sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
O cheiro e a visão... Simbiose perfeita...
Gosto muito deste quadro de Amadeu de Souza Cardoso...
Também de castanhas assadas e compradas na rua.
Uma simbiose perfeita que queria aqui ter deixado já há algum tempo.
Um dia radioso... Assim começa o inverno, sem mundo a desabar e TAP a privatizar...
" Na vida nunca se deveria cometer duas vezes o mesmo erro. Há bastante por onde escolher"
Bertand Russell, hoje, ESCRITO NA PEDRA
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Eles nem sabem nem sonham...
Cá por casa, tudo começou com estes dois aviõezinhos.... Uma brincadeira que sobrevoava os pratos de sopa... e tudo o mais... numa longa espera pelo fim da refeição.
A brincadeira passou a sonho. O sonho voou alto, muito alto... e tornou-se realidade.
Até que, há nove anos, vestiu a camisola da TAP. De galão em galão, subiu ainda mais alto...
Amanhã o que pensará o António?
Conversas adiadas...
Até que, há nove anos, vestiu a camisola da TAP. De galão em galão, subiu ainda mais alto...
Amanhã o que pensará o António?
Gato, gatinho, gatarrão...
O bichano que ainda não posso ter...
Andava a pensar arranjar um gato para companhia e outras ronronices...
Muitas ideias, solidariedade para quando me ausentasse, até que alguém me disse e atempadamente...
- Olhe, Ana, se quer ter um gato, tem que ter cuidado com as janelas, pois eles saltam.... e, vai estatelar-se no meio do chão e depois chora....
Ora acontece que moro num 5º andar e a partir da primavera as janelas estão sempre abertas quase o dia todo....
Só no inverno dou pausa ao abrir e fechar das mesmas.
Resumindo. A minha ausência de "maturidade"para tal esforço faz-me adiar tal aquisição para outras calendas... Quem sabe, se a velhice me leva a ter janelas fechadas em detrimento de um adorável bichano ...
Na altura em que Raymond Chandler criou a personagem de Philip Marlowe, que lhe daria fama e fortuna e faria dele um dos mais populares autores de literatura policial do mundo, tinha um belo gato persa de cor negra e pêlo longo e farto.
Várias vezes Chandler se fez fotografar com o seu gato persa ao colo e com o cachimbo na boca, contribuindo ambos para compor uma imagem que o tempo não apagou.
Há entretanto, quem diga que foi o persa preto que o inspirou na construção de muitos dos enredos e dos casos que o astuto Marlowe acabou por solucionar.
O gato nunca se pronunciou acerca disso. E o escritor também não. Talvez só Marlowe fosse capaz de deslindar este mistério que ajuda a fazer o fascínio da pr´pria literatra.
In,Amados Gatos, de José Jorge Letria, Oficina do Livro
Fotogrtafia de João Viana e um dos seus muitos gatos....
Andava a pensar arranjar um gato para companhia e outras ronronices...
Muitas ideias, solidariedade para quando me ausentasse, até que alguém me disse e atempadamente...
- Olhe, Ana, se quer ter um gato, tem que ter cuidado com as janelas, pois eles saltam.... e, vai estatelar-se no meio do chão e depois chora....
Ora acontece que moro num 5º andar e a partir da primavera as janelas estão sempre abertas quase o dia todo....
Só no inverno dou pausa ao abrir e fechar das mesmas.
Resumindo. A minha ausência de "maturidade"para tal esforço faz-me adiar tal aquisição para outras calendas... Quem sabe, se a velhice me leva a ter janelas fechadas em detrimento de um adorável bichano ...
Na altura em que Raymond Chandler criou a personagem de Philip Marlowe, que lhe daria fama e fortuna e faria dele um dos mais populares autores de literatura policial do mundo, tinha um belo gato persa de cor negra e pêlo longo e farto.
Várias vezes Chandler se fez fotografar com o seu gato persa ao colo e com o cachimbo na boca, contribuindo ambos para compor uma imagem que o tempo não apagou.
Há entretanto, quem diga que foi o persa preto que o inspirou na construção de muitos dos enredos e dos casos que o astuto Marlowe acabou por solucionar.
O gato nunca se pronunciou acerca disso. E o escritor também não. Talvez só Marlowe fosse capaz de deslindar este mistério que ajuda a fazer o fascínio da pr´pria literatra.
In,Amados Gatos, de José Jorge Letria, Oficina do Livro
Fotogrtafia de João Viana e um dos seus muitos gatos....
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Leituras breves...
O velho e o mar
Qui 13 Dezembro 2012
Até me fica mal dizer isto, mas confesso que, de quando em quando, chego a ter pena do professor Cavaco. O vetusto presidente passa a maior parte do tempo mudo e quedo, decerto em reflexão, tão profunda quando inócua, sobre o mundo e o país que ajudou a criar. E é um deus-nos-acuda: que ele não diz nada quando deve dizer; que só fala a propósito de minudências como o estatuto dos Açores ou a vulnerabilidade do correio electrónico; ou ainda que, tal como a polícia e os maridos enganados, o presidente só aparece quando não é preciso.
