domingo, 19 de agosto de 2012

De massacre em massacre a vida continua com repetições históricas....



Há 4 dias o massacre inesperado(?) dos mineiros na África do Sul.... Ali, à má fila.
Há 76 anos foi assassinado Frederico Garcia Lorca. Pre-me-di-ta-da-men-te.

É VERDADE

Ai que tormento me custa
querer-te como te quero!

Por teu amor dói-me o ar,
o coração 
e o chapéu.

Quem me compraria a mim
este anel que aqui tenho
e esta tristeza de linho
branco, para fazer lenços?

Ai que tormento me custa
querer-te como te quero

In, Obra Poética, Frederico Garcia Lorca ( De Canções)

Leituras breves...

«Toda a felicidade é uma inocência», diz Alexis. Adriano diz: «Toda a felicidade é uma obra-prima», o que não é bem a mesma coisa, mas é da mesma ordem. 

sábado, 18 de agosto de 2012

As palavras dos outros...

                                                      ( Este dado, clicando, mexe...)                                                                                                               

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

"OUVER".... e bom fim de semana




  • E ainda... façam uma drenagem do que é negativo. Pense no negativo meia hora por dia - e não mais- escrevendo-o ajuda a manter a sua mente limpa o resto do dia. É muito importante não reler o que se escreveu...

    Sem título...


    Dê a quem ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar

    Dalai Lama

    Bernardo Sassetti...

    quarta-feira, 15 de agosto de 2012

    Almoço de 15 de Agosto... Todas as memórias possíveis, incluindo o filme de Gianni....




    Inesquecível.... O filme, o ter conhecido Gianni no Estoril Festival Film há 4 anos, a precaridade para construir este filme...
    As suas e as minhas memórias....

    A sesta de cada um...



    Carlos, sossegue, o amor
    é isso que você está vendo:
    hoje beija, amanhã não beija,
    depois de amanhã é domingo
    e segunda-feira ninguém sabe
    o que será.
    Inútil você resistir
    ou mesmo suicidar-se.
    Não se mate, oh não se mate,
    Reserve-se todo para
    as bodas que ninguém sabe
    quando virão,
    se é que virão.
    O amor, Carlos, você telúrico,
    a noite passou em você,
    e os recalques se sublimando,
    lá dentro um barulho inefável,
    rezas,
    vitrolas,
    santos que se persignam,
    anúncios do melhor sabão,
    barulho que ninguém sabe
    de quê, praquê.
    Entretanto você caminha
    melancólico e vertical.
    Você é a palmeira, você é o grito
    que ninguém ouviu no teatro
    e as luzes todas se apagam.
    O amor no escuro, não, no claro,
    é sempre triste, meu filho, Carlos,
    mas não diga nada a ninguém,
    ninguém sabe nem saberá.”
    (Poema: Drummond, PINTURA,  A Sesta (1890) de Van Gogh)

    A Sesta , Janeiro de 1890. durante todo o tempo da sua reclusão no asilo de Saint-Paul.à falta de modelos e não podendo suportar a provação que para ele eram saídas do asilo, Vincent recorre a gravuras de mestres : é assim que copia Rembrandt, Delacroix,  Doré. Aqui foi uma gravura de Lavielle de As Quatro horas da Tarde, de Millet, que utilizou

    In, Van Gogh, a luz e a cor. de Pascal Bonafoux

    terça-feira, 14 de agosto de 2012

    A vida e a morte, lado a lado...


































    A montagem foi feita por mim, mas   surpreendentemente estas duas lojas estavam lado a lado em 2011....
    A morte e a vida lado a lado...
    Uma já desapareceu... Adivinham qual?

    segunda-feira, 13 de agosto de 2012

    Poema do dia.... "AMOR"

                                                                         Goya, Mulher Nua
    Amor o teu rosto à minha espera, o teu rosto
    a sorrir para os meus olhos, existe um
    trovão de céu sobre a montanha.

    as tuas mãos são finas e claras, vês-me
    sorrir, brisas incendeiam o mundo,
    respiro a luz sobre as folhas da olaia.

    entro nos corredores de outubro para
    encontrar um abraço nos teus olhos,
    este dia será sempre hoje na memória.

    hoje compreendo os rios. a idade das
    rochas diz-me palavras profundas,
    hoje tenho o teu rosto dentro de mim.
    José Luís Peixoto, in "A Casa, A Escuridão


    domingo, 12 de agosto de 2012

    Amanhã já é outro dia...




    Sonhos numa tarde de verão na melhor praia dos arredores... Guincho. 
    Como dizia hoje numa entrevista ao jornal Público Alberto Vaz da Silva, sobre a forma como não se deve ver o mar, por ser angustiante," é estar mortalmente triste, ou quando se tem luto na alma".
    Fui contente e vim feliz...Mas, não deixei de pensar no" mexilhão", que cada vez está mais lixado.
    Lá para o outono o mar vai bater com mais força... (reticências)
    *
    Não era senhora que eu queria, mas direitos de autor "oblige"

    Numa simples noite de agosto... bom domingo


    • A Noite Estrelada sobre o Ródano, pintada em setembro de 1889, é, para Vincent que descobriu em Arles o poder da luz, um desafio à pintura e a ilustração de uma fantasia.
      Um ano antes escrevia ao irmão: "A visão das estrelas faz-me sempre sonhar, tão simplesmente como me fizeram sonhar os pontos negros que representam no mapa cidades e aldeias. (...) Se apanhamos o comboio para nos dirigirmos a Tarascon ou Ruão. apanhamos a morte para ir para uma estrela.
      In, Van Gogh, a luz e a cor, de Pascal Bonafoux

    sexta-feira, 10 de agosto de 2012

    Praia do Tempo - poema do dia...

    Que destino nos levou -
    Tu e eu sem lei nem fé -
    Até à praia do tempo,
    Sorvendo cirros sem cor,


    Solitários entre o vento
    No refluir da maré,
    A minha na tua boca
    Mordendo a dor que beijou?

    Poema de Urbano Tavares Rodrigues, 1948