sábado, 28 de dezembro de 2013
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Quase fim de ano de 2013....
Trabalho de Norman Rockwell, 1944
Se Deus quiser hei-de morrer
com tudo feito e por fazer.
Rui de Carvalho, Diário
Se Deus quiser hei-de morrer
com tudo feito e por fazer.
Rui de Carvalho, Diário
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Festas ou momentos felizes. Até para o ano de 2014... Não se vão embora que eu apareço...
Trabalhos de Carl Larson, 1885, em Estocolmo. Nesta época do ano é com ele que gosto de vos desejar o melhor.
Até para o ano de 2014. Dele, teremos muito que falar...
domingo, 22 de dezembro de 2013
Ainda o mar... mas mais calmo...
Ainda a propósito de coisas do mar, quando o meu filho era pequeno e sentido os perigos "da besta", dizia-me:- Ó mãe, eu quero um mar pequenino , só para mim, para eu brincar...
Fotografia de Pedro Cruz
Pintura de Carl Larson, pintor sueco, 1885
Fotografia de Pedro Cruz
Pintura de Carl Larson, pintor sueco, 1885
"festas" trágico-marítimas ou suicídios coletivos? (continuação do post anterior)
Fotografias de João Viana
No post anterior falei-vos do pequeno veleiro que saiu ontem à revelia da barra do porto da Figueira da Foz, que estava encerrada. Felizmente o barco foi devidamente identificado.
João Viana, o fotógrafo das tragédias trágico- marítimas e dos mais lindos entardeceres, onde nem sempre "a calma é serenidade", enviou-me atempadamente as fotos que podem mais uma vez justificar o "suicídio" de mais um grupo de pessoas , com podem mais uma vez ver (AQUI).
Perdoem-me, mas de momento lamento os que têm por trabalho procurar quem se recreia na intempérie. Os jogos náuticos , são estivais.
*** ACABO DE OUVIR QUE ERAM AMIGOS QUE SE RECREAVAM, PESCANDO.
NÃO INVALIDA O QUE PENSO
sábado, 21 de dezembro de 2013
Uma sequência sem lógica, mas...
Há uma certa incoerência deste post com o anterior, mas esta "casa" foi feita para n
ão ter sentido, mas de quando em quando algum propósito.
Hoje o propósito, tem a ver com o ontem. O Mar. De vagas e vagalhões...
A incoerência, o desrespeito pela própria vida e da vida dos outros... Os outros, esses que têm que os encontrar mais mortos do que vivos.
Este molhe é muito largo, mas as ondas monstruosas... Passam de um lado ao outro. E, mesmo assim, à revelia da lei e do perigo mortal, eles , os doidos, os "Kamicazes" da vida, lá vão pensando que passam entre os "salpicos" das ondas.
Ao mesmo tempo, saía um pequeno veleiro, de barra fechada, perseguidos pela PM, mas em vão, estes não podem sair a barra. Tenho esperança que o João Viana me mande essa fotografia, terrivel, dantesca, para convosco partilhar.
Esta imagem explica, muitas mortes estúpidas, tais como as dos 6 jovens desaparecidos no Meco.
ão ter sentido, mas de quando em quando algum propósito.
Hoje o propósito, tem a ver com o ontem. O Mar. De vagas e vagalhões...
A incoerência, o desrespeito pela própria vida e da vida dos outros... Os outros, esses que têm que os encontrar mais mortos do que vivos.
Este molhe é muito largo, mas as ondas monstruosas... Passam de um lado ao outro. E, mesmo assim, à revelia da lei e do perigo mortal, eles , os doidos, os "Kamicazes" da vida, lá vão pensando que passam entre os "salpicos" das ondas.
Ao mesmo tempo, saía um pequeno veleiro, de barra fechada, perseguidos pela PM, mas em vão, estes não podem sair a barra. Tenho esperança que o João Viana me mande essa fotografia, terrivel, dantesca, para convosco partilhar.
Esta imagem explica, muitas mortes estúpidas, tais como as dos 6 jovens desaparecidos no Meco.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Encontros entre a Natureza e o Homem.... Leituras breves, olhares profundos
Uma natureza morta com doces e barros, de Josefa d' Óbidos (1676), posicionam-se evidentemente do lado da exaltação da comida e da culinária como encontro entre a Natureza e o Homem.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Angústia... uma palavra que nos vai acompanhar neste findar de ano.... para o próximo, encontraremos outro adjetivo
"Angustia" de Paul Klee
Esta Velha AngústiaEsta velha angústia,
Esta angústia que trago há séculos em mim,
Transbordou da vasilha,
Em lágrimas, em grandes imaginações,
Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,
Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum.
Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: é este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que...,
Isto.
Um internado num manicômio é, ao menos, alguém,
Eu sou um internado num manicômio sem manicômio.
