Desmascarar. A entrevista de Sampaio da Nóvoa à Ana Lourenço, esta noite, na SIC, constitui um momento raro na televisão. Um momento em que um farsante é desmascarado. Sampaio da Nóvoa pôs a nu a desonestidade de Marcelo Rebelo de Sousa, que se escondeu atrás da máscara de comentador para se promover como candidato presidencial. Que se escondeu atrás da máscara de conselheiro de Estado para se promover como comentador político. Que se escondeu atrás da máscara de professor e de intelectual independente para esconder a sua dependência partidária. Sampaio da Nóvoa desmascarou a desinteressada disponibilidade de Marcelo Rebelo de Sousa, provando que ele é apenas um jogador calculista, que ele é como uma aranha que foi tecendo pacientemente a sua teia de perversidades. Sampaio da Nóvoa, ao afirmar que Marcelo Rebelo de Sousa explorou até ao limite os palcos mediáticos, disfarçando de comentário as ideias que queria fazer passar de forma sub-reptícia, desmascarou a falta de escrúpulos do agora candidato presidencial. Sampaio da Nóvoa, com a serenidade da boa consciência, alertou-nos para as jogadas sujas que estão em preparação. De Carlos Matos Gomes no FB. Somos apoiantes de Sampaio da Nóvoa. CMG, não podia ter feito melhor... Uma verdade" inconveniente". Fotografia de Luiz Carvalho
Do pintor modernista japonês, Leonard Tsuguharu Foujita, "No Café", 1949
“Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo
caso, precisa de apagar o caso escrito” Machado de Assis (1839-1908),
Vem-me sempre à memória que no séc. passado , até 1970 ou 71, as aulas começavam a 7 de outubro depois de umas longas férias que tinha início a 9 de junho. E, uma boa maneira de revisitar os desenhos de Almada Negreiros dos anos vinte.
“… grande parte da atracção que a aspiração republicana exerceu sobre certas camadas da população urbana resultou do facto de ela veicular esperanças históricas características das “sociedades prometeicas” modernas. Com efeito, com o seu culto do trabalho, com o apelo a uma “moral de energia” e com a crença gnóstica nos efeitos perfectíveis da ciência, a ideologia republicana idealizava o verdadeiro cidadão como um herói épico e solar, e que, tal como Sísifo redivivo no fim da sua expiação, podia cantar: «Ergo nas mãos o sol.» Pode assim dizer-se que Prometeu – esse herói mítico também cantado por João de Barros – era o arquétipo exemplar do humanismo republicano ao convidar á revolta contra a escravidão em nome de uma liberdade de espírito que iluminava a futura e definitiva libertação humana. Logo, a educação só seria verdadeiramente emancipadora desde que ensinasse ao homem «o poder do homem, o seu esforço extraordinário e tenaz através dos séculos, e todas aquelas qualidades do idealismo, de bondade, de altruísmo, de solidariedade que têm melhorado – lentamente, sem dúvida, mas seguramente – as condições de vida sobre a terra» Do livro Republicanismo , de Fernando Catroga Achei tão bonito este cartaz de anúncio a uma futura intervenção de FC , em Fortaleza, Brasil, que não resisti a deixá-lo aqui , nesta data que não pode deixar de ser lembrada, A Implantação da República , a 5 de outubro de 1910. Cartaz surripiado da página de FB , a TEXTOS E PRETEXTOS DE FERNANDO CATROGA
ESCRITO
NA PEDRA
“Sim e não são as palavras mais fáceis de serem pronunciadas e também as que exigem maior
reflexão” Charles Maurice de Talleyrand-Périgord (1754-1838), político e diplomata francês .
Este é o meu testamento de Poeta, Mário Cesariny, 1994
Foi suspeito de vagabundagem, perseguido porque era homossexual , coisa que o regime escondia debaixo do tapete da hipocrisia. "Tinha apresentações na polícia como as putas". Surrealista, seguidor de André Breton. escreveu poesia e esculpiu e pintou. Pintou a manta, teve muitos e bons amigos, zangou-se com alguns, teve saudades por vezes. Magríssimo, sempre com um cigarrinho, tinha grandes projetos e língua afiada. Queria traduzir a maravilhosa saga de Gilgamesh e dizia-o sob o olhar embevecido e composto de Henriette, a irmã, com quem vivia. Acordava sempre lá para o meio-dia mas de repente passou a levantar-se às oito da manhã, fresquinho, limpinho, a partir de 25 de abril de 1974. Como resistir ao poema "Pastelaria"? "Afinal o que importa não é haver gente com fome porque assim como assim há muita gente com fome" Texto de Ana Sousa Dias, Revista EGOISTA, junho, 2015
Esta foto tem 40 anos, mostra uma fila para as primeiras eleições livres em Portugal, em 1975. A minha avó chamava-lhe «o primeiro dia em que fomos todos iguais.»
De Bernardo J. Rodrigues, do Grupo , Fascismo nunca mais, no FB
Uma vez votei em ti e tu votaste em mim. No fim da "legislatura" dei comigo a pensar , "são mesmo todos iguais". Contudo, também pensei, "uns, são mais iguais do que os outros". Ainda não caí na tentação da abstenção.