quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Presentinho...

António Aragão.
Um Buraco Na Boca, 1971.
                                                   Desenho original de Lagoa Henriques

Será mesmo para entender?

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras.

Clarice Lispector

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

sábado, 30 de novembro de 2013

Hoje apeteceu-me passar por aqui... Leituras breves.


Adriano foi vítima de todo o tipo de intrigas palacianas típicas de quem se move nos meandros do poder, agindo de forma pragmática e eficaz na resolução de conflitos, e, em termos do vasto império que ia desde a Inglaterra até à Pérsia, a prolongar a pax romana recorrendo o mínimo possível à força, com negociações e compromissos inteligentes próprios de um homem de Estado que, pelo relato, é porventura um exemplo até para o seu equivalente nos políticos dos dias de hoje. 

(li há pouco que PPC, detestava ACS, quse que se lia, odiva. Disse-o Medereiros Ferreira)

Bom fim de semana...

Há muito tempo que não saio de casa
Se soubesses a vontade que tenho de passear
no interior da tua orelha

De Jorge Sousa Braga, in Mississipi 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Entre "UMA VEZ" e outra vez, alguma vez há-de ser "ERA"...



SOFIA E CARMO

Pudesse eu levar-te sempre flores
àquele lugar enfeitado de saudade
onde adormeces
companheira de eternidade
de minha irmã levada antes do tempo

Lugar que parece só eu conheço
alguns seixos e conchas de mar enfeitam a tua pedra nua


ouvi dizer que te vão levar dali
e outros poderão levar flores também
(nada mais justo)

porém... cada vez que eu subir essa colina e ficar por ali a meditar
junto daquele moinho arruinado
vou recear
que ela se sinta mais sozinha
e já não digam poemas ao luar
Poema de , ERA UMA VEZ... mas eu sei o seu nome verdadeiro. Força, amiga . Espero sempre por si...

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Um recato ou um recanto? Mas, encanto, há!

Pudesse eu ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Pra poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes.

POESIA, Sophia de M. Breyner

As minhas fotos. Sintra


terça-feira, 26 de novembro de 2013

OE2014..........

                               Natureza morta de Paul Cézanne, 1906

OE2014. A minha ideia de...

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres e não só...

 Aprovado oficialmente nas escolas da Irlanda …” e logo na introdução diz António Botto:

“ Maltratar com violência uma criança obrigando-a a derramar algumas lágrimas é lançar no seu espírito a ira, a tristeza, a inveja, a vingança, a hipocrisia. Com esse choro, com essa expansão dolorosa, de soluços e gemidos, desaparece para sempre a visão encantada, risonha e ingénua da vida; e pouco a pouco há-de extinguir-se aquela secreta e inefável comunhão espiritual que deve existir entre os que nos trouxeram a este mundo, - e nós que viemos para continuar amorosamente os seus desejos, os seus princípios e as suas ideias."

Este livro encontra-se, desde essa data de publicação, (1931) traduzido para irlandês, espanhol, alemão, inglês e italiano.

Eugénio de Andrade disse que foi a obra poética de António Botto que o fez afastar-se da escola e aconchegar-se cada vez mais na poesia.
Pintura de Sarah Affonso, "A Procissão"