quarta-feira, 13 de março de 2013

Vibremos pela cor... e não só...



Estas composições de cores flutuantes, de contornos indeterminados, mas fortemente vibrantes , podem ser momentos de olhares quentes ...
Espero pela tua mão, e, aí, o olhar será diferente.


Óleos de Mark Rothko (1903-1970).
Estes trabalhos são de 1952

Sirvam-se, pois...

Ó subalimentados do sonho! 
a poesia é para comer. 


Natália Correia/Angel Boligán

segunda-feira, 11 de março de 2013

Boa semana... em mês de poesia

DATA

Tempo de solidão e de incerteza
Tempo de medo e tempo de traição
Tempo de injustiça e de vileza
Tempo de negação

Tempo de covardia e tempo de ira
Tempo de mascarada e de mentira
Tempo de escravidão

Tempo dos coniventes sem cadastro
Tempo de silêncio e de mordaça
Tempo onde o sangue não tem rasto
Tempo da ameaça

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDERSSEN



(fotografia, pormenor da Casa Museu da Musica Portuguesa Verdades de Faria)

sábado, 9 de março de 2013

"Não posso ficar calada...." Eu também não...


"Como é possível fazer pintura decorativa ou que ignore o que está a acontecer?"GM

"Desastres de Guerra", exposição para ver e que hoje tive o privilégio de o ter feito numa visita guiada pela artista Graça Morais, sua autora, na Fundação Arapad-Szenes- Vieira da Silva.
Momentos de partilha e outros nem tanto, pois o artista nunca consegue ou não quer revelar tudo. 

Seguiu-se um interessante debate com o tema  "Que Guerra é esta?" com participantes de luxo intelectual.
Dia 6 de Abril repetirá e o tema do debate será "E depois da Guerra?", com Adelino Gomes, Viriato Seromenho entre outros.

Em tempos de guerra, trabalhemos a paz , mas não a paz dos cemitérios, mas aquela paz que ajude a evitar a guerra que está à porta e que pode desencadear a qualquer momento e que não se saberá quando pode acabar. A História mostrou-nos isso de 1914 a 1945. Palavras de Guilherme d' Oliveira, um dos oradores.


sexta-feira, 8 de março de 2013

Como sinto o dia 8 de Março....

 
                                         Fotografia de Dorothea Lange , "Mãe emigrante", 1936

Esta fotografia de uma mulher preocupada, com os seus dois filhos que escondem o rosto , tornou-se o símbolo da grande depressão americana.

Esta fotografia, tão atual, poderia representar o rosto de muitas  das nossas mulheres  na enorme depressão que este país vive.

Dia da mulher serve para  mostrar as desigualdades e sofrimento de género.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O povo e a poesia....


Era uma vez um banqueiro

a Dona Isabel ligado.
Vive do nosso dinheiro,
mas nunca está saciado.
 
Vai daí, foi a Belém
E pediu ao presidente
que à sua Isabel também
desse um job consistente.
 
E o bom do senhor Cavaco
admitiu a senhora,
arranjando-lhe um buraco
e o cargo de consultora.
 
O banqueiro é o Fernando,
conhecido por Ulrich,
e que diz, de vez em quando,
«Quero que o povo se lixe!».
 
E o povo aguenta a fome?
«Ai aguenta, aguenta!».
E o que o povo não come
enriquece-lhe a ementa.
 
E ela, Dona Isabel,
com Cavaco por amigo.
não sabe da vida o fel
nem o que é ser sem-abrigo.
 
Cunhas, tachos, amanhanços,
regabofe à descarada.
É fartar, que nós, os tansos,
somos malta bem mandada.
 
Mas cuidado, andam no ar
murmúrios de madrugada.
E quando o povo acordar
um banqueiro não é nada.
 
É só um monte de sebo,
bolorento gabiru.
Fora do banco é um gebo,
um rei que passeia nu.
 
Cavaco, Fernando Ulrich,
Bancos, Troikas, Capital.
Mas que aliança tão fixe
a destruir Portugal!


(A propósito da nomeação da mulher de Fernando
Ulrich para assessora de Cavaco Silva. )

Recebi por mail de mão amiga. Não resisti a partilhar...






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quarta-feira, 6 de março de 2013

domingo, 3 de março de 2013

Eduardo Nery, um pintor figueirense, porque aí nasceu em 1934 - 2013





Aqui,  Poderão ver o trabalho em azulejaria de Eduardo Nery, num levantamento simbólico de Rocha se Sousa.
Portugal continua a empobrecer e a vida não se eterniza.

Março proverbial...


Bodas em Março é ser madraço.
Em Março, esperam-se as rocas e sacham-se as hortas.
Em Março, tanto durmo como faço.
Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
Março duvidoso, S. João farinhoso.
Março, marçagão, manhãs de Inverno e tardes de Verão.
Nasce erva em Março, ainda que lhe dêem com um maço.
Páscoa em Março, ou fome ou mortaço.
Poda-me em Janeiro, empa-me em Março e verás o que te faço.
Podar em Março é ser madraço.
Quando em Março arrulha a perdiz, ano feliz.
Quando Outubro for erveiro, Guarda para Março o palheiro.
Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.
Quem em Março come sardinha, em Agosto lhe pica a espinha.
Quem poda em Março, vindima no regaço.
Sáveis por S. Marcos (25/04), enchem-se os barcos.
Temporã é a castanha que por Março arrebenta.