sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Bom fim de semana...


 "Na estrada da vida, uns passam deixando saudades, outros trazendo alívio."

Pintura de David Hockney

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Quando ele não tem tempo...



   Mas que cansaço, não tem um minuto. Mentiras. O que não tem é forças para  pensar a vida, calma para sentir como ela corre.
   Quando ele não tem tempo, quando ele trabalha muito e mede os segundos como outros medem as horas e os dias, quando é incapaz de se sentar a conversar por um instante, sem ansiedade, não acredites nele. O trabalho é o esconderijo que os homens encontraram para não viverem segundo um ritmo mais humano e mais decente. É a maneira que têm  de estar sós sem terem  de dizer que querem estar sós.

RECEITAS DE AMOR PARA MULHERES TRISTES
Héctor Abad Faciolince
Trabalho de Fraus Krajcberg, 
   

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Olhares...


Perco-me num olhar vazio onde os pensamentos se afogam num mar sem fim.

Pintura de Manuel Amado, Cadeira sobre Terraço

domingo, 6 de setembro de 2020

Vivendo o Setembro ...





 O tempo está de feição, mais do que o meu gosto permite...
Saudades do Outono, sonho-o dia e noite, pois o calor diminui as minhas capacidades de viver os dias como gosto. A sombra, essa existe generosamente em parques florestados,  mas esses, nem sempre ao clique de uns saltinhos até lá. 
Um pintor que me passou despercebido e que agora é revisitado no Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva, Manuel Amado, 1938-2019. Dizem que é o Edward Hopper português. 
Boa semana a quem passa. 

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Leituras breves ...



 Pintura de Félix Vallotton, 1925

Texto retirado do livro. RECEITAS DE AMOR PARA MULHERES TRISTES, Héctor Faciolince

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Ontem, dia mundial da fotografia

 Annie Leibovitz 

“Não acredito na ideia de que você captura as pessoas quando as fotografa. O que faço é tirar um pedacinho delas”.

Fotografia de Anamar, 2019

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Morrer desidratado ...

Quanto aos lares, espero que este macabro episódio (que, como escreveu o Henrique Raposo, mobilizou menos indignação do que a tragédia de Santo Tirso) tenha pelo menos servido para deixar claro que o isolamento dos velhos nos lares é um crime. Morrer velho por causa de uma pandemia é, desde que às vitimas tenha sido dado o direito de escolha lúcida e informada, uma tragédia. Mas faz parte das tragédias humanas. Morrer abandonado e desidratado é uma inaceitável crueldade. Todos acabaremos por morrer, mas as mortes não são todas iguais. Pelo menos no que dizem da sociedade em vivemos.


Excerto de crónica  de Daniel de Oliveira, Expresso Diário de hoje, a propósito da morte de 18 idosos num lar no Alentejo.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

“Os Sete Pilares da Sabedoria”, de T.E. Lawrence. Há uns versos no fim.

“Não a luz que se extinguiu para nós, nem as acções que passaram,
Nem os dias de outrora,
Nem as tristezas não tristes, nem o rosto mais justo
De enaltecimento perfeito”

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Viva a cultura

A Sesta, de Almada Negreiros, 1939

Cultura e Civilização

Uma mesa cheia de feijões.
O gesto de os juntar num montão único. E o gesto de os separar, um por um, do dito montão.
O primeiro gesto é bem mais simples e pede menos tempo que o segundo.
Se em vez da mesa fosse um território, em lugar de feijões estariam pessoas. Juntar todas as pessoas num montão único é trabalho menos complicado do que o de personalizar cada uma delas.
O primeiro gesto, o de reunir, aunar, tornar uno, todas as pessoas de um mesmo território é o processo da CIVILIZAÇÃO.
O segundo gesto, o de personalizar cada ser que pertence a uma civilização é o processo da CULTURA.
É mais difícil a passagem da civilização para a cultura do que a formação de civilização.
A civilização é um fenómeno colectivo.
A cultura é um fenómeno individual.
Não há cultura sem civilização, nem civilização que perdure sem cultura.

Almada Negreiros, in "Ensaios"