E se, vez por outra, o homem quebra o silêncio, é outro ai-jesus. Porque, dizendo, acabou por nada dizer, ou porque disse o que não devia ter dito, ou porque muito simplesmente não disse coisa com coisa, o que, aliás, já começa a ser um hábito.
Recentemente, o presidente Cavaco Silva voltou a falar, o que serviu para ficarmos todos a saber que ainda não morreu. Falou no dia da greve geral, para dizer que ia trabalhar, e numa entrega de prémios a jornalistas, onde até tentou fazer uma piada. Não resultou, mas conta a intenção.
Falou, ainda, num congresso de comunicações, para, entre outras coisas, exortar os portugueses a «ultrapassar o estigma que afastou Portugal do mar, da agricultura e da indústria.» Assim mesmo. Não disse, mas a gente sabe, que esse estigma foi ele próprio quem no-lo lançou –quando, nos anos que se seguiram à entrada do nosso País no mercado comum, se empenhou com grande zelo em cumprir e fazer cumprir as ordens de Bruxelas no sentido de desmantelar o tecido produtivo nacional.
Durante anos (sobretudo naqueles em que Cavaco Silvafoi primeiro-ministro), agricultores receberam (muito) dinheiro para deixar as terras ao abandono, centenas de fábricas foram encerradas em nome da«competitividade», a frota pesqueira foi metodicamente abatida para satisfazer os desejos das grandes potências europeias.
Ao mesmo tempo, a saborosa fruta dos nossos pomares foi obrigada a normalizar-se segundo os «padrões europeus», os jaquinzinhos passaram à clandestinidade e o seu consumo começou a ser visto como uma espécie de pedofilia piscícola, e até o vinho-a-martelo ganhou estatuto legal –tudo para mostrar à «Europa» que merecíamos ser acolhidos no seu seio farto.
Foram, ainda assim, bastantes as vozes que então se fizeram ouvir e que tentaram, debalde, fazer ver aos incautos que todo esse delírio alegadamente modernizador teria um preço. Estamos agora a pagá-lo.
Por tudo isto, não deixa de ser curioso que seja, hoje, Cavaco Silva a incitar os portugueses a ultrapassar o estigma que tem o seu nome e a sua marca. Poderia pensar-se que se trata de um saudável exercício de autocrítica, mas era exigir demais e o pobre não tem estudos para tanto.
Por tudo isto, não deixa de ser curioso que seja, hoje, Cavaco Silva a incitar os portugueses a ultrapassar o estigma que tem o seu nome e a sua marca. Poderia pensar-se que se trata de um saudável exercício de autocrítica, mas era exigir demais e o pobre não tem estudos para tanto.
De Marx, receio que o presidente apenas conheça algumas citações avulsas do mano Groucho e um ou outro trejeito de Harpo. Mas, de Hemingway, suspeito que nem um parágrafo lhe tenha, alguma vez, causado qualquer emoção. Fosse o presidente um homem de outras leituras para lá dos diversos tomos de relatórios-e-contas que já lhe terão passado pela ponta dos dedos, e admitiria vislumbrar um assomo de arrependimento no seu apelo.
Pode dar-se o caso, também, de Cavaco ter a esperança de que, regressando ao mar, a maioria de nós já não volte. Afinal, o ministro Gaspar e os outros têm-se esforçado em fazer tudo para que a vida dos portugueses se torne ainda mais insuportável do que já era. Se uns quantos optarem por se atirar ao mar, sempre são uns cobres que se poupam nos funerais. Isto, pelo menos, é o que devem pensar as cabeças desabitadas dos senhores do governo. Nesta comédia amoral, o presidente, coitado, tem de fazer o seu papel. Pardo, naturalmente.
Jornal do Fundão | 13.Dez.2012
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Pela Figueira... portas que se abrem e fecham...
A Figueira da Foz foi hoje notícia por boas e más razoes....
Uma, o Prémio da Leya para um jovem figueirense (ver aqui), Nuno Camarneiro.
Notícia ruim. A ultima edição do Jornal Figueirense, a 28 /12, único elo de jornalismo local , que mantém as pessoas informadas sobre os acontecimentos locais.
Lamento a CMFF não ter hipótese de ficar com o jornal... e, à distância que estou, ignoro se houve algum esforço nesse sentido.
domingo, 16 de dezembro de 2012
sábado, 15 de dezembro de 2012
Com gosto ou a contra gosto...o melhor possível para o vosso fim de semana
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
Mário Cesariny/Gabriel Pacheco
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
Mário Cesariny/Gabriel Pacheco
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Coisas do Natal e de todos os dias....
.
Gosto muito de livros POP UP....
A minha coleção, a juntar aos que guardei do meu filho,aumenta....
Um dia , serão como a farinha PERDILETA... para a avó e para a neta (o)....
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
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