Estou doido a frio,
Estou lúcido e louco,
Estou alheio a tudo e igual a todos:
Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura
Porque não são sonhos.
Estou assim...
Pobre velha casa da minha infância perdida!
Quem te diria que eu me desacolhesse tanto!
Que é do teu menino? Está maluco.
Que é de quem dormia sossegado sob o teu teto provinciano?
Está maluco.
Quem de quem fui? Está maluco. Hoje é quem eu sou.
Se ao menos eu tivesse uma religião qualquer!
Por exemplo, por aquele manipanso
Que havia em casa, lá nessa, trazido de África.
Era feiíssimo, era grotesco,
Mas havia nele a divindade de tudo em que se crê.
Se eu pudesse crer num manipanso qualquer —
Júpiter, Jeová, a Humanidade —
Qualquer serviria,
Pois o que é tudo senão o que pensamos de tudo?
Estala, coração de vidro pintado!
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pesso
a
Esta Velha AngústiaEsta velha angústia,
Esta angústia que trago há séculos em mim,
Transbordou da vasilha,
Em lágrimas, em grandes imaginações,
Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,
Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum.
Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: é este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que...,
Isto.
Um internado num manicômio é, ao menos, alguém,
Eu sou um internado num manicômio sem manicômio.
Estou doido a frio,
Estou lúcido e louco,
Estou alheio a tudo e igual a todos:
Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura
Porque não são sonhos.
Estou assim...
Pobre velha casa da minha infância perdida!
Quem te diria que eu me desacolhesse tanto!
Que é do teu menino? Está maluco.
Que é de quem dormia sossegado sob o teu teto provinciano?
Está maluco.
Quem de quem fui? Está maluco. Hoje é quem eu sou.
Se ao menos eu tivesse uma religião qualquer!
Por exemplo, por aquele manipanso
Que havia em casa, lá nessa, trazido de África.
Era feiíssimo, era grotesco,
Mas havia nele a divindade de tudo em que se crê.
Se eu pudesse crer num manipanso qualquer —
Júpiter, Jeová, a Humanidade —
Qualquer serviria,
Pois o que é tudo senão o que pensamos de tudo?
Estala, coração de vidro pintado!
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pesso
a
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Justificação, por uma vez ...
Por uma vez justifico a mudança de logótipo do Mar à Vista.
A enorme e bela onda que lá estava, uma das muitas ondas de João Viana, aqui na Figueira da Foz, passou-me a incomodar desde o dia em que os jovens perderam a vida na praia do Meco.
Juventude que constrói castelos na areia e pensa que o mar não os desfaz...
Ainda hoje, na minha proveta idade, dou comigo a pensar como fui tão ousada nas ondas do mar da minha terra. Só podia ser da juventude e da ousadia , da falta de consciência, que com o mar não se brinca mesmo... nem à beirinha.
Jovens que não vivem e pais que irão morrendo lentamente.
Esta fotografia foi tirada há dias na praia do Estoril, onde este "contrutor" de sonhos, um checo e sua companheira, estão acampados durante o dia e em dias de sol... Uma alegria!
A enorme e bela onda que lá estava, uma das muitas ondas de João Viana, aqui na Figueira da Foz, passou-me a incomodar desde o dia em que os jovens perderam a vida na praia do Meco.
Juventude que constrói castelos na areia e pensa que o mar não os desfaz...
Ainda hoje, na minha proveta idade, dou comigo a pensar como fui tão ousada nas ondas do mar da minha terra. Só podia ser da juventude e da ousadia , da falta de consciência, que com o mar não se brinca mesmo... nem à beirinha.
Jovens que não vivem e pais que irão morrendo lentamente.
Esta fotografia foi tirada há dias na praia do Estoril, onde este "contrutor" de sonhos, um checo e sua companheira, estão acampados durante o dia e em dias de sol... Uma alegria!
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
domingo, 15 de dezembro de 2013
Esqueci-me que neste Mar navego há 5 anos... O tempo voa e muita água correu neste "rio"...
Blogue Mar à Vista nasceu há 5 anos de uma brincadeira a atirar para o sério...
A "brincadeira" passou, mas "sério" ficou, até que dure.
Cinco anos, cinco sentidos.
Só com eles bem apuradinhos eu pude continuar por aqui apesar de alguns temas desaparecidos porque os passei a considerar desinteressantes e cansativos. Todas as que terminam em "ismos".
Espero que os navegantes deste Mar, não enjoem. Passem quando quiserem e se lembrarem...
Aos virtuais (conhecidos e aos menos conhecidos) mas sempre e gentis. Aos amigos reais e outros nem tanto..., aos inimigos, que também os há., e teimam em passar... , há sempre Mar à Vista com vista de mar.
Pintura de Ronaldo Mendes, pintor de Minas Gerais.
Escolhi uma pintura sua porque gosto e porque muitos destes posts foram feitos no Rio de Janeiro.
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