quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Leituras... to be or not to be...
Segundo nos diz um velho texto chinês, «os antigos soberanos utilizavam os ritos para dirigirem as vontades, a música para unirem as vozes, as leis para unificarem as ações, os castigos para eliminarem as dissonâncias.Os ritos, a música, as leis, os castigos, tinham por fim unir as almas, banir as desordens, realizar o equilíbrio».
In, Para a História da Maçonaria em Portugal, 1913-1935, em que os maçons portugueses viveram alguns dos seus anos mais agitados, culminando no célebre decreto-lei 1901, que proibia as Sociedades Secretas em Portugal.
E ainda uma não notícia... :)) AQUI
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
O olhar dos outros... Não são influências da conjuntura mas descobertas minhas...
Sense of Space, 1962 e Miss Mao, de Gao-Brothers A complicada abundância da nossa civilização material, as nossas máqinas, os nossos telefones, a nossa luz elétrica, tem-nos tornado intoleravelmente pedantes: estamos prontos a declarar desprezível uma ralça, desde que ela não saiba frabicar pianos Erard; e se algures um povo que não possua, como nós, o talento de compôr óperas cómicas consideramo-lo ipso facto votado para sempre à escravidão...
Eça de Queirós
Cartas de Inglaterra
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
O olhar dos outros...


A arte oferece-nos a única possibilidade de realizar o mais legítimo desejo da vida - que é não ser apagada de todo pela morte. Agora que o espírito, tendo uma consciência mais segura do universo, se recusa a crer na capciosa promessa das religiões de que ele não acabará inteiramente, e irá ainda, em regiões de azul ou de fogo, continuar a sua existência pelo êxtase ou pela dor - a única esperança que nos resta de não morrermos absolutamente como as couves é a fama, essa imortalidade relativa que só dá a arte.
Eca de Queirós
Fotografias de Aleix Plademunt, fotógrafo catalão
Fotografias de Aleix Plademunt, fotógrafo catalão
domingo, 8 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
As comadres e as in - verdades...
De repente, não sei porque razão, todos os senhores começaram a assumir a sua pertença às diferentes lojas maçónicas...Dei comigo , ontem, numa situação de social, onde fui apresentada a pessoas, que , espontâneamente e entre conversas curtas se assumiram como maçons como se fosse um "status"...
Pergunto-me e aceito respostas...
Porque não se fala nos senhores que pertencem à Opus Dei?
Filhos de um" deus "maior...
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Bom fim de semana... neste país a beira-mar plantado e com um sol que nem todos merecem...
Como Pedro Osório disse, " como último trabalho que farei, não saberia fazer melhor..."
Com ele tocam seus filhos Luís e André e a nora Inês.
Aconteceu o que se esperava... Pedro Osório partiu...

Parafraseando Rui Vieira Nery, citando Lopes Graça, "os mortos irão ao nosso lado"... E assim será...
Pedro Osório, sendo desde sempre nosso conhecido, veio até mim através de um dos seus grandes amores e mãe do seu filho Luís, a Zé.
A Zé, foi a ex-companheira que com ele partilhou os últimos momentos que lhe foram possíveis, nos últimos dois anos ,devido à sua atividade profissional.
Em Abril encontramo-nos todos na UA, onde a Zé Guerra defendeu magistralmente a sua tese de mestrado, sobre um assunto que até agora não tinha sido trabalhado, Do "nacional-cançonetismo" aos "cantautores". Uma Guerra de Cantigas ( 1968-1974) e que espero que em memória do Pedro possa vir a ser publicado , pois, para isso foi convidada.
A Zé não poderia estar mais bem rodeada para trabalhar tal tema ... Algumas "flores" da música portuguesa apoiaram-na e esclareceram lhe dúvidas...
Assim foi...
Dedico este trabalho ao Pedro que me deu a conhecer o mundo das cantigas nos anos vibrantes do final da ditadura, ao Luís para me fazer perdoar as noites de sonos perturbados atrás das cortinas dos palcos deste país e à Inês que veio até nós com a tranquilidade das coisas naturais.
*Inês, nora de Pedro . E há também o belo filho André, que perdeu a mãe há um ano, bem na flor da idade . Todos participaram no último trabalho de Pedro Osório.
Que sejam felizes...
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