domingo, 30 de agosto de 2015

"vai-te embora ó mês de agosto"...

"Encenação complicada demais para um ovo estrelado", 2010
Pinturas de Carlos Carreiro em exposição no Centro de Artes da Figueira da Foz.

"vai-te embora ó mês de agosto" era uma expressão muito cá de casa, dita pelo meu pai, quando havia alguma contrariedade. Mas a expressão ultrapassava as nossas paredes, era por aqui recorrente. 
Vim a saber através das leituras de Raul Brandão , que considerava as pessoas da Figueira pouco hospitaleiras e arrogantes para com os veraneantes , por lhes ocuparem os espaços.... Então, estavam desejosos pelo fim do mês de agosto para os ver pelas costas. E não deixou de ter razão...
Não deixa de ser estranho, pois figueirenses há que continuam a pensar da mesma maneira, esquecendo que o turismo já foi a grande fonte de receita da cidade através do turismo e turistas. 
Os tempos são outros, a praia já não é o que era, apesar de alternativas de linha de costa, já poucos gozam um mês de férias para poder alugar casas, que noutros tempos as receitas faziam a tal "almofadada conforto" para o inverno,  as vias de comunicação levam também a que as pessoas façam praia e retornem as suas casas.
Digo "vai-te embora ó mês de agosto", porque gosto do setembro. E, nele vou entrar,  na praia da Claridade, se o tempo me deixar.

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sábado, 29 de agosto de 2015

efeméride - 1915-2015, Ingrid Bergman faria hoje 100 anos

Um beijo é um procedimento inteligentemente criado pela natureza para a mútua interrupção da fala quando as palavras se tornam desnecessárias.

Citação de uma das mais belas mulheres do cinema. Uma beleza proporcional à grande actriz que foi.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

a contradição humana (2)... em tempo de grandes contradições e omissões...

A Carlinha é uma menina muito elegante~
que deixa uma cauda  de perfume atrás dela.

MORA NO 1º ANDAR
e sempre que pode gaba-se da firmeza das coxas
   e da pele cheia de creme francês.

PASSA A VIDA 
NO GINÁSIO,

MAS É INCAPAZ DE SUBIR UNS LANCES DE ESCADAS.

VAI SEMPRE
de ELEVADOR.

Apesar da firmeza das coxas


(excerto do livro A CONTRADIÇÃO HUMANA, de Afonso Cruz. Fotografia reproduzida do livro)



terça-feira, 25 de agosto de 2015

contradições humanas.... (1)


O vizinho do sétimo esquerdo toca piano, canta e nunca desafina. 
Tem uns cabelos despenteados e uns dedos mais compridos do que aulas de MATEMÁTICA.
Mas o que realmente me impressiona é que ele 
TOCA
MÚSICAS
TRISTES
E ISSO
DEIXA-O 
FELIZ.

                                       Chega a chorar de felicidade (eu já vi)


(exceerto do livro A CONTRADIÇÃO HUMANA)
Vidrões que a artista plástica Isa da Silva pintou baseado no livro de Afonso Cruz.
A ver na Rua Castilho.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Leituras breves... "escrito na pedra"

Arco da Rua Augusta
"Um homem nunca deve sentir vergonha de admitir que errou, o que é apenas dizer, noutros termos, que hoje ele é mais inteligente do que era ontem"

Alexandre Pope, poeta, 81668-1744), em jornal Público de 23/08/2015



Luz de Lisboa...

"Auto- Reminiscência" , de Almada Negreiros, 1949, junto ao Cais da Ribeira


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

amizade, solidariedade.... (cinema)

... mesmo em tempo de guerra.
A capacidade que o homem pode ter de fazer pontes, entre inimigos,  mesmo em tempos de guerra. Porque ainda há pessoas com magia e nem tudo só acontece no cinema.
Belo filme que vi ontem, em soirée caseira, no meu/nosso video clube.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

dia mundial da fotografia, as minhas...


Fotografia, memória, momentos, espaços, na hora, ao minuto, num segundo.
Fotografia, eu, tu, nós, os anónimos.
Fotografias que eu guardo, tu guardas, nós guardamos, ou não...
Umas são vistas à luz do dia, outras à luz da noite.
Fotografias de câmaras claras e camas escuras.
Fotografias, alegorias.
Escolhas, as minhas.  A manada, a vaca o boi , a bosta.
Quando penso no animal em si e na paisagem , penso sempre em algo que me pacifica.
Quando penso na bosta, penso na porcaria humana que se atravessa nos nossos caminhos e nos faz escorregar , cair, partir o nariz, muito mais mal cheirosa que o excremento do dito gado bovino, esta última,  altamente benéfica para estrumar o sangue da terra.
Percorro o meu caminho procurando algum "vizir em Odemira " ou a ilha do Pessegueiro...

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Quem beija assim...

... não é cego, não é surdo , nem é mudo. É "tuga", e fiquei satisfeita por sabe-lo. Ele há-os...., há , há.

Ler história, aqui

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

coisas soltas...

A poesia adora
andar descalça nas areias do verão.

Eugénio de Andrade
Pintura de Félix Vallotton, 1907, "As três mulheres"

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Pelas notícias, o sol não anda a brilhar para muita gente...



... o sol anda escondido nas almas e nos estômagos de muita gente. Tenho cá para mim, que outros também andam cegos, e não é de amores...
Não põem o protetor solar no sítio certo... Ou, então, também põem nos olhos.
Dias melhores.