sábado, 8 de dezembro de 2012

Bom fim de semana...

A norte, neva... Ao centro e sul um um doce quente/frio, num país em que o sol pode a.judar a retemperar a almas.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Mitos...EUROPA era uma princesa fenícia.... e...








O Rapto de Europa, de François Boucher (1732-34) e em exposição na Gulbenkian , AS IDADES DO MAR.   CLICAR NAS IMAGENS para aumentar, vale a pena.

O rapto de Europa, de Ticiano Vecellio (1559-1562)


Europa e o Touro, de Carl Milles (1935)

Zeus e Europa, de Alexandru Radvan (2004)

Europa (do grego Ευρώπη, Eurôpê) era uma princesa fenícia que foi raptada por Zeus na forma de um touro e levada para Creta, onde se tornou mãe do rei Minos e deu seu nome ao continente europeu.
Seu nome pode ser interpretado em grego como "rosto largo", referindo-se à lua como uma antiga deusa lunar,mas esta pode ser uma etimologia popular: Ernest Klein sugere uma origem semítica no acadiano erebu "pôr-se" (em referência ao sol), ou seja, "Ocidente".

O MITO, AQUI


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

As Curvas de Niemeyer..... "A gente não pode parar de sonhar, senão as coisas não acontecem"....



"Porquê tanto ódio se a vida é um sopro".... Disse o arquiteto visionário  Oscar Niemeyer
que ontem deixou este mundo e o seu, pleno de curvas.

104 anos. Será de lamentar ou de  festejar tão grande e rica longevidade?
Lembro que aos 23 anos vi partir uma avó que tinha 103 anos.
Filhos e netos não choravam . Havia um sorriso entre todos que na altura me impressionou.
Até que alguém disse . "estamos a festejar e não a lamentar".... 
E, encontrei um certo sentido para a morte a partir dos 100 anos de idade..

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Joaquim Benite, "fazedor" de teatro e de cultura


O teatro e a vida que se foi... Joaquim Benite

"Todo o fantasma, toda a criatura de arte, para existir, deve ter o seu drama, ou seja, um drama do qual seja personagem e pelo qual é personagem. O drama é a razão de ser do personagem; é a sua função vital: necessária para a sua existência."

Pirandello

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A Barbearia do Senhor Luís e o concurso de Natal de 2012..,


Como o tempo passa depressa... 
Ainda há um ano estávamos a cumprir o ritual que o Senhor Luís da Barbearia  (ver aqui) impôs à nossa criatividade 
e.... felizmente cá estamos de novo para satisfazer o bichinho da criatividade e o desejo de ser premiado.
Sim, porque ninguém pode dizer que não sonha ou sonhou com os seus 5 minutos de glória...

 A minha fundamentação para o tema deste ano , "a estrela do presépio", é que a dita ilumine os espíritos  bacocos desta Europa sem luz nem cor e que faça retornar logo que possível  os jovens do nosso.. descontentamento...


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Boa semana....







TUA ESPIA

Sou tua espia
Sou tua neta
Tua vigia

Sou tua asa
Sou tua guia
Tua passagem

Crio-te a fresta
Abro-te a porta
Teço-te a aura


                                        Poema de Maria Teresa Horta, 
in, as escolhas de Mário Silva, na sua Torre de Babel

domingo, 2 de dezembro de 2012

Estado de choque... Afinal acabou mesmo a Câmara Clara...


"Já"
já tentaste praticar o bem
fazendo o mal?
já tentaste praticar o mal 
fazendo o bem?
já tentaste praticar o mal
fazendo mal?
já tentaste praticar o bem
não fazendo nada?
já tentaste praticar o mal
fazendo tudo?
já tentaste praticar tudo
não fazendo nada?
e o contrário, já tentaste?
já?
seja qual for a tua resposta,
não sei o que te diga.

De Alberto Pimenta, no Expresso de 1/12/2012

3Pianos - Bolero (Maurice Ravel).... bom domingo


sábado, 1 de dezembro de 2012

1º de dezembro, frio, memórias de infância e a poesia de Augusto Gil



Balada de Neve


Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.



É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…


Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.


Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!


Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…



Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…


E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…


Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…


E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.


Augusto  Gil 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

" A ingratidão dos países, tal como a das pessoas, é acompanhada, quase sempre, pela falta de memória" "