terça-feira, 22 de outubro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Leituras breves... «Os Josés»...
21 de outubro de 1965
Na República 17 de Outubro o Alberto e eu éramos alternadamente eleitos Presidentes... Numa das ocasiões em que eu chefiava o o Estado, aproveitei a ausência do Alberto em férias e zás, proclamei-me Ditador... Até mandei cunhar moedas especiais: os «Josés»!!!
O poder, mesmo teórico, apodrece as almas e as convicções! (Nessa altura eu era romanticamente republicano à Victor Hugo.)
Os «Josés»... Coro de vergonha atrasada.
José Gomes Ferreira, em Dias Comuns-1
Na República 17 de Outubro o Alberto e eu éramos alternadamente eleitos Presidentes... Numa das ocasiões em que eu chefiava o o Estado, aproveitei a ausência do Alberto em férias e zás, proclamei-me Ditador... Até mandei cunhar moedas especiais: os «Josés»!!!
O poder, mesmo teórico, apodrece as almas e as convicções! (Nessa altura eu era romanticamente republicano à Victor Hugo.)
Os «Josés»... Coro de vergonha atrasada.
José Gomes Ferreira, em Dias Comuns-1
domingo, 20 de outubro de 2013
sábado, 19 de outubro de 2013
Bom fim de semana...
A ANUNCIAÇÃO
Virgem! filha minha
De onde vens assim
Tão suja de terra
Cheirando a jasmim
A saia com mancha
De flor carmesim
E os brincos da orelha
Fazendo tlintlin?
Minha mãe querida
Venho do jardim
Onde a olhar o céu
Fui, adormeci.
Quando despertei
Cheirava a jasmim
Que um anjo esfolhava
Por cima de mim...
Vinicius de Moraes
Pintura de Paula Rego
Virgem! filha minha
De onde vens assim
Tão suja de terra
Cheirando a jasmim
A saia com mancha
De flor carmesim
E os brincos da orelha
Fazendo tlintlin?
Minha mãe querida
Venho do jardim
Onde a olhar o céu
Fui, adormeci.
Quando despertei
Cheirava a jasmim
Que um anjo esfolhava
Por cima de mim...
Vinicius de Moraes
Pintura de Paula Rego
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
O meu olhar de hoje...
A montanha pariu um" rato" ou a minha enorme falta de imaginação...
Há dias assim, mas também não apetece ficar quieta...
Pintura de E. Hopper
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Olhares... Leituras breves
Fotografia tirada há 2 anos em Vila Real. Idosa com 73 anos
.Escravo de Si Mesmo
A suposição de que a identidade de uma pessoa transcende, em grandeza e importância, tudo o que ela possa fazer ou produzir é um elemento indispensável da dignidade humana. (...) Só os vulgares consentirão em atribuir a sua dignidade ao que fizeram; em virtude dessa condescendência serão «escravos e prisioneiros» das suas próprias faculdades e descobrirão, caso lhes reste algo mais que mera vaidade estulta, que ser escravo e prisioneiro de si mesmo é tão ou mais amargo e humilhante que ser escravo de outrem.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
"Preguiça", numa enorme solidão...
Esta pequena estátua, que esteve ao recato do nosso olhar, sabe-se lá por onde..., regressou ao nosso olhar, ao olhar dos figueirenses... Pela mão de OUTRA MARGEM, vamos saber mais qualquer coisa da dita quase desdita escultura e de quem a esculpiu.
Fotografia de Fausto Viana
Fotografia de Fausto Viana
domingo, 13 de outubro de 2013
Leituras breves.Olhares. José Gomes Ferreira. Sub ou sobrevalorizado....?
13 de outubro de 1965
Releitura de Cesário, antes de me entregar ao imbecil trabalho de todos os dias:
Se eu não morresse nunca! E eternamente
buscasse e conseguisse a perfeição das coisas.
Das coisas - notem bem - que depois, por sua vez, talvez aperfeiçoassem o Homem.
Fotografias tiradas em Monserrate, Sintra.
Excerto de texo de José Gomes Ferreira, em Dias Comuns -1
Releitura de Cesário, antes de me entregar ao imbecil trabalho de todos os dias:
Se eu não morresse nunca! E eternamente
buscasse e conseguisse a perfeição das coisas.
Das coisas - notem bem - que depois, por sua vez, talvez aperfeiçoassem o Homem.
Fotografias tiradas em Monserrate, Sintra.
Excerto de texo de José Gomes Ferreira, em Dias Comuns -1
sábado, 12 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Para presentinho , se for caso disso... Nobel da Literatura 2013
Uma poeta, na sua primeira festa literária em território inóspito, é resgatada por um colunista de jornal, acabando por partir numa incursão pelo continente que a leva a um inesperado encontro. Um jovem soldado, ao regressar da Segunda Guerra Mundial para os braços da sua noiva, sai na estação de comboio anterior à sua, encontrando numa quinta uma mulher com quem começa nova vida. Uma jovem mantém um caso com um advogado casado, contratado pelo seu pai para gerir os seus bens. Quando é descoberta, encontra uma forma surpreendente de lidar com a chantagista. Uma rapariga que sofre de insónias imagina, noite após noite, que assassina a irmã mais nova. Uma mãe resgata a sua filha no exacto momento em que uma mulher tresloucada invade o seu quintal. «Quem é capaz de dizer a um poeta a coisa perfeita acerca da sua poesia? E sem uma palavra a mais ou a menos, apenas o suficiente.»Alice Munro, «Dolly», in "Amada Vida" **
** Não conhecia Alice Munro, ficou o desejo....
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
De Bruges para Portugal.... ou a repetição da História , ou seremos mesmo assim, nem tanto ou ainda piores...
No fundo, bem no fundo, nestas questões nada parece ter mudado muito desde 1426...
Carta enviada de Bruges, pelo Infante D. Pedro a D. Duarte, em 1426, resumo feito por Robert Ricard e constante do seu estudo «L’Infant D. Pedro de Portugal et “O Livro da Virtuosa Bemfeitoria”», in Bulletin des Études Portugaises, do Institut Français au Portugal, Nova série, tomo XVII, 1953, pp. 10-11).
"O governo do Estado deve basear-se nas quatro virtudes cardeais e, sob esse ponto de vista, a situação de Portugal não é satisfatória. A força reside em parte na população; é pois preciso evitar o despovoamento, diminuindo os tributos que pesam sobre o povo. Impõem-se medidas que travem a diminuição do número de cavalos e de armas. É preciso assegurar um salário fixo e decente aos coudéis, a fim de se evitarem os abusos que eles cometem para assegurar a sua subsistência. É necessário igualmente diminuir o número de dias de trabalho gratuito que o povo tem de assegurar, e agir de tal forma que o reino se abasteça suficientemente de víveres e de armas; uma viagem de inspeção, atenta a estes aspetos, deveria na realidade fazer-se de dois em dois anos. A justiça só parece reinar em Portugal no coração do Rei [D. João I] e de D. Duarte; e dá ideia que de lá não sai, porque se assim não fosse aqueles que têm por encargo administrá-la comportar-se-iam mais honestamente. A justiça deve dar a cada qual aquilo que lhe é devido, e dar-lho sem delonga. É principalmente deste último ponto de vista que as coisas deixam a desejar: o grande mal está na lentidão da justiça. Quanto à temperança, devemos confiar sobretudo na ação do clero, mas ele [o Infante D. Pedro] tem a impressão de que a situação em Portugal é melhor do que a dos países estrangeiros que visitou. Enfim, um dos erros que lesam a prudência é o número exagerado das pessoas que fazem parte da casa do Rei e da dos príncipes. De onde decorrem as despesas exageradas que recaem sobre o povo, sob a forma de impostos e de requisições de animais. Acresce que toda a gente ambiciona viver na Corte, sem outra forma de ofício."
Texto chegado via email por mão amiga
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