quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Gago Coutinho morreu há 50 anos, icone do aventureirismo dos portuguses!




A 30 de Março de 1922 saiu de Lisboa o hidroavião mono-motor Fairey F III-D "Lusitânia", levando a bordo os comandantes da marinha, Sacadura Cabral, piloto e Gago Coutinho, navegador que iriam efectuar pela primeira vez a travessia aérea do Atlântico Sul.
O hidroavião utilizado tinha sido concebido propositadamente para a viagem, contando Sacadura Cabral com o bom desempenho do motor Rolls-Royce. Por outro lado, Gago Coutinho tinha outro trunfo, a adaptação de um horizonte artificial a um sextante de marinha para medir a altura dos astros, invenção até então inédita e que revolucionaria os métodos de navegação aérea, onde não havia qualquer apoio à navegação.
Apesar do rigoroso planeamento da viagem e da eficácia do sextante de Gago Coutinho, a viagem teve extremas dificuldades e foram necessários três aviões para que em 17 de Junho piloto e navegador amarassem com êxito no Rio de Janeiro.

A primeira etapa de Lisboa a Las Palmas (Canárias) foi feita sem incidentes no mesmo dia da partida, embora desde logo se notasse que o avião tinha um excessivo consumo de gasolina que viria a ser fatal no desenrolar da viagem. Rumaram depois, no dia 5 de Abril para São Vicente em Cabo Verde, voando 850 milhas.

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