Este artigo retoma o pressuposto segundo o qual o republicanismo português
quis ser a tradução política de uma revolução cultural de raiz neo-iluminista.
No entanto, aqui, esta característica foi dada como adquirida e partiu-se dela
para se descrever a sua objectivação constitucional. Para isso, procurou-se
sublinhar o modo como se seleccionou o passado que pudesse ser usado
como precursor e, em simultâneo, sublinhar as novidades que a demarcavam
do regime monárquico; o que exigiu tanto a análise comparativa com outras
Constituições republicanas (e, em particular, com a francesa de 1875), como
a chamada a terreiro de um outro condicionante, nem sempre devidamente
sopesado quando se explica o cariz parlamentarista da Constituição de 1911:
o fantasma dos excessos do poder moderador e do recurso frequente às
“ditaduras administrativas” praticado sob a vigência da Carta Constitucional
Resumo
sábado, 5 de outubro de 2013
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Outono proverbial... Bom fim de semana
Ø Com a vinha em Outubro, come a cabra, engorda o boi e ganha o dono.
Ø Em Outubro centeio ruivo.
Ø Em Outubro não fies só lã; recolhe teu milho e feijão, senão de Inverno tens a tua barriga em vão.
Ø Em Outubro o fogo ao rubro.
Ø Em Outubro o lume já é amigo.
Ø Em Outubro ou secam as fontes, ou passam os rios por cima das pontes.
Ø Em Outubro, S. Simão, favas no chão.
Ø Em Outubro, S. Simão; semear, sim; navegar, não.
Ø Em Outubro sê prudente; guarda pão, guarda semente.
Ø Em Outubro semeia e cria, terás alegria.
Ø Outubro chuvoso torna o lavrador venturoso.
Ø Outubro erveiro, guarda para Março o palheiro.
Ø Outubro nublado, Janeiro molhado.
Ø Outubro pega tudo.
Ø Outubro quente traz o Diabo no ventre.
Ø Outubro secão, negaças de verão.
Ø Outubro sisudo, recolhe tudo.
Ø Outubro vaca para o palheiro e porco para o outeiro.
Pintura de Giuseppe Arcimboldo
"Outono", 1573
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
"AMOR ESCREVE-SE COM ÁGUA" ... Vai um gin tónico?
Querida
Acabo de receber a carta que me enviaste pelo cabo submarino. Vinha um pouco húmida, mas dada a enorme distância líquida que nos separa, é perfeitamente compreensível.
Senti-me contente por te saber bem, assim como os pequenos, nessa calma profunda e silenciosa de que tanta saudade tenho.
... ... ...
Creio que esta parte do continente em breve começará a oscilar, a desaparecer nas águas, o que marcará o verdadeiro início do Grande Salto para o Fundo.
... ... ...
Segundo informações concretas que aqui obtive, fiquei a saber que as Brigadas de Choque dos tubarões-martelo estão já a concentrar-se nas zonas previstas. Isto, por enquanto, é segredo rigoroso como calculas, claro.
... ... ...
Apenas temos de lamentar certos golfinhos que se tornaram colaboracionistas, o que nos obrigou a expulsá-los. Felizmente são apenas casos esporádicos, talvez até recuperáveis.
Como vês, estamos realmente trabalhando para um futuro em que os povos de todos os mares possam vir a ter uma vida livre e digna.
... ... ...
Águas transparentes para ti, meu amor
do teu
Estêvão
De Mário-Henrique Leiria, em Novos Contos do Gin , excertos
domingo, 29 de setembro de 2013
Ai o meu nariz de "Cleópatra"... e as" palavras" soltas da calçada...
OS CALCETEIROS
Escrevem na rua:
juntam
cuidadosamente
palavras.
Pegam-lhes
sílaba a sílaba,
escolhem, unem,
completam,
tocam
ao de leve por cima
e continuam.
Com o maço
e o suor
assinam.
António Osório, de A Ignorância da Morte, 1978
*** Atenção, levantem bem os pézinhos, pois anarigar é doloroso...
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
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