quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Pelo novembro dentro entra Rodrigo Leão

Portugal
Sabes de que cor são os meus olhos?
São castanhos como os da minha mãe
Portugal gostava de te beijar muito apaixonadamente
na boca

Jorge Sousa Braga, Portugal


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Arte Postal , postais com arte



As minhas colagens de imagens

"Arte Postal", do pintor Calos Barroco, que partiu este ano de 2015.  Encontra se  na Fundação das Telecomunicações uma exposição da sua autoria e para a qual foi convidado, penso que em 2012. A não perder. Muito interessante e lúdica. Meninos (as) pequenos e grandes, não faltam.  Jardins de Infância e outras Escolas , sempre em movimento...
Quem se porta bem? Sempre os pequeninos.

Pina, Manuel António

faria hoje, dia 18 de novembro, 72 anos

O Lado de Fora

Eu não procuro nada em ti, 
nem a mim próprio, é algo em ti 
que procura algo em ti 
no labirinto dos meus pensamentos. 

Eu estou entre ti e ti, 
a minha vida, os meus sentidos 
(principalmente os meus sentidos) 
toldam de sombras o teu rosto. 

O meu rosto não reflecte a tua imagem 
o meu silêncio não te deixa falar, 
o meu corpo não deixa que se juntem 
as partes dispersas de ti em mim. 

Eu sou talvez 
aquele que procuras, 
e as minhas dúvidas a tua voz 
chamando do fundo do meu coração. 

Manuel António Pina, in “O Caminho de Casa” 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

olhares...

Trabalho de Carlos Barroco
A ironia não é caixa de Pandora. 

Com que então caiu na asneira...

  Dia de Anos
Com que então caiu na asneira
De fazer na quinta-feira
Vinte e seis anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse…
Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!

Não sei quem foi que me disse
Que fez  a mesma tolice
Aqui o ano passado…
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!

Não faça tal; porque os anos
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho:
Faça outra coisa; que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.

Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los, queira ou não queira!

Poema de João de Deus

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

olhares, os meus... (1)


O medo...

Assim é o "medo" em todas as circunstâncias da vida. Por isso, aos poucos, muitos vão morrendo de medo e ao mesmo tempo matando os seus sonhos. 


“O medo, o medo
verdadeiro, é um delírio furioso.
De todas as loucuras de que somos
capazes, o medo é a mais cruel.
Nada iguala o seu vigor, nada pode
suster o seu choque. A cólera, que
se lhe assemelha, não passa de
um sentimento passageiro, uma
brusca dissipação das forças da
alma. Para mais é cega. O medo, ao
contrário, desde que se ultrapasse
a primeira angústia, forma com
o ódio um dos mais estáveis
compostos psicológicos que há.”

Citando, Georges Bernanos

domingo, 8 de novembro de 2015

Momentos de ouro...



Nelson Mota
De Óbidos , depois de um encontro feliz com Nelson Mota, um letrista e não só, da música brasileira, eis que o CD atravessou do Atlântico Sul para o do Norte. 
Momentos de ouro.