Avançar para o conteúdo principal
Belo artigo de opinião o dePaulo V.Gomes, no Público de hoje, a propósito das perdas arquitectónicas e culturais em Bombaim, lugares de culto onde a convivialidade multicultural era reinante.
Também um pouquinho da nossa história desapareceu... uma referencia de memória colectiva.
" Bombaim era vossa, nossa, deles, dos portugueses.Um bocado acima do Leopold e do Taj era a casa de Garcia da Orta quando, no ínicio do séc.XVI , o que é hoje a baixa de Bombaim era propriedade dele. Um bocadinho ao lado, há uma igreja católica onde estão pedras com inscrições de um bispo nascido em Santarém no final do séc. XIX. Mais acima há uma "Potuguese Street", memória de uma igreja portuguesa feita quando, durante duzentos anos, entre 1500 e o final do séc.XIX, toda a área de Bombaim foi da Coroa de Portugal.
Depois foi inglesa. Depois foi indiana. E do mundo inteiro
Tudo isto acabou."
Claro que ,as vidas humanas perdidas ninguém traz de volta! Mas quem sabe se a arte e o engenho do Homem nos pode trazer de volta o património perdido?
Quero acreditar que sim.

Comentários

virita disse…
Quem pôs o nome de Bombaim àquela cidade,predestinou-a a sofrer o efeito de sucessivas bombas...e aonda falta chegar o im!

..que os indianos me perdoem a brincadeira!

Mensagens populares deste blogue

" o auto elogio é o desespero de uma pessoa incapaz"... nem que seja por pura questão de personalidade *

O auto-elogio...O elogio deixa as pessoa decentes contrafeitas, enquanto o auto-elogio deixa todas as pessoas sérias boquiabertas. O elogio não desagrada, mas provoca no elogiado o senso crítico. Embora se sinta gratificado, ele sabe que poderia fazer melhor - e sente o peso dessa responsabilidade.
O auto-elogio é o substituto do elogio que não aconteceu. É a mentira computada sem pejo. É a agressão à capacidade crítica dos que a tudo assistem e que conhecem a realidade. É o atestado de ignorância, pois equivale a dizer: "Como VExa. não sabe avaliar, avalio por si. E a verdade é esta, sou bom e faço o melhor!". É menosprezo pela inteligência alheia.
Imagino poder estar correto, pois o auto-elogio dificilmente é proferido em diálogo com quem conhece bem o descarado. O auto-elogio é proferido perante quem é “de fora”, de longe ou recém-chegado. É a tentativa de impor uma imagem distorcida, antes que o outro compreenda e constate por si mesmo a realidade efectiva.
O auto-elogio…

Pelos caminhos de Sintra onde tudo é natural

A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.~
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
- sei que não vou por aí!

José Régio, Cântico Negro

Boas férias... e passem "as vistas" pelo nosso Mar à Vista :)

Norman Rockwell , pintura a óleo