segunda-feira, 20 de agosto de 2012
É o que tenho para vós... mas é muito bom...
O calor , por aqui, não mata mas amolenta...
Boa semana.
domingo, 19 de agosto de 2012
De massacre em massacre a vida continua com repetições históricas....
Há 4 dias o massacre inesperado(?) dos mineiros na África do Sul.... Ali, à má fila.
Há 76 anos foi assassinado Frederico Garcia Lorca. Pre-me-di-ta-da-men-te.
É VERDADE
Ai que tormento me custa
querer-te como te quero!
Por teu amor dói-me o ar,
o coração
e o chapéu.
Quem me compraria a mim
este anel que aqui tenho
e esta tristeza de linho
branco, para fazer lenços?
Ai que tormento me custa
querer-te como te quero
In, Obra Poética, Frederico Garcia Lorca ( De Canções)
sábado, 18 de agosto de 2012
As palavras dos outros...
( Este dado, clicando, mexe...)
- As duas Bertas: a forte e a magrinha
Esta é mais uma estória para adultos, embora pareça destinada a crianças, pela infantilidade que nela está implícita. São assim, porém, os tempos que correm, pelos vistos.
Anunciaram as gazetas que o sr. Mario Draghi iria apresentar uma “bazooka” para pôr termo aos ataques ao euro por parte dos especuladores. Os meus compatriotas alemães encheram-se de brio, ...
e traduziram o termo para o idioma de Goethe e de Hitler: “bazooka” passou a ser “dicke Bertha”, que o mesmo é dizer “Berta, a forte”.
Para os meus leitores que não percebam esta alusão, a “dicke Bertha” era um canhão enorme, inventado pelo sr. Krupp, para ser usado, na primeira Guerra Mundial, contra a França. Era tão pesado que foi preciso transportá-lo pela via férrea. Levado até aos arredores de Paris, a 100 km de distância, começou a destruir a capital dos Franceses, disparando uns obuses gigantescos, que produziam um estrondo medonho. Aquilo dava um tiro... e um prédio inteiro vinha abaixo.
Ora talvez seja conveniente acrescentar um pequeno pormenor acerca da genialidade criativa do sr. Kupp, o inventor do prodígio, como já sabemos. O bom homem tinha o escritório por cima da cavalariça. E sempre que um cavalo largava uma bosta, as narinas do industrial do Vale do Ruhr, lá em cima, captavam-lhe o odor, que lhe subia ao cérebro, inspirando-o a conceber um novo canhão.
Então é fácil de concluir que, por baixo da “dicke Bertha”, tem que estar uma monumental cagada.
Pois muito bem: regressando aos tempos de agora, os media, incluindo “Der Spiegel”, semanário que se publica em Hamburgo, foram à conferência de imprensa do sr. Draghi... a tal em que ia ser anunciada a super arma... e tiveram que concluir, desiludidos, que aquilo não era nada que se parecesse com a “dicke Bertha”. Só podia ser a “dünne Bertha”, ou seja, uma Berta magrinha.
Moral da estória: um banqueiro com os modos aristocráticos do italiano Draghi jamais poderia atingir a genialidade brutal de um Krupp. Quem ler a fonte que citei (“Der Spiegel” de 06.07.12) irá perceber como os agentes dos Alemães, soberbo gado, se encarregaram de manipular os cavalos, provocando-lhes prisão de ventre... digamos assim, para retomar a bestial imagem de gente que se julga muito “esperta”.
Texto de Jaime Ferreira da Silva," amigo"facebokiano"
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
"OUVER".... e bom fim de semana
E ainda... façam uma drenagem do que é negativo. Pense no negativo meia hora por dia - e não mais- escrevendo-o ajuda a manter a sua mente limpa o resto do dia. É muito importante não reler o que se escreveu...
Sem título...
Dê a quem ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar
Dalai Lama
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Almoço de 15 de Agosto... Todas as memórias possíveis, incluindo o filme de Gianni....
Inesquecível.... O filme, o ter conhecido Gianni no Estoril Festival Film há 4 anos, a precaridade para construir este filme...
As suas e as minhas memórias....
A sesta de cada um...
Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.
Inútil você resistir
ou mesmo suicidar-se.
Não se mate, oh não se mate,
Reserve-se todo para
as bodas que ninguém sabe
quando virão,
se é que virão.
O amor, Carlos, você telúrico,
a noite passou em você,
e os recalques se sublimando,
lá dentro um barulho inefável,
rezas,
vitrolas,
santos que se persignam,
anúncios do melhor sabão,
barulho que ninguém sabe
de quê, praquê.
Entretanto você caminha
melancólico e vertical.
Você é a palmeira, você é o grito
que ninguém ouviu no teatro
e as luzes todas se apagam.
O amor no escuro, não, no claro,
é sempre triste, meu filho, Carlos,
mas não diga nada a ninguém,
ninguém sabe nem saberá.”
(Poema: Drummond, PINTURA, A Sesta (1890) de Van Gogh)
A Sesta , Janeiro de 1890. durante todo o tempo da sua reclusão no asilo de Saint-Paul.à falta de modelos e não podendo suportar a provação que para ele eram saídas do asilo, Vincent recorre a gravuras de mestres : é assim que copia Rembrandt, Delacroix, Doré. Aqui foi uma gravura de Lavielle de As Quatro horas da Tarde, de Millet, que utilizou
In, Van Gogh, a luz e a cor. de Pascal Bonafoux
terça-feira, 14 de agosto de 2012
A vida e a morte, lado a lado...
A montagem foi feita por mim, mas surpreendentemente estas duas lojas estavam lado a lado em 2011....
A morte e a vida lado a lado...
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Poema do dia.... "AMOR"
Goya, Mulher Nua
Amor o teu rosto à minha espera, o teu rosto
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são finas e claras, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre as folhas da olaia.
entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.
José Luís Peixoto, in "A Casa, A Escuridão
Amor o teu rosto à minha espera, o teu rosto
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.
as tuas mãos são finas e claras, vês-me
sorrir, brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre as folhas da olaia.
entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.
hoje compreendo os rios. a idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.
José Luís Peixoto, in "A Casa, A Escuridão
domingo, 12 de agosto de 2012
Amanhã já é outro dia...
Como dizia hoje numa entrevista ao jornal Público Alberto Vaz da Silva, sobre a forma como não se deve ver o mar, por ser angustiante," é estar mortalmente triste, ou quando se tem luto na alma".
Fui contente e vim feliz...Mas, não deixei de pensar no" mexilhão", que cada vez está mais lixado.
Lá para o outono o mar vai bater com mais força... (reticências)
*
Não era senhora que eu queria, mas direitos de autor "oblige"
Numa simples noite de agosto... bom domingo
A Noite Estrelada sobre o Ródano, pintada em setembro de 1889, é, para Vincent que descobriu em Arles o poder da luz, um desafio à pintura e a ilustração de uma fantasia.
Um ano antes escrevia ao irmão: "A visão das estrelas faz-me sempre sonhar, tão simplesmente como me fizeram sonhar os pontos negros que representam no mapa cidades e aldeias. (...) Se apanhamos o comboio para nos dirigirmos a Tarascon ou Ruão. apanhamos a morte para ir para uma estrela."In, Van Gogh, a luz e a cor, de Pascal Bonafoux
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Praia do Tempo - poema do dia...
Que destino nos levou -
Tu e eu sem lei nem fé -
Até à praia do tempo,
Sorvendo cirros sem cor,
Solitários entre o vento
No refluir da maré,
A minha na tua boca
Mordendo a dor que beijou?
Poema de Urbano Tavares Rodrigues, 1948
Tu e eu sem lei nem fé -
Até à praia do tempo,
Sorvendo cirros sem cor,
Solitários entre o vento
No refluir da maré,
A minha na tua boca
Mordendo a dor que beijou?
Poema de Urbano Tavares Rodrigues, 1948
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