sábado, 16 de janeiro de 2021
segunda-feira, 11 de janeiro de 2021
sábado, 9 de janeiro de 2021
domingo, 3 de janeiro de 2021
Uma belíssima leitura
sexta-feira, 1 de janeiro de 2021
Bom Ano de 2021. Eu, entrei a rir....
terça-feira, 29 de dezembro de 2020
segunda-feira, 21 de dezembro de 2020
Coisas do Natal (2) A História de S. Nicolau e Boas Festas, a vosso jeito e maneira ...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
Os génios que nos deixam de boca aberta ...
Considerada esta sexta-feira a “Criança do Ano” pela revista Time, o trabalho desta jovem de 15 anos é o casamento perfeito entre ciência e humanidade: inventou ferramentas para garantir água potável, diagnosticar casos de vício por opioides e detetar o cyberbullying. Agora quer acabar com a depressão nos adolescentes.
Os seus pais são ambos engenheiros e os seus “heróis”. “Tenho tido um grande apoio e encorajamento da parte deles à medida que vou desenvolvendo os meus projetos. O meu pai introduz-me a novas tecnologias ou envia-me recursos se ler sobre algo novo. Às vezes simplifica os conceitos de tal forma que se torna fácil para mim entendê-los”, explicou à Rookie. E se o pai lhe alimenta a capacidade científica, a mãe ofereceu-lhe a sensibilidade social, ao mostrar-lhe “notícias diárias que têm impacto nas pessoas”, garante.
Quando foi questionada sobre as desigualdades salariais entre homens e mulheres, na conferência europeia “Makers”, Gitanjali foi clara, sensata, adulta: “É muito estranho para mim que duas pessoas façam o mesmo trabalho e uma seja paga menos 21 cêntimos por cada dólar que a outra faz. Parece-me injusto. (...) Acho que deves sentir que tens liberdade para falar com o teu empregador sobre o teu salário e o salário dos teus colegas - e como solucionar [o problema] se não forem iguais”. E mais do que se juntar às batalhas de hoje, é capaz de aplaudir as lutas que outros travaram antes dela: “Admiro todas as mulheres ativistas que fazem a diferença por outras mulheres, desde as sufragistas que nos ajudaram a conseguir o direito ao voto até às mulheres de agora que lutam por igualdade na ciência, uma causa que me é muito próxima”. Gitanjali ainda está na escola mas quer ingressar na universidade para estudar genética e… epidemiologia.
Em 2018 “não tinha a certeza” sobre qual seria o seu próximo projeto. Mas continuava a pensar em grande: “Possivelmente atacar o problema da depressão em adolescentes. Sonho com o dia em que a felicidade possa ser medida numa escala e diagnosticar a depressão seja apenas parte de uma consulta normal do médico. Tenho estado a investigar este tema nos últimos três anos mas ainda não lhe dediquei todo o meu tempo. Chamo a este projeto o meu ‘Detetor de Felicidade’.
Fonte, Expresso Diário de hoje
quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
Passando…. Saúdo-vos.
“A vida é em parte aquilo que nós fazemos dela, e em parte aquilo que é feito pelos amigos que escolhemos”
Tennessee Williams (1911-1983)
Pintura de Auguste Renoir, 1866, "O convívio dos Barqueiros"
quarta-feira, 25 de novembro de 2020
Hoje, encontrei-me com Herberto Hélder ...
Fui a Cascais, à feira da quarta- feira. Passei-lhe à porta. E, lembrei-me que Herberto teria feito anos este mês, como fariam Picasso, Álvaro Cunhal , José Saramago , estes três a 16 . . . Herberto teria feito 90 anos dia 23. Os astros lá sabem o porquê de tanta bênção .
O terror possui luz própria. Pensa-se com o terror. É inteligente, cuidadoso, hábil. O terror ensina-se a si mesmo, conduz a sua luz como uma tecedeira faz sair dos dedos a peça tecida. assim chega ele ao alçapão e levanta-o. Um último arremesso do corpo despenha-o sobre o linho. E então o homem descansa um pouco e põe-se a rolar sobre si próprio, para envolver-se completamente no linho. Vai buscar ao medo a força de se envolver uma segunda e uma terceira vez, e ainda uma quarta vez, nas ramas de linho. Fica todo embrulhado no linho, menos a cabeça e os braços.
Porque a cabeça e os braços estão intactos. E os braços servem para abrir a porta da arrecadação. A cabeça serve para o medo pensar. Arrima-se â parede, abre a porta e escorrega para fora. A noite não tem fundo.
E então ele arrasta-se sobre a poeira fria. Uma ave grita em parte nenhuma, um vento fino passa nos arrozais, as pedras brilham sombriamente com o orvalho. É um túnel, a noite, um túnel que ele conquista a sangue, a metro, pequenamente. O medo pensa: Tenho de chegar à primeira casa. É a casa do sacristão. Durante horas, que esse medo escoa muito devagar, o linho cobre-se de lama e sangue. Quando alcança a casa, o homem desmaia. Fica de bruços: esgotado, sangrento, aberto. O terror já não pensa.
Excerto de conto, AQUELE QUE DÁ A VIDA do livro Herberto Helder Os Passos em Volta
"Retrato de Herberto Hélder", por Frederico Penteado










