade profissional.
Em Abril encontramo-nos todos na UA, onde a Zé Guerra defendeu magistralmente a sua tese de mestrado, sobre um assunto que até agora não tinha sido trabalhado, Do "nacional-cançonetismo" aos "cantautores". Uma Guerra de Cantigas ( 1968-1974) e que espero que em memória do Pedro possa vir a ser publicado , pois, para isso foi convidada.
A Zé não poderia estar mais bem rodeada para trabalhar tal tema ... Algumas "flores" da música portuguesa apoiaram-na e esclareceram lhe dúvidas...
Assim foi...

Dedico este trabalho ao Pedro que me deu a conhecer o mundo das cantigas nos anos vibrantes do final da ditadura, ao Luís para me fazer perdoar as noites de sonos perturbados atrás das cortinas dos palcos deste país e à Inês que veio até nós com a tranquilidade das coisas naturais.


*Inês, nora de Pedro . E há também o belo filho André, que perdeu a mãe há um ano, bem na flor da idade . Todos participaram no último trabalho de Pedro Osório.
Que sejam felizes...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Mozart l'Opéra Rock 14. Le bien qui fait mal (sub español)

Dualidades...


Pintor naif, Ronaldo Mendes

Sabendo dos malefícios da "inatividade", causa de mal fazer aos outros e a si próprio, gostei do excerto do livro com que estou entre mãos e espero mais logo chegar ao fim...


"... formulava Theodor a hipótese de que o bem e o mal têm origem na inatividade e no tédio, e que, portanto, a atividade concreta, especializada, dirigida individualmente, provocava, pelo contrário, uma atitude moralmente neutra em relação ao mundo; a atividade - o trabalho propriamente dito - poderia ser, então, a forma de evitar os grandes horrores, os grandes massacres da História, aceitando-se, porém, ao mesmo tempo, que também assim desapareceriam as condições para o surgir de grandes ações e de homens santos. Sendo no entanto, para Theodor, de uma absoluta evidência a reduzida importância dos atos bons, quando considerados num tempo longo, ao contrário dos atos de maldade pura, que se haviam transformado no verdadeiro motor da História....

... A santidade, historicamente, não funcionava, e tal era, para ele, naquele momento, uma descoberta importante. O progresso depende apenas da velocidade do mal e das respostas que este provoca, murmurava para si próprio.



(Theodor, é psiquiatra... )


In, Jerusalém, de Gonçalo M. Tavares

...."

O fim da festa...



Os Reis Magos vão-se( acon)chegando...

E, um, dois, três, que para o ano cá estaremos outra vez...