quarta-feira, 25 de novembro de 2015
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Os remorsos de Picasso e as razões do seu período azu l(o deprimido)
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Representação da morte de Casagemas, "Evocação", 1901, Picasso |
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La vie, 1903, Picasso |
Da ponte da poesia à psicopatologia do mundo da psiquiatria, Carlos Teixeira falou da dispersão e do labirinto da melancolia: a angústia do existir, a roxidão do sofrimento, as as inquietantes lonjuras, o querer-não querer dar-se à morte. As queixas dolentes de todas as desertificações, umas exteriores, das falésias e dos oceanos, outras interiores, dos fantasmas vividos, postas no corpo e na palavra. Entendam-se por vezes, como sintomas listados e catalogados para a nomenclatura psiquiátrica de quem muito apressadamente só vislumbra o perto, quando a condição humana suscita ver além do horizonte.
Quando falou da morte e do suicídio apresentou estas duas formas de morrer. VanGogh, morre por fora com o suicídio, desaparece fisicamente, e Picasso, na sua juventude" morre" por dentro, com a morte, suicídio, do seu maior amigo, Carlos Casagemas, por causa de umas turbulentas disputas amorosas, onde havia várias envolvidos. Num ato tresloucado, Casagemas tentou matar a sua paixão por se saber traído. Por falta de coragem em matar a sua amante, disparou sobre ele.
Picasso, sentiu-se enlouquecer e entrou num luto profundo e deu início ao seu período azul onde há várias representações da morte , do luto e da própria morte de Casagemas. Esse luto dilui-se com o inicio do período rosa.
Sendo Picasso, uma fonte inesgotável de estudo da psiquiatria, há quem pense que a sua forma agressiva e sádica para com as suas mulheres e amantes, tem talvez a ver com a história de Casagemas que aqui vos deixo.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
hino ao amor (as minhas escolhas)
Amor e feliz , está no post anterior)
domingo, 22 de novembro de 2015
anos 50, onde tudo começou. poisos da minha vida.... (efeméride)
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A minha vida começou aqui . Fui o fruto deste grande amor. |
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A minha mãe só não usava chapéu... |
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Uma fotografia tirada do Google. A vida era assim. |
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O meu poiso de hoje. Estoril anos 50 |
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A minha praia de menina e moça. A minha terra . Figueira da Foz |
Eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem
todos os meus amigos !
Fernando Pessoa, poema "Os Amigos"
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Pelo novembro dentro entra Rodrigo Leão
Sabes de que cor são os meus olhos?
São castanhos como os da minha mãe
Portugal gostava de te beijar muito apaixonadamente
na boca
Jorge Sousa Braga, Portugal
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Arte Postal , postais com arte
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As minhas colagens de imagens |
"Arte Postal", do pintor Calos Barroco, que partiu este ano de 2015. Encontra se na Fundação das Telecomunicações uma exposição da sua autoria e para a qual foi convidado, penso que em 2012. A não perder. Muito interessante e lúdica. Meninos (as) pequenos e grandes, não faltam. Jardins de Infância e outras Escolas , sempre em movimento...
Quem se porta bem? Sempre os pequeninos.
Pina, Manuel António
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faria hoje, dia 18 de novembro, 72 anos |
O Lado de Fora
Eu não procuro nada em ti,
nem a mim próprio, é algo em ti
que procura algo em ti
no labirinto dos meus pensamentos.
Eu estou entre ti e ti,
a minha vida, os meus sentidos
(principalmente os meus sentidos)
toldam de sombras o teu rosto.
O meu rosto não reflecte a tua imagem
o meu silêncio não te deixa falar,
o meu corpo não deixa que se juntem
as partes dispersas de ti em mim.
Eu sou talvez
aquele que procuras,
e as minhas dúvidas a tua voz
chamando do fundo do meu coração.
Manuel António Pina, in “O Caminho de Casa”
nem a mim próprio, é algo em ti
que procura algo em ti
no labirinto dos meus pensamentos.
Eu estou entre ti e ti,
a minha vida, os meus sentidos
(principalmente os meus sentidos)
toldam de sombras o teu rosto.
O meu rosto não reflecte a tua imagem
o meu silêncio não te deixa falar,
o meu corpo não deixa que se juntem
as partes dispersas de ti em mim.
Eu sou talvez
aquele que procuras,
e as minhas dúvidas a tua voz
chamando do fundo do meu coração.
Manuel António Pina, in “O Caminho de Casa”
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Com que então caiu na asneira...
Dia de Anos
Com que então caiu na asneira
De fazer na quinta-feira
Vinte e seis anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse…
Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!
Não sei quem foi que me disse
Que fez a mesma tolice
Aqui o ano passado…
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!
Não faça tal; porque os anos
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho:
Faça outra coisa; que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.
Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los, queira ou não queira!
Poema de João de Deus
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
O medo...
Assim é o "medo" em todas as circunstâncias da vida. Por isso, aos poucos, muitos vão morrendo de medo e ao mesmo tempo matando os seus sonhos.
“O medo, o medo
verdadeiro, é um delírio furioso.
De todas as loucuras de que somos
capazes, o medo é a mais cruel.
Nada iguala o seu vigor, nada pode
suster o seu choque. A cólera, que
se lhe assemelha, não passa de
um sentimento passageiro, uma
brusca dissipação das forças da
alma. Para mais é cega. O medo, ao
contrário, desde que se ultrapasse
a primeira angústia, forma com
o ódio um dos mais estáveis
compostos psicológicos que há.”
Citando, Georges Bernanos
“O medo, o medo
verdadeiro, é um delírio furioso.
De todas as loucuras de que somos
capazes, o medo é a mais cruel.
Nada iguala o seu vigor, nada pode
suster o seu choque. A cólera, que
se lhe assemelha, não passa de
um sentimento passageiro, uma
brusca dissipação das forças da
alma. Para mais é cega. O medo, ao
contrário, desde que se ultrapasse
a primeira angústia, forma com
o ódio um dos mais estáveis
compostos psicológicos que há.”
sábado, 14 de novembro de 2015
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
olhei para ontem... vi e ouvi, e, como diria Millôr, "pode crer, que cego é aquele que tudo quer ver"